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BALANÇO POSITIVO -
A Economia Brasileira dos Anos 90 
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Nota do autor + Sumário |
Pará, um bom negócio
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Fernando Leal Franco |
Conheça o Pará. Nós temos o negócio que você quer.
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ROTEIRO TURÍSTICO - Região das Ilhas do Pará e Costa Atlântica

Conheça também estas festas: Ilha de Cotijuba: Festa do Pato Ilha do Mosqueiro: Festival do Cupuaçu
e Festifruti Ilha do Marajó: Festival de Danças Típicas Salinópolis: Festa do Camarão |
BELÉM É UMA FESTA
Autor: Fernando Leal Franco
Principais festas de Belém: - Carnaval - Pará Folia - Festas Juninas - Círio de Nazaré
- Fest Rock Pará
- Pará Forró Fest |
APRESENTAÇÃO
O Plano Real, muito embora se constitua no 6º plano de estabilização monetária desde o plano cruzado, implantado em fevereiro de 1986, foi a melhor alternativa de estabilização da economia nacional. Tem como importante contribuição teórica à história econômica brasileira, a utilização de um mecanismo de desindexação da economia, por meio da criação da URV, como um indexador automático de preços e salários.
Ao completar recentemente 4 anos de Plano Real, o livro do economista FERNANDO LEAL FRANCO surge numa hora muito oportuna, por oferecer aos estudiosos e à opinião pública nacional uma avaliação dos efeitos do Plano Real sobre a economia brasileira. Trata-se evidentemente de uma avaliação preliminar, mas com o mérito de abordar de forma apropriada um assunto muito atual. O livro está ricamente recheado de dados recentes da economia brasileira, revelando um cuidado especial do autor para com todas as suas afirmações.
Trata-se de um texto desenvolvido de forma muito didática, escrito em linguagem acessível a todos que não são da área, porém com o rigor exigido a um texto desta envergadura.
Esperamos que o livro auxilie a todos quanto se interessem pelas questões da economia brasileira contemporânea e desejam saber um pouco mais sobre o plano real.
Campinas, agosto de 1998
Prof. José Homero Adabo
Professor do Departamento de Economia e Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Administrativas da PUC-CAMPINAS.
NOTA DO AUTOR
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BALANÇO
POSITIVO – A ECONOMIA BRASILEIRA DOS ANOS 90 começou a
ser por mim escrito em 1991, como monografia para obtenção do
título de Bacharel em Ciências Econômicas. O texto original tem como
título “O Programa Brasileiro de Desestatização e a Retomada do
Desenvolvimento”.
Em 1994, com o lançamento do Plano Real, a inflação, que era
alta até então, foi controlada e passou a
cair, gradualmente, desencadeando um conjunto de efeitos sobre a
economia brasileira.
Posso dizer que o Brasil tomou
novo rumo dado que a produção da economia brasileira, em termos de
Produto Interno Bruto (PIB), mais que duplicou nos anos 90
revelando números positivos de recuperação.
Isso instigou-me o interesse pela publicação do livro.
Este livro é dirigido ao público interessado em obter
informações econômicas indispensáveis à compreensão da recuperação
da economia brasileira na década de 90.
Fiz uma reformulação no texto inicial com vistas à preparação
do presente texto e no desenvolvimento deste optei pela
apresentação de resultados econômicos restringindo a explanação
conceitual e analítica predominante no texto inicial.
Procurei preparar um texto que permita ao leitor compreender
a realidade econômica brasileira com base em dados reais, sempre
informando as fontes desses dados.
Espero ter alcançado meu objetivo que é divulgar
economia e contribuir para um maior conhecimento da realidade em
que vivemos que é, na minha avaliação, um importante período de recuperação
da economia brasileira.
Quero agradecer ao Prof. José Homero Adabo, Diretor da
Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Administrativas da
Pontifícia Universidade Católica de Campinas, pela apresentação
deste livro.
Para aqueles que de alguma forma me auxiliaram na preparação
deste trabalho, aqui fica um agradecimento geral. Para as falhas,
solicito a benevolência dos leitores. |
Belém, maio de 1998.
Fernando Leal Franco
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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
PREFÁCIO
NOTA DO AUTOR
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO 1
ANTECEDENTES DOS ANOS 90
O crescimento dos anos 70
A lição dos anos 80
CAPÍTULO 2 A
ESTABILIZAÇÃO
O Plano Real
Privatização
Aumento da arrecadação fiscal
Corte de gastos do Governo
CAPÍTULO 3 AS
REFORMAS
Reforma da administração pública
Reforma da Previdência Social
Reforma fiscal
O acordo da dívida externa
CAPÍTULO 4 O
QUE ESTÁ DANDO CERTO
O declínio da inflação
Melhora das contas públicas
O programa Brasil em Ação
Recursos externos
O crescimento do PIB
CAPÍTULO 5
NOVOS RUMOS
Empregabilidade
Balanço de pagamentos e mercados
Incentivos à produção e
indicadores sociais
CONCLUSÕES
NOTAS
Belém, maio de 1998.
Fernando Leal Franco |
| | Convivendo com o perigo |
Ligo a televisão e vejo aviões sendo lançados de encontro a edifícios. Em seguida, vejo explosões, fogo, fumaça, morte de pessoas, terror. Não é ficção. São cenas reais de atentados terroristas. Vejo, ainda, a fuga de pessoas da cidade grande, milhares de pessoas fogem em todas as direções. Para onde as pessoas fogem? Fogem para as cidades do interior no afã de encontrar nelas a paz que a cidade grande não mais oferece. Acontece que a cidade do interior já tem desemprego, pobreza, mendicância, doenças, crimes, miséria. Mais ou menos os mesmos problemas da cidade grande. Surge a indecisão. Qual o rumo a tomar? As pessoas dirigem-se então ao governo com a esperança de que o governo resolva todos os problemas. Acontece que os governos tudo tentaram mas não conseguiram resolver todos os problemas. E agora, gente? Existe alguma forma de restabelecer a paz na Terra? Existe sim. Pode ser através do trabalho de cada um mesmo que cada um faça o seu trabalho convivendo com o perigo.
Fernando Leal Franco
OBS: O escrito acima foi feito em 11/09/2001, dia dos ataques terroristas aos Estados Unidos.
Opinião
A violência no mundo
Autor: Fernando Leal Franco |
A violência está crescendo no mundo. Parece
acumular-se em alguns pontos do Globo. Deveria ser possível eliminá-la
definitivamente e proporcionar a Humanidade um futuro feliz. A gente
tem o dever de envidar todos os esforços nesse sentido. |
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O
grande jantar
Autor: Fernando Leal Franco
Breno e Lino compraram um
Truck-trailer para transportar camarão. Eles pegavam o camarão nas áreas
produtoras e o vendiam nas grandes cidades.
Era um negócio que, se não dava para ganhar milhões, dava para ganhar o
suficiente para encarar a vida com otimismo.
Um dia, eles retornavam do interior em direção à cidade grande. O caminhão
estava cheio de caixas com Camarão e gelo e a viagem transcorria normalmente.
Subitamente, surgiu um carro em alta velocidade. Lino, o condutor do caminhão,
manobrou a direção, bruscamente, para não bater no carro mas, perdeu o controle
do caminhão que derrapou na curva, deu uma guinada para a esquerda e foi parar
cerca de 50 metros fora da estrada.
O acidente, embora não tenha sido grave, trouxe problemas para Breno e Lino: o
eixo de uma roda dianteira havia quebrado e o caminhão não mais podia seguir
viagem.
Breno e Lino precisavam agir rápido porque o gelo do camarão começava a derreter
e o camarão podia se estragar.
