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APRESENTAÇÃO
Os minerais são a garantia da
prosperidade econômica do Pará. Entretanto, decorridos cerca de
15 anos do início da exploração das riquezas minerais da região
de Carajás, constata-se que o Pará ainda não deu o grande salto
para expandir e diversificar a sua base produtiva.
A região de Carajás faz parte de uma área selecionada da
Amazônia oriental. Na década de 70 esteve dentro dos
planejamentos governamentais, na tentativa de viabilizar o
aproveitamento integrado de todo o seu potencial de riquezas.
Em 1980, foi criado o Programa Grande Carajás que pode ser
definido como um plano global de desenvolvimento para a citada
área. Com esse programa, o Governo Federal reservou para si a
responsabilidade da execução da infra-estrutura necessária à
viabilização dos projetos econômicos produtivos.
Todavia, no início dos anos 80 o Brasil já estava submerso numa
crise que foi agravando-se ao longo da década. Uma das
consequências da crise foi o crescimento da dependência externa
do País através da dívida e da necessidade de exportações em
volume crescente para poder saldar os compromissos assumidos com
os bancos credores internacionais.
Nos anos 90, o Brasil renegociou a dívida com os credores
externos, alcançou a estabilização monetária com o Plano Real e
retomou o processo de desenvolvimento econômico e social com os
programas Brasil em Ação e Avança Brasil.
No Pará, o Governo começa a alavancar o desenvolvimento com a
retomada de obras de infra-estrutura econômica como: melhoria da
malha rodoviária, expansão da rede elétrica, novo aeroporto de
Belém, construção das eclusas de Tucuruí, duplicação da
Hidrelétrica de Tucuruí e outras ações voltadas para incentivar
o desenvolvimento do Estado.
Com isso, cria-se a possibilidade de uma mudança da base
produtiva do Pará, porque alguns produtos vão ser
industrializados no Estado. O Pará sairá de uma pauta
eminentemente de matéria-prima passando, gradativamente, para
outra de produtos industrializados. Já existe, portanto, a
possibilidade da verticalização da produção.
Pelo potencial de riquezas que possui, não é exagero afirmar que
o Pará tem todas as condições para ser um importante pólo
industrial do Brasil, no século 21.
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