NUTRIÇÃO:

TIPOS DE RAÇÃO

No Brasil, hoje, temos diversos tipos de ração com qualidades diferentes. Para facilitar o entendimento, vamos classificá-las em três grupos.
Rações Populares - São os produtos mais baratos que existem no comércio. Normalmente formuladas com subprodutos de milho, soja, farelo de algodão, etc. Tais ingredientes, na ração de uma vaca ou de um cavalo seriam de excelente digestão, mas, voltando àquela historinha, nosso amigo é um carnívoro, e precisa de proteína de origem animal, pronta a ser assimilada pelo seu organismo
OBS.: Os vegetarianos de quatro patas têm a capacidade de transformar proteínas e carboidratos de baixa qualidade em "produtos mais nobres". Os cães e gatos precisam dos produtos nobres já prontos.

Rações "Standard" - São produtos de empresas de renome, que, na maioria das vezes, buscam através da mídia uma fatia maior do mercado consumidor. Por serem produtos de empresas maiores, têm um compromisso maior com a qualidade, e são formuladas com ingredientes qualitativamente melhores que as rações populares, ou seja, não são "tão subprodutos" assim. Contêm farinha de carne e ossos, glúten de milho, gordura animal, etc. Porém ainda não são "ideais" a nível de digestibilidade, mas são melhores que os "subprodutos". Quanto ao custo, estão numa faixa intermediária de preço.

Rações Premium e Super Premium - São produtos de primeira qualidade em nutrição canina, por isso mais caros. Têm sua formulação baseada em carne de frango, ovelha, peru... Porém, realmente carne, ou resíduos de abatedouro, como digestas de frango, por exemplo (o que é diferente dos "subprodutos").
Tais ingredientes, de origem animal, têm maior digestibilidade, ou seja, o trato digestivo canino tem menos "trabalho" para metabolizá-los. Esta é outra característica das rações premium: como a digestibilidade é maior, o consumo diário de ração é menor (o que ameniza o preço da ração). Promovem ainda uma vida mais saudável, e reduzem o volume das fezes do animal.
As Rações super premium são assim classificadas a partir de um certo percentual de digestibilidade, o que pode variar de acordo com os interesses dos fabricantes, pois não há um "padrão" neste sentido.
Como consumidor, para saber se a ração é de alta digestibilidade, ou não, basta analisar na embalagem os ingredientes que compõem a ração. As fontes proteicas devem ser de origem animal (carne de frango, carne de peru, digestas de frango, carne de ovelha, ovos, etc.). E as fontes de gordura também, ou pelo menos óleos vegetais nobres como, por exemplo, óleo de linhaça. Fontes proteicas vegetais como soja, glúten, etc. não têm alta digestibilidade. É bom desconfiar de produtos que têm em sua relação de componentes coisas como "carne de aves" (urubú também é ave / e de que parte da ave estão falando? Pena e bico são proteína pura e de baixíssima digestibilidade).
O que pode aumentar a digestibilidade da ração é a presença de fibras de moderada fermentação (p.ex. polpa de beterraba branca), que aumenta a eficiência absortiva dos enterócitos. Outro ingrediente que melhora a digestibilidade são os F.O.S. (fruto oligo sacarídeos), que alimentam a microbiota intestinal, ou seja, beneficia o crescimento de "boas bactérias" no intestino, o que leva a uma melhor fermentação do bolo alimentar.
Resumindo, quando compramos uma ração para o amigo peludo, devemos estar atentos aos níveis de garantia (percentuais de proteína, gordura, etc.) e a qualidade dos ingredientes. Por exemplo, uma ração para cachorro deve ter, no mínimo, 18% de proteína. O que é relativo, porque carne é fonte de proteína, e pena da galinha também. Carne é bem mais digerível que pena. Outro detalhe é o equilíbrio entre percentuais de proteína e gordura. Não é eficiente uma ração com 30% de proteína e 8% de gordura, nem outra com 18% de proteína e 20% de gordura.
Um quarto grupo de rações pode ser citado, as rações terapêuticas. Têm indicação clínica, sendo auxiliares no tratamento de diversas enfermidades. Seu uso deve obedecer aos critérios do Médico Veterinário responsável pelo cão.