Eles conversaram naquele fim de mundo, sobre o que fazer. Então, decidiram dar
todo o camarão para um restaurante de um pequeno povoado próximo dali, com uma
condição: o restaurante deveria preparar um grande jantar para os moradores do
lugar.
O dono do restaurante aceitou a proposta de Breno e Lino, amistosamente. Em
seguida, providenciou transporte para trazer o camarão que estava no caminhão de
Breno e Lino para o restaurante. Logo, a notícia chegou ao conhecimento dos
moradores do povoado.
Naquela noite, muita gente veio ao restaurante para o grande jantar. Todo mundo
comeu camarão até se fartar e sem nada pagar. A comida era de graça.
Felizes por terem participado do jantar as pessoas agradeciam a Breno e Lino por
aquele momento. Lino disse que as pessoas deviam antes agradecer a Deus por ele
e seu amigo terem saído vivos do acidente com o caminhão. Aí, ergueu as mãos
para o céu estrelado e disse: “Obrigado Deus, por nossas vidas, por esta noite
feliz.”
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As aventuras de Hércules
Hércules foi, provavelmente, o único
sobrevivente do naufrágio do navio no qual viajava. Carregado pelo vento e pelo
mar foi parar numa ilha na qual viviam pequenas pessoas de apenas 15 centímetros
de altura.
De início, foi atacado com flechas do tamanho de uma agulha. Aos poucos
conseguiu mostrar que era amigo e, assim, conquistou a confiança daquelas
pequenas criaturas.
Quando aprendeu a se comunicar com aquele povo foi informado de que a população
daquela ilha estava em guerra com os habitantes de uma ilha vizinha. Tais
inimigos também tinham apenas 15 centímetros de altura.
O motivo da guerra era “um assunto muito solene”, segundo diziam seus
amiguinhos. Era sobre “o modo pelo qual um ovo devia ser aberto para ser
comido”. Os inimigos sustentavam a idéia de que o ovo devia ser cortado e seus
amiguinhos defendiam a opinião de que quem devia ser cortado não era o ovo, mas
o ódio dos seus inimigos.
Hércules decidiu ajudar seus amiguinhos. Foi a pé até a ilha vizinha, cujo mar
tinha menos de 2 metros de profundidade, e tomou 40 navios – miniaturas – dos
inimigos, trazendo-os puxados por uma corda.
Enfraquecidos com a perda dos seus navios, os inimigos decidiram fazer um acordo
de paz. Hércules pediu então ao rei vencedor da guerra para que ficasse apenas
com os navios e algumas coisas dos vencidos de modo que eles perdessem menos do
que deveriam perder para os vencedores.
Desta forma, foi celebrado o acordo de paz e Hércules conseguiu tornar-se amigo
dos dois países tendo o rei dos vencidos, um baixinho conhecido como Rei Anão,
convidado Hércules para visitar o seu país.
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A aluna
do mestre
Em uma boa anedota há duas possibilidades: ou ela é
verdadeira ou ela é bem inventada. Freqüentemente, isto não é distinguido e isto
também não é tão importante. A verdade, às vezes, é bonita e a fantasia, às
vezes, também é bonita.
Agora, se uma história não é inventada, mas verdadeira, então isso acrescenta
mais duas – ou três ou quatro – possibilidades.
Talvez, a história seja verdadeira mas o nome da pessoa narrada não. Há anedota
que conta algo de Mozart, uma outra de Beethoven, uma terceira de Verdi. E há
anedota que reconta algo de Frederico, O Grande, assim como de Churchill ou
Kennedy. Para este tipo de anedota, que sempre é recontada com novo nome,
conta-se a seguinte história. E se ela não é verdadeira, então ela é bem
inventada, claro.
