REPRODUÇÃO
Antes de pensar em acasalar seu animal, você deve analisar bem fatores como: tempo disponível para cuidar da ninhada, custos com assistência veterinária e exames, e o destino dos filhotes. Para o acasalamento, siga os seguintes passos:
1-leve a fêmea para uma avaliação
veterinária antes do acasalamento;
2-coloque em dia as vacinas e faça um exame de fezes
um mês antes do cio;
3-não acasale fêmeas muito jovens, o ideal
é a partir do 3o. cio;
4-fêmeas obesas não devem acasalar, aguarde
o próximo cio quando o animal deve estar num peso compatível
com sua raça e tamanho.
As fêmeas entram no cio em torno de 6 a 10 meses de idade. Algumas
apenas com 1 ano. O cio da fêmea tem duração de 15 dias,
aproximadamente. Ela aceitará o macho a partir do 7o. ou 8o. dia
do cio. O ideal é a fertilização no 11o. dia (momento
em que 50% dos óvulos são liberados pelos ovários).
O acasalamento pode ser repetido no dia seguinte.
Algumas fêmeas são arredias e não aceitam certos machos;
outras, não aceitam nenhum macho. O ideal é fazer um contato
entre os cães antes do início do cio, para observar se há
rejeição entre as duas partes. Cães criados fora do
convívio com animais da mesma espécie podem ficar assustados
e rejeitar o parceiro. Da mesma forma, cães muito mimados normalmente
não aceitam acasalar e não têm interesse pela fêmea,
mesmo ela estando no cio. Há fêmeas que escolhem um determinado
macho e se recusam a acasalar com outros. Nestes casos, pode-se recorrer
à inseminação artificial.
Atenção: uma cadela que acasalar com dois machos no mesmo
cio terá filhotes dos dois cães. Por isso, em uma ninhada
podem nascer cãezinhos puros e mestiços.
Num acasalamento normal, o momento da ejaculação se dá
quando macho e fêmea ficam "de traseiro" um para o outro.
Assim irão permanecer por alguns minutos (o tempo é muito
variável). O cão possui um osso peniano e a tentativa de separar
os cães à força nesse momento pode causar uma fratura
no osso do pênis. Por isso, não importa o tempo que demore,
deixe que os cães se afastem naturalmente.
Existem casos de dificuldades no acasalamento, assim como infertilidade
nas cadelas ou nos machos. São motivos de insucesso na reprodução
do animal, o que causa grande frustação para o dono. É
preciso analisar e descobrir a causa com a ajuda do veterinário.
Quem não deve acasalar: animais portadores de enfermidades transmissíveis
geneticamente como: displasia coxofemoral, ausência de um testículo
(criptorquidismo), alergias graves, catarata precoce e epilepsia; animais
com problemas cardíacos graves; fêmeas com excesso de peso;
cães com doenças sexualmente transmissíveis como Tumor
de Sticker e Brucelose.
A gestação deve ter acompanhamento veterinário e tem
uma duração de 60 dias (58 a 62 dias), em média. O
diagnóstico da prenhez pode ser feito por palpação
(a partir de 30 dias de gestação) ou por ultra-sonografia
(a partir de 20 dias em raças grandes). Se após o acasalamento
a gestação não acontecer, é preciso investigar
as prováveis causas de infertilidade na fêmea ou no macho.
A cadela prenhe apresenta mudanças de comportamento mas, externamente,
a gestação só será notada nos últimos
20 ou 30 dias. Como nos humanos, os fetos se formam completamente (cabeça,
tronco, membros e órgãos internos) primeiro e só depois
começam a crescer. Nenhum medicamento deve ser administrado sem a
orientação veterinária, sob o risco de mal formação
dos filhotes.
E conveniente dar cálcio para a cadela gestante, sob orientação
do veterinário, a partir de 15 dias antes do parto previsto até
a época do desmame (filhotes com 25 a 30 dias). Esse é um
cuidado importante para que a fêmea tenha uma reserva de cálcio
armazenada para o momento do parto e amamentação, épocas
em que a quantidade desse mineral é muito requerida. Na falta dele,
a cadela poderá apresentar um quadro de eclâmpsia que se caracteriza
por tremores e incoordenação. Se isso acontecer, a cadela
deve ser levada imediatamente à clínica veterinária
para receber cálcio.
A quantidade de alimento oferecido deverá aumentar e, principalmente
nessa época, o animal deve consumir uma ração de boa
qualidade. O veterinário deve ser consultado para orientar os proprietários
sobre a alimentação da cadela gestante. Alguns recomendam
a mudança para uma ração de filhotes, mais rica em
cálcio.