SUPLEMENTO ALIMENTAR.

Adicionar ou não cálcio à alimentação, eis outra questão que tira o sono de proprietários de Dogues. As opiniões divergem um pouco, mas de modo geral não se aconselha ninguém a dar cálcio sem um cuidadoso acompanhamento veterinário. "Está mais do que provado que o cálcio só deve ser prescrito por um veterinário, em casos esporádicos", assegura Freda Lewis, secretária do clube inglês. Para confirmar essa informação e acabar com as dúvidas, Cães & Cia recorreu ao veterinário norte-americano Lemmart Krook, um dos maiores especialistas em distúrbios nutricionais, e professor da Universidade de Cornell, em Nova York - escola de Medicina Veterinária das mais conceituadas no mundo. Krook realizou um estudo há vinte anos sobre a relação entre o cálcio e o crescimento do Dogue Alemão, e continua acompanhando a evolução das rações e dos cães. Para ele, desde que o cão seja saudável e alimentado com um boa ração não há mesmo necessidade de cálcio adicional.
"Posso garantir que as boas rações respeitam a proporção ideal entre cálcio e fósforo (1,2 partes para 1,0), que é fundamental para a boa absorção desse nutriente pelo organismo do cão", afirma. Ele aconselha que os proprietários verifiquem essa informação no rótulo das embalagens. "Além de respeitar a proporção correta, cada quilo de ração deve ter entre 6 e 10 gramas de cálcio", completa. Ele adverte, ainda, para o risco de exagerar a dose. "Quando a quantidade de cálcio no corpo é muito grande, o organismo acaba bloqueando a absorção e eliminando todo o cálcio ingerido", revela. Depoimentos de criadores, confirmam a afirmação. "Já fiz experiências particulares com meus cães e concluí que suplementar uma boa ração com cálcio prejudica a absorção desse nutriente, provocando problemas ósseos", avisa Lello. "Quando uma linhagem é boa, o cão terá naturalmente uma boa estrutura", diz Eliete. Lello concorda: para ele, a suplementação de cálcio não é importante para determinar o crescimento nem o tamanho final do cachorro.
Mas nem só de cálcio vive o Dogue Alemão. Veterinários muito acostumados com a raça, ouvidos por Cães & Cia, apontam alguns problemas mais comuns e dão dicas de como evitá-los. Acompanhe:

Torção gástrica - É um dos males que podem afligir o Dogue. Caracteriza-se pela rotação do estômago sobre o seu eixo quando há um grande aumento do seu volume. O cão fica ofegante, com muitos gases, estufa rapidamente e pode morrer em poucas horas.
A saída é fracionar preventivamente a alimentação oferecendo pequenas refeições ao longo do dia, e impedindo que beba água em seguida. Quando o problema acontece, o socorro deve ser imediato, pois apenas uma cirurgia de emergência pode salvar o cão.

Megaesôfago - É provocado pelos movimentos lentos demais que empurram a comida do esôfago para o estômago. Os alimentos se acumulam no esôfago e provocam a dilatação do órgão. Possivelmente, é de origem hereditária. O cão regurgita com freqüência, apresenta nítido desconforto após as refeições, perde peso e está sempre com fome , podendo até morrer por inanição e pneumonia. O alimento expelido geralmente não está digerido e é recoberto por muco. Em filhotes até cinco meses, a indicação é servir pequenas porções de comida várias vezes ao dia e colocar o prato em lugares altos para que o alimento "desça" para o estômago com a ajuda da ação da gravidade. Com o tempo, os músculos do esôfago se fortalecem e o cão pode sobreviver. As chances de cura para os adultos são mais remotas. É importante não acasalar cães que apresentem o problema.