Um pianista – digamos que era Arthur Rubinstein – veio a uma pequena cidade
americana. Na tarde do seu concerto ele foi passear. Aí, ele ouviu alguém tocar
Chopin. Ele foi em direção à casa de onde vinha a música e leu na porta um
letreiro:
Jane Smith
Ensino de piano
Aula 2 dólares
A professora de piano não tocava mal, mas também não tocava
bem. Rubinstein olhou para seu relógio. Ele ainda tinha tempo. Resoluto, ele
tocou a campainha e aguardou ali. Senhora Smith mostrou-se muito alegre com o
famoso visitante.
Rubinstein conversou com ela sobre música, particularmente, sobre Chopin. E já
sentou-se ao piano e mostrou como ela tinha tocado errado e como ela podia tocar
melhor.
Um ano depois Rubinstein voltou a mesma cidade. Na tarde do seu concerto ele foi
passear. Aí, ele ouviu alguém tocar Chopin. Não mal, mas também, não bem. E na
porta da casa permanecia:
Jane Smith
Aluna de
Arthur Rubinstein
Aula de piano
3 dólares
Bibliografia:
Wahre und erfundene Geschichten
Die Meisterschülerin
Wolfgang Halm
Max Hueber Verlag
1969 München
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BELÉM É UMA FESTA
Autor: Fernando Leal Franco

TRECHOS DO LIVRO
"Eu
observava o cenário do desfile das escolas de samba quando,
subitamente, os alto-falantes anunciaram o nome da escola que iria
desfilar a seguir: Escola de Samba Unidos do Pará. Assim que o nome
da escola foi anunciado, centenas de fogos de artifício subiram ao
céu e explodiram no ar. Viu-se um belo espetáculo: milhares de gotas
cintilantes caiam do céu. Parecia uma chuva de estrelas caindo em
Belém. Com os olhos deslumbrados a multidão ficou a contemplar
aquelas luzes por alguns instantes. Quando os fogos pararam de
espocar, a multidão explodiu em aplausos."
"A
porta-bandeira, com uma longa saia branca rendada que esbarrava
no chão, dançava em rodopios e, ao mesmo tempo, mostrava a bandeira
da escola para a multidão. O mestre-sala, vestido de branco e com
cartola, acompanhava-lhe os passos e, de vez em quando, saudava a
multidão com a cartola. A multidão explodia em aplausos."
Durante o
desfile, de repente, um jovem me pergunta:
"Tio, por que o público não pára de aplaudir ?"
Respondi:
"O público não pára de aplaudir porque este é um momento raro.
O Carnaval é a única festa que reúne todas as pessoas sem
preconceitos de origem, raça, cor, sexo ou condição social.
Observe a concórdia, a alegria descontraída e o senso de
autêntica fraternidade que envolve as pessoas. Esta é a beleza
mais significativa do Carnaval."
Comentário sobre o desfile da minha escola
"A minha
escola trouxe para a Avenida carros alegóricos interessantes. A
idéia de mostrar as potencialidades do Pará, através do Carnaval,
foi muito aplaudida pelo público. Penso que o Estado do Pará, com
seu grande potencial de riquezas, não deve temer o futuro deve sim
receber o futuro com alegria."
BELÉM É
UMA FESTA é um conto de Carnaval.
POESIAS E CANÇÕES
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APRESENTAÇÃO
As poesias e canções escritas neste
livro, giram em torno de boas idéias, de bons pensamentos e de bons exemplos,
além das boas coisas da vida, claro.
Ao todo, são doze composições, de
minha autoria, que fiz tendo como inspiração diferentes situações do nosso dia
a dia.
O formato reduzido deste volume, além de caber em qualquer bolso, proporciona
a você fácil leitura de cada assunto.
São idéias para você gostar de ler.
O autor
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ÍNDICE
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01
UM BRINDE A VOCÊ
02 SEMENTES
03 VEM
04 GOSTO DE VOCÊ
05 LAÇOS
06 MENSAGEM PARA ALGUÉM
07 PENSO EM TI
08 ENCONTRO
09 CAMINHOS
10 TUDO É POSSÍVEL
11 AMIGÃO
12 PARA QUEM VIVE SÓ |
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MENSAGEM
DE NATAL
Que Deus
ilumine todos os caminhos, renovando a esperança de um Ano
Novo
com muita prosperidade
FELIZ
2007 !
Deseja-lhe
O autor
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UM BRINDE A VOCÊ
Autor: Fernando Leal Franco
Dizem as pessoas que o
amor
tudo constrói. Isso é verdade.
Olhe em volta e veja o que nós
construímos.
Com você eu aprendi o quanto
o amor pode construir.
Sem você, com certeza, eu não
teria isso tudo.
Hoje, sou feliz por viver ao seu
lado.
Neste momento de alegria, vamos
brindar o amor que nos une.
Vamos erguer as taças com
champanhe e desejar, você para
mim e eu para você,
FELIZ NATAL |
SEMENTES
Autor: Fernando Leal Franco
Os frutos da nossa união
são como sementes de amor
brotam aqui neste lugar
e aonde você for.
Se estás perto de mim
beijo teus lábios com emoção
o beijo semeado em tua boca
gera frutos em nosso chão.
Se estás longe de mim
somos ligados por um laço
que se mantém em toda parte
na terra, no tempo e no espaço.
Os frutos da nossa união
são como sementes de paixão
germinam paz e amor
dentro do nosso coração. |
As composições deste livro fazem parte
da história de muitos e, certamente, irão tocar seu coração.
UMA MULHER CHAMA DR.WALKER
Autor: Fernando Leal Franco
Uma noite, pouco depois do
anoitecer, o Dr.Walker atendeu seu telefone. “Preciso falar com o
Dr.Walker”, disse a voz de uma mulher no telefone. “Aqui é o Dr.Walker
falando. Em que posso ajudá-la ?”, disse o doutor.
“Minha filha sente fortes dores na perna direita”, disse a mulher. “O que
aconteceu com a sua filha ?”, perguntou Dr.Walker. “Hoje, ao voltar para
casa, ela torceu o pé e agora não mais pode andar”, disse a mulher. “Qual
é o seu endereço ?”, perguntou Dr.Walker. “Rua do Foto, nº.12”, disse a
mulher. “Conheço a rua do Foto. Fica perto do meu consultório. Estarei aí
em cerca de quarenta minutos. Até logo!”, disse Dr.Walker.
Poucos minutos depois, Dr.Walker saía de casa em direção à casa da doente.
A rua onde Dr.Walker morava era calma. Era uma rua onde não passava ônibus
e, raramente, aparecia um carro. Em meio ao silêncio, havia namoros, havia
vozes, havia jovens na rua. A noite estava esplêndida. Temperatura
agradável proporcionada pelo frescor da noite, ar límpido e um
maravilhoso cenário prateado. Era uma clara e brilhante noite de lua
cheia. Dr.Walker caminhava com pressa.
Subitamente, Dr.Walker avistou um homem adiante, dormindo na calçada. O
homem vestia macacão de trabalhador. Dr.Walker aproximou-se do homem,
curvou-se sobre ele e com o braço estendido bateu no seu ombro direito.
“Eeei! Acorda! Você vai ficar doente dormindo aí no chão!”, disse bem alto
para que o homem ouvisse. O homem acordou e, meio sonolento, explicou que
vinha caminhando por aquela rua quando, de repente, sentiu uma fraqueza
nos joelhos e, ao mesmo tempo, uma necessidade enorme de se sentar. Então,
sentou ali para descansar e, sem perceber, caiu no sono. Em seguida, o
homem se levantou e disse que agora estava tudo bem com ele. “Então, boa
noite!”, disse Dr.Walker e foi andando rumo à casa da doente que o
esperava.
Dr.Walker caminhou mais alguns minutos e parou diante de uma casa
recentemente pintada de cinzento. O jardim estava bem cuidado e a porta
salmão cheirava a tinta. Dr.Walker tocou a campainha e aguardou ali.
