Adestramento
O adestrador profissional inicia as aulas com os cães a partir de 6 meses de idade (recomendável para cães de guarda ou porte grande). Você deve ter referências sobre o profissional que irá adestrar o seu cão. Há pessoas não qualificadas que ensinam os animais com métodos violentos, o que será desastroso para o caráter do cão. O adestrador deve ter noções básicas sobre o estudo do
comportamento dos cães. É importante que depois de algumas aulas, você comece a acompanhar o adestramento, ou seu cão apenas obedecerá o adestrador. Existem bons livros que ensinam você a educar o filhote, compreender a sua linguagem e até adestrá-lo.
Você deve começar a ensinar as regras da casa ao filhote logo no dia da sua chegada.
URINA E FEZES:
Xixi e cocô no lugar certo, não é difícil ensiná-lo. No começo deixe o filhote numa área restrita (uma lavanderia, por exemplo) toda forrada com jornal. O espaço não precisa ser muito grande e vai variar com o tamanho do filhote. Deixe o cãozinho a maior parte do tempo nessa área e tire-o somente para brincar. Obrigatoriamente, ele fará suas necessidades sobre o jornal e ficará condicionado.
Deixe-o por uma semana nesse espaço reservado e, aos poucos, vá aumentando a área e o acesso ao resto da casa, a medida em que você observa que ele procura o jornal para urinar e defecar. Caso seu cão não esteja entendendo bem o seu recado e insista no erro, reavalie seus métodos. Quando ele fizer no lugar errado, diga um "NÃO" bem firme. Comunique-se com palavras breves. Coloque-o sobre o jornal e diga "AQUI " com voz suave, e acaricie seu amigão. Desta forma ele perceberá a diferença entre o que é certo e o que é errado.
Quando ele começar a freqüentar as ruas, em pouco tempo se acostumará a fazer fora de casa. E você, como um cidadão consciente, levará um jornal ou saquinho plástico para recolher das ruas as fezes de seu cão, não é mesmo?
OBEDIÊNCIA:
Não permita que o cão rosne ou avance nas pessoas. Repreenda-o usando a palavra "NÃO" e segurando-o firmemente pela pele da parte de atrás do pescoço. Jamais demonstre medo ao animal. O cão deve compreender bem a hierarquia da casa, ou seja, saber quem é que manda e ser submisso aos donos, respeitando-os.
Existem veterinários e serviços especializados em comportamento animal. Caso seu cão não esteja correspondendo às suas expectativas quanto a obediência e comportamento, procure auxílio desses profissionais.
Alguns motivos para
passear com seu cão
Sheila Niski
Frequentemente ouvimos donos de cães duvidando e questionando a real necessidade dos passeios diários com os peludos. Não é raro a gente ouvir coisas como:
- Minha casa é grande, ele tem acesso a tudo.
- Tenho um quintal amplo, ele pode correr e brincar quanto quiser
- Ele nunca fica sozinho em casa, sempre tem gente prá ficar com ele.
- É claro que ele pode fazer xixi em casa, o jornalzinho está sempre pronto.
- A gente sai de carro e de vez em quando ele vem com a gente.
Bem, essas e outras frases fazem parte da rotina de muitos donos de cães. É claro que não fazem por mal, mas há muitos motivos importantes para levar seu peludo para passear. Com certeza ele terá uma melhor qualidade de vida em todos os aspectos.
Um cachorro que tem acesso à casa toda é muito bom, mas se o único mundo que ele conhece é sua casa, prepare-se para ter um vigia tempo integral. O grande problema desses cães é que o mundo ao redor torna-se ameaçador. O cachorro só conhece sua casa e as pessoas que moram com ele, ou seja, ele não vai ser sociável o suficiente para viver em sociedade. Cada vez que ele tiver que sair ( veterinários, viagens, etc ), vai ser um estorvo para os donos, pois a atenção terá que ser dobrada e os cuidados redobrados.
A socialização do cachorro é fundamental para qualquer situação. Muda desde a maneira dele se comportar na rua ou em lugares estranhos até a maneira como ele recebe visitas em casa. Quem já passou pela experiência de visitar amigos que tenham um cachorro que não foi devidamente socializado sabe o quão desagradável se torna essa situação. Então, donos que amam seus peludos, nada como passeios diários para torná-lo amado pelos seus amigos também.
Esse é apenas um dos vários motivos. Para quem pensa que tem um quintal grande e o peludo vai correr e brincar o dia todo, más notícias. O cachorro só corre e brinca pelo quintal quando estimulado, ou seja, quando alguém fica com ele jogando bolinha, fazendo companhia e correndo, ou simplesmente, em outras palavras, obriga-o de forma gostosa a fazer exercícios. Um outro cão pode ser também estimulante, mas nesse caso você deve ter vários outros cuidados.
A falta de caminhadas diárias pode tornar o cão hiperativo e destruidor. O cão tem uma energia quase inesgotável e, se ele não gastar pelo menos um pouco dessa energia nesse tipo de exercício, pode direcioná-la para outras atividades, na maioria das vezes politicamente incorretas como por exemplo destruir móveis, roer batentes, portas, mesas e cadeiras ou simplesmente correr alucinadamente pela casa correndo o risco de, além de derrubar tudo, se machucar.
Na verdade, existem inúmeras razões para tornar o passeio com o peludo parte da rotina diária de vocês, inclusive o vínculo que se fortalece quando o animal sabe que vai passear com você, que será uma atividade agradável entre ele e o dono, uma troca, um momento que eles dividem, além disso, ninguém pode negar que uma caminhada é extremamente saudável para os bípedes também.
Bem, todos os cães, independente de raça, precisam de uma dose diária de exercícios para manter a forma e a saúde. A quantidade desse exercício varia de acordo com raça, idade e tamanho.
Na verdade, conforme você for fazendo dos passeios uma rotina, você mesmo vai perceber as necessidades de vocês dois. Inclusive se você for sempre aos mesmos lugares, terá muitas trocas de experiência com outros donos que também frequentam esses mesmos lugares. Depois você vai perceber que o cachorro é um excelente relações públicas nos passeios, isso já deu até casamento...
Quando você adquire um cachorro, adquire junto uma lista de responsabilidades e uma nova rotina. Alimentação, carinho, cuidados, banhos, visitas ao veterinário, inclua nessa rotina seus passeios diários. O cachorro é resistente a variações climáticas, então nada de se acomodar porque tá muito frio ou ficar com preguiça porque tá muito calor. Com certeza seu peludo vai curtir e agradecer com muito carinho.
Bem, agora um assunto que gera muitas discussões, a coleira. Evite sair com seu cachorro solto. Eu sei que é realmente gostoso andar com o cão ao nosso lado sem guia, dá uma sensação de poder, amor incondicional, parceria e reciprocidade. Mas tenhamos sempre em mente que o cão, assim como todos os outros animais, é imprevisível. Qualquer coisa que chamar a atenção dele pode fazê-lo sair em disparada, principalmente se a "coisa" em questão for uma sedutora cadelinha no cio e seu animal for um conquistador. Pode aparecer um pequeno animal que lhe chame a atenção e, nessa hora, o instinto de caça fica mais aguçado. Pode um cachorro bravo estar passeando na guia e o seu vai dar um "oi, amigo" e sair machucado. Tudo isso sem contar a quantidade de cachorros atropelados que vemos por aí.
Bem, se você se animou e resolveu virar um atleta junto com seu cão, leve-o ao veterinário e certifique-se que ele não tenha nenhum problema cardiológico ou respiratório, assim como nas juntas ou ossos. De preferência avise que você vai começar com essa atividade e peça um check-up do seu companheiro.
Agora é só juntar os acessórios, colocar seu tênis mais confortável e começar e se divertir. BOM PASSEIO !!!!!!!
PS: Não se esqueça do saquinho para catar os "presentes" que nosso amigo deixa pelo caminho.
Sheila Niski
Tel: (11) 5096-1056 / 3082-4572 / 9195-0766
niski@terra.com.br
Como dar remédios ao seu cão
Silvia C. Parisi
Dar comprimidos, drágeas ou pílulas, assim como medicamentos líquidos, nem sempre é uma tarefa fácil para alguns proprietários. A seguir, algumas dicas importantes de como medicar seu amigão, sem que ele ou você fiquem traumatizados com a experiência.
Tipo de medicação :
A diferença entre comprimidos, drágeas e cápsulas não é apenas o aspecto ou formato. Os comprimidos podem ser repartidos, mas as drágeas e cápsulas, nem sempre podem ser divididas ou trituradas, pois algumas perdem o efeito terapêutico. Você deve perguntar antes ao veterinário se é possível partir ou triturar o medicamento que vai administrar ao seu animal. Remédios na forma de xaropes ou soluções também são usados em animais.
Como dar comprimidos:
Misturar aos alimentos : nem sempre o cachorro e, principalmente, o gato caem no truque de disfarçar o remédio na comida. Não é um bom método pois, se o animal não ingerir todo o alimento, receberá uma subdosagem do medicamento. A melhor maneira de tentar dar o comprimido é colocá-lo inteiro ou em partes, dentro de um pedaço de carne ou salsicha. Dê o primeiro pedaço sem o remédio. Seu animal ficará interessadíssimo no petisco. Já no próximo pedaço, coloque o remédio dentro através de um pequeno orifício. Os cães certamente engolirão rapidamente a carne e o remédio. Se a tentativa der bons resultados, ofereça um terceiro pedaço sem remédio, como recompensa.
Diretamente na boca : sem dúvida é o melhor método, pois você terá a certeza que o animal tomou a dose certa. Coloque o cão entre as suas pernas, eleve o focinho, abra a boca dele e coloque o comprimido bem no fundo da língua. Se você não colocar o comprimido profundamente, é quase certo que ele vá cuspir depois. Feche a boca do animal e massageie levemente a região do pescoço (garganta)..
Dica: após medicar seu animal, dê uma recompensa ou algo que ele goste muito para que ele associe o remédio com um momento de prazer
Como dar líquidos:
Misturar aos alimentos : se o líquido for adocicado, alguns cães aceitarão facilmente, sem qualquer mistura. O método de acrescentar remédios à agua ou alimentos, como foi explicado, não é a melhor opção. Normalmente os medicamentos líquidos alteram o sabor da comida e da água, bem mais que os comprimidos. O animal comerá ou beberá parcialmente.
Diretamente na boca : utilize uma seringa sem agulha que comporte toda a dose a ser administrada. Coloque o animal entre as suas pernas, abra a boca dele e vá despejando o líquido, aos poucos, no fundo da língua, sempre mantendo a cabeça dele elevada. Cuspir líquidos é bem mais difícil para o animal do que comprimidos. Se for difícil abrir a boca do seu amigão, posicione a seringa na parte interna da bochecha dele e vá despejando o líquido. Lembre-se de que o focinho deve estar elevado ou o líquido escorrerá para fora da boca. Remédios muito amargos podem ser misturados, excepcionalmente, a líquidos bem adocicados, se o seu animal não tiver diabetes.
Teoricamente a coisa parece simples, mas há animais bastante indolentes. Claro que você não deve se arriscar a perder os dedos, se o cão for bravo. Misture o remédio na comida, nesse caso.
Quando for dar remédio ao seu animal, tente agir normalmente. Os animais são muito perceptivos e se você não for sutil, ele logo desconfiará de suas reais intenções.
As descrições acima podem ajudá-lo, mas é conveniente que você peça para o veterinário uma demonstração de como medicar seu amigão. E lembre-se, as doses e medicamentos usados em cães e gatos são diferentes das usadas em pessoas. JAMAIS medique seu animal por conta própria ou a conselho de "entendidos".
Silvia C. Parisi
médica veterinária - (CRMV SP 5532)
http://www.vidadecao.com.br/asp/contato_silvia.asp

Dicas 1|
2 | 3
| 4