TIPOS DE PRETO
Uma regra simples para não gerar cores fora das
tradicionais, é não misturar Dogues de "variedades"
diferentes. Elas são três, para efeito de acasalamentos, de
acordo com o tipo de carga genética que carregam: Dourados e tigrados;
Azuis e pretos descendentes de azuis; e Arlequins e pretos, descendentes
de arlequins.
Os pretos estão em duas variedades diferentes. Isso porque os que
descendem de arlequins são geneticamente diferentes dos que descendem
de azuis. Logo, não devem ser misturados. Não mesclar arlequins
com azuis e dourados até que é fácil. Mas como saber
a qual variedade pertence um Dogue preto?
Para facilitar essa tarefa, os clubes da raça existentes no Brasil
(em São Paulo, Rio de Janeiro e Pará), num trabalho conjunto
com a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), passaram
a identificar com um nome diferenciado no pedigree os diferentes tipos de
preto, nos Dogues nascidos depois de abril de 1994. Se forem descendentes
de arlequins, são chamados de "preto"; nesse caso, somente
deverão ser acasalados com arlequins. Se forem descendentes de azuis,
estará escrito "preto de azul" ou "negro" (mais
usado no Rio de Janeiro), e só deverão acasalar dentro da
variedade azul. Mas atenção: a nomenclatura só foi
adotado nos pedigrees da CBKC, que registra cerca de 80% dos Dogues no Brasil.
Os registrados na Associação Cinológica do Brasil (ACB)
não têm essa identificação. Antes da mudança,
a cor do cão e dos seus pais já aparecia no pedigree. Se ele
era preto e tinha pais (ou pelo menos um deles) azuis, a conclusão
era lógica; o mesmo acontecia com pretos descendentes de arlequim.
Mas se ambos os pais eram pretos, ficava impossível descobrir unicamente
pela análise do pedigree se o cão pertencia à variedade
arlequim ou azul.
O mais recente esforço vem do principal clube da
raça no mundo, o alemão Deutsch Doggen Club (DDC), autor do
padrão do Dogue Alemão adotado internacionalmente pela Federação
Cinológica Internacional (FCI). A entidade passou a orientar de forma
oficial, desde o início do ano passado, a não cruzar arlequins
entre si. Seu presidente, Winfried Nouc, explicou a Cães & Cia
que esse tipo de cruzamento gera alguns exemplares com cores indesejáveis,
como totalmente brancos ou manchados de cinza. Pior é que os descendentes
podem nascer cegos e surdos. Embora nem todos os filhotes sejam prejudicados,
é bastante prudente seguir a nova orientação alemã,
para evitar o nascimento de cães com problemas. A recomendação
formal ainda não foi adotada por outros importantes clubes da raça
no mundo, como o The Great Dane Club, da Inglaterra, e o Great Dane Club
of America, dos Estados Unidos, nem tampouco pelos clubes brasileiros especializados.
Sabe-se que o aparecimento desses problemas é causado por um gene
carregado por todos os arlequins, conhecido como "merle". Quando
um exemplar tem dois genes merle dominantes, está sujeito a algumas
possíveis conseqüências: as marcações pretas
diluem e se tornam cinzas (às vezes tanto que ficam imperceptíveis
sobre o fundo branco), eventuais olhos claros e, principalmente nos de pelagem
mais clara, podem ocorrer casos de surdez e, com menor freqüência,
de cegueira. Quando o cão tem um gene merle recessivo e um dominante,
ou então apenas dois merles recessivos, não costuma apresentar
nenhum desses males. O DDC estuda a relação entre cegueira
e surdez em cem Dogues de cor arlequim, em conjunto com a Universidade de
Giessen, na Alemanha. O clube também pesquisa as possíveis
ligações entre a cor e outras doenças.
Os riscos do acasalamento entre dois arlequins já eram conhecidos
pelos criadores mais experientes. "Já deixei de cruzar arlequins
há muito tempo por conta própria pois verifiquei que apareciam
filhotes brancos em maior quantidade e não é o que se deseja",
revela Eliete da Costa Ara, do Canil Top Dog, em São Paulo. É
interessante observar que existem três tipos de arlequins: o tradicional,
que tem um fundo branco com manchas pretas; o Montado ou Boston, que tem
uma grande área preta e "luvas", colar e focinho brancos;
e o Plaqueado, que tem fundo branco e apenas duas ou três grandes
manchas pretas, sendo a sua cabeça com eles mesmos. igual à
do Boston. Só os arlequins tradicionais e os Plaqueados não
podem ser cruzados entre si.
Escove semanalmente com escova de cerdas pequenas próprias
para pelagem curtas, o que favorece a circulação do sangue
e a retirada de pelos mortos. Se a pelagem estiver opaca pode ser oriundo
da deficiêcia alimentar ou a presença de vermes. Um Dogue Alemão
sadio não apresenta quedas de pelagem com freqüência.
Se isto estiver ocorrendo, deve ser devido a micoses ou dermatite que possui
origens variadas: umidade, fungos, sarnas, queimaduras, alergias a produtos,
ou mesmo a alimentos. Somente o veterinário é capaz de fornecer
a identificação precisa da causa e administrar o tratamento
adequado. A pelagem do Dogue Alemão quando em bom estado funciona
como barômetro da saúde do cão.![]()
Após completar o ciclo de vacinação
e quando sua imunidade aa doenças estiver plenamente desenvolvida,
ou seja, a partir dos 04 a 06 meses de vida, o Dogue Alemão pode
tomar banho a cada duas semanas.
Os banhos devem coincidir com a limpeza completa do canil. Utilize sabonetes
ou xampus que contenham inseticidas suaves apenas para controles dos parasitas.
Evite que a espuma entre em contato com a boca e os olhos, para não
provocar irritações. Esfregue o cão com escova de cerdas
arredondadas, que auxiliam a retirada de pelos mortos.
Use água morna e prefira os dias de sol para que o cão seque
naturalmente. Se o tempo não ajudar, seque o pêlo com auxílio
de uma toalha ou de um secador de cabelo, para evitar que o animal se resfrie.
Pouco antes do banho, coloque chumaços de algodão nos ouvidos
para impedir a entrada de água, e após aproveite para limpar
os ouvidos do cão com produtos de evaporação rápida,
como álcool ou éter, ou ainda produtos específicos
existentes em lojas especializadas. Caso observe acúmulo de cera
escura não tente retirá-la. Isto indica a presença
de parasitas agentes da sarna otodécica e requer um tratamento prescrito
pelo veterinário.
Os dentes do Dogue Alemão mantém-se naturalmente limpos, se
ele estiver alimentando-se de ração seca e roendo ossos largos
(fêmur, rótula). Com o tempo pode haver acúmulo de alimentos
e caso o proprietário não consiga realizar a limpeza é
recomendável que procure um veterinário para realizá-la.
Para manter a assepsia dos órgãos genitais, tanto do macho
quanto da fêmea, bem como da região anal, apenas a lavagem
durante o banho é suficiente. Se notar a presença de pus na
região ano-genital, leve o animal ao veterinário, pois isto
é infecção por estafilococo