“Pode entrar doutor”, disse uma mulher que abriu a porta para o Dr.Walker.
Ela era a mãe da doente. Seu nome era Francisca, mas
a chamavam de Xica. Talvez por ser uma mulher ativa. Dr.Walker se
apresentou e apertou-lhe a mão.
“Por favor, Dr.Walker, venha por aqui”, disse a mulher e foi conduzindo o
doutor para dentro enquanto lhe falava. Ela disse que a empregada da casa
adoecera, havia uma semana, e estava em tratamento médico na casa dos pais
dela. A mulher disse, ainda, que não mais tinha tempo para nada. A sua
filha adoecera também e agora ela tinha que se desdobrar para fazer as
tarefas da casa. “É uma circunstância adversa que vai passar, acredite. Se
Deus quiser, em breve, a sua vida vai voltar a ser como era antes”, disse
Dr.Walker.
“Que bom ouvir isso, doutor. É um prazer ouvir essas palavras amáveis”,
disse ela.
Dr.Walker e a mulher atravessaram a sala, depois um corredor e,
finalmente, entraram no quarto da doente.
A doente estava deitada na cama. Suas cobertas estavam puxadas até o
queixo. Ela tinha um olhar incomum. Os cabelos soltos espalhados sobre o
travesseiro, a boca expressiva e os olhos inteligentes revelavam uma
expressão fascinante do seu belo rosto. Era uma linda jovem de vinte anos.
Era filha única e vivia com o pai, a mãe e a empregada sendo que o pai
estava viajando.
“Boa noite, senhorita”, disse Dr.Walker. “Estou aqui para tratá-la”.
Apresentou-se e apertou-lhe suavemente a mão.
“Como vai, Dr.Walker? Meu nome é Lisa. Sinto uma dor persistente no pé
direito. Por favor, doutor, faça alguma coisa para que essa dor passe
logo”, disse a moça.
“Fique tranqüila. Tenho aqui uma pomada que a aliviará”, disse Dr.Walker.
Pouco depois, examinou-lhe o pé e após alguns minutos falou: “Não há
fratura. O pé está um pouco inchado mas isso é devido à torção. Trata-se
de uma torção corriqueira e sem nenhuma gravidade. Tome este comprimido
com água ou um pouco de líquido e procure dormir. Logo, você vai se sentir
melhor.”
A mãe, preocupada com a saúde da filha, serviu-lhe um copo d’água e lhe
pediu que cumprisse as recomendações do Dr.Walker. A moça tomou o remédio,
respirou com alívio e disse:” Fico satisfeita em saber que não há nada de
grave comigo. Só por isso, já me sinto bem. Agora, posso dormir tranqüila.
Agradeço-lhe muito, doutor, por ter vindo aqui.”
“Não há de quê me agradecer”, disse Dr.Walker. "É meu dever tratar você. E
é um prazer vê-la satisfeita. Quando você precisar de auxílio médico,
volte a ligar pra mim. Será sempre um prazer tratar você. Agora, tenho que ir.
Você precisa dormir. Com licença!”, disse enquanto apertava suavemente a
mão da moça.
Dr.Walker deixou o quarto e chamou a mãe para acompanhá-lo. A mulher
acompanhou o Dr.Walker a fim de lhe pagar os honorários. Depois, conduziu
o doutor até a porta da casa. Dr.Walker despediu-se dela e saiu.
Lá fora, bem acima de sua cabeça, a lua e as estrelas brilhavam no céu. A
noite continuava clara e brilhante. Dr.Walker tomou o rumo de casa
sentindo a magia daquela noite de luar.
MORAL
DA HISTÓRIA: A história do Dr.Walker
revela a sua missão
não deixar ninguém doente de cama
nem caído no chão.

Esteira
Eletrônica Dr.Walker

Foto do Autor no início dos Anos 80

Foto recente do autor na sua casa na
Ilha do Mosqueiro. Um brinde à paz. |
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