Os banhos podem ser dados normalmente até 1 semana antes do parto.
Mas se a cadela costuma se agitar muito e se estressar durante os banhos,
diminua a frequência deles durante a fase de gestação.
Evite viagens, pois fatores estressantes podem desencadear o parto precocemente.
Uma semana antes do parto, definir o local onde a fêmea dará
a cria. Colocar uma caixa de papelão ou madeira ("caixa de parição")
de tamanho suficiente para acomodar a fêmea e a ninhada, confortavelmente.
As laterais da caixa devem ter altura que permita a entrada e saída
da fêmea com facilidade, mas que impeça que os filhotes saiam.
Colocar panos ou cobertores na caixa para que a fêmea vá se
acostumando com o local.
SINAIS: 24hs antes do parto, a fêmea pára de comer e se aninha
na caixa de parição. A temperatura corpórea começará
a baixar. Quanto mais próximo do momento do nascimento, mais agitada
e inquieta a fêmea ficará. Ela irá cavar a caixa, tentará
juntar os panos, estará preparando o ninho.
Impeça que ela vá parir em locais de difícil acesso
(em baixo de camas ou móveis). Após o nascimento do primeiro
filhote, a fêmea irá cortar o cordão umbilical, lamberá
o filhote para o estimular e secar, e irá comer a placenta. Cada
filhote será acompanhado de uma placenta. Deixe que ela coma, pois
a placenta fornecerá nutrientes para a cadela.
É importante que se peça orientação ao veterinário
sobre os sinais normais e anormais de um parto. Uma ninhada pode ser perdida
por falta de experiência da cadela ou demora na saída do primeiro
filhote. O veterinário irá orientar como proceder e quando
será necessário contactá-lo em caso de anormalidades
durante o parto.
Assim que nascem, os filhotes já são capazes de encontrar
as tetas da mãe e iniciam a amamentação. Nas primeiras
horas de vida, o filhote ingere e é capaz de absorver o colostro,
um leite rico em anticorpos que são transferidos da mãe para
a cria. É importante que os filhotes sejam amamentados pela mãe
nas primeiras horas de vida.
Nos próximos 25 a 30 dias, o filhotinho se alimentará exclusivamente
do leite materno, salvo nos casos em que a mãe não tenha leite
suficiente para a ninhada. Podemos desconfiar de fata de leite materno quando
os filhotes choram com frequência. Nesse caso, a amamentação
com leite substituto é indicada. Existem leites substitutos industrializados
para cães e gatos. Na falta dele, o veterinário poderá
indicar uma receita caseira que será dada a cada três horas
com mamadeira.
A partir de 30 dias, devemos começar o desmame, ou seja, introduzir
algum tipo de aliementação para que o filhote deixe de mamar
na mãe. Nessa idade, os filhotes já estão andando e
os dentinhos já estão começando a nascer. A mãe
sente desconforto ao amamentar os filhotes e, naturalmente, passa a ficar
mais distante deles.
O desmame pode ser feito introduzindo-se uma papinha de desmame industrializada
ou mesmo uma ração para filhotes amolecida com leite morno,
1 vez ao dia. No início, os filhotes entrarão no prato de
comida e farão uma bagunça. Para ajudá-los a compreender
que "aquilo" não é para se lambuzar e sim para comer,
molhe o dedo na papa e deixe que o filhote cheire e lamba. Inicialmente
ele pode rejeitar completamente, mas aos poucos irá se acostumar
com o novo sabor. Aumente a frequência da papinha para duas, três
e depois 4 vezes ao dia, até que a ninhada complete 45 dias de vida.
Nos intervalos entre as papinhas, os filhotes deverão mamar na mãe,
com uma frequência cada vez menor.
Quando a cadela ou gata estiverem amamentando e na fase de desmame, JAMAIS
retire todos os filhotes de uma vez. Não tendo a cria para mamar,
o leite acumulado "empedrará" causando inflamação,
febre, perda de apetite e muita dor (mastite ou mamite).
Na fase de desmame, quando os filhotes já estiverem com 40 dias,
e se alimentando com a papinha, podemos ajudar a secar o leite da fêmea
diminuindo a comida e a água por 3 a 4 dias. Isso só deve
ser feito sob a supervisão de um veterinário. Da mesma forma,
medicamentos para secar o leite só devem ser administrados se o veterinário
achar necessário.
Aos 45 dias de idade, nunca antes dos 40 dias, os filhotes podem ser afastados
da mãe. Mas lembre-se, nunca retire todos os filhotes de uma vez.
Faça-o ao longo de 3 ou 4 dias para que a fêmea não
fique desesperada procurando a cria ou corra o risco de desenvolver uma
mastite.
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