Higromas - O peso excessivo de um Dogue pode fazer com que apareçam bolsas flácidas e inflamação nas articulações do cotovelo, principalmente se o cão se deita sobre superfícies muito duras, que atritam os ossos. Para evitar a ocorrência, impeça-o de engordar e faça a cama com uma estrutura metálica elevada 15 centímetros do chão. A parte onde o cão dorme deve ter apenas uma lona esticada (bem amarrada à estrutura), sem nada por baixo para não machucá-lo. O veterinário pode indicar um antiinflamatório e retirar o líquido da região inflamada com uma microcirurgia simples, quando necessário.

Calos - Bastante comuns entre os exemplares da raça, os calos são uma proteção das articulações ao atrito, provocado principalmente pelos pisos de cimento. Ocorrem devido ao grande peso dos Dogues - portanto, obesidade pode agravar o problema. Evite deixar o cão dormir em camas duras. Se a calosidade inflamar, é preciso recorrer à medicação. Pode ser curada passando antiinflamatório.

Osteodistrofia hipertrófica - As causas não estão totalmente esclarecidas, mas o mal tem uma relação com o excesso de cálcio e aparece principalmente em exemplares em fase de crescimento. O cão perde o apetite, tem febre alta, inchaço nas articulações e dificuldade de locomoção a ponto de ficar muito tempo sentado e deitado e chega a gritar de dor. A prevenção se faz oferecendo apenas ração de boa qualidade. Para curar usam-se antiinflamatórios e correção da alimentação.

Dermatite - O tipo mais registrado no Dogue é a seborréia. Trata-se de uma descamação da pele, que pode estar muito oleosa ou muito ressecada. Em casos mais graves, pode causar falhas na pelagem. Para resolver o problema, o veterinário pode indicar mudança de alimentação e o uso de xampus específicos. Medicamentos à base de cortisona podem ser receitados.
Problemas cardíacos também podem ocorrer, segundo o presidente do DDC, Winfried Nouc. Há relatos de displasia coxo-femural (encaixe errado do fêmur na bacia, causando dores e dificuldade de movimentação), porém com pequena freqüência.
Outro ponto que deve ser observado pelos proprietários para evitar doenças é exercitar o Dogue adequadamente.

Apesar do tamanho, ele não é dos mais ativos. Se não tiver áreas grandes para se exercitar por conta própria, precisa de caminhadas diárias de, no mínimo, meia hora. A vida muito sedentária é causa importante de obesidade e de problemas no coração. Banhos podem ser quinzenais. As escovações, quanto mais freqüentes, deixam o pêlo mais bonito e brilhante e tiram a sujeira superficial, nos intervalos entre os banhos. Mesmo tendo pêlo bastante curto, o Dogue adora ser massageado. Os ouvidos devem ser limpos com chumaços de algodão.


ALIMENTAÇÃO NATURAL (BARF)

A qualidade da alimentação é diretamente relacionada com qualidade de vida e de saúde. Comida é o combustível das nossas vidas e sem ele vida não existiria. E como todos nós sabemos, precisamos comer uma grande variedade de alimentos puros e frescos para mantermos numa saúde ótima. O mesmo se aplica a nossos queridos bichos de estimação.
Cada espécie animal possui necessidades nutricionais particulares. Se todas as espécies animais fossem programadas para comer as mesmas coisas, já estaríamos há muito tempo sem comida !!! O sistema digestivo do cão se desenvolveu ao longo de 120 milhões de anos para digerir certos alimentos específicos à sua espécie animal e não outros. É por isso que seu carnívoro domesticado ou onívoro com tendências carnívoras, precisa de alimentos específicos para sua espécie se quiser que ele esteja em um perfeito estado de saúde.
Partindo destas premissas é que foi desenvolvido o conceito da Alimentação Natural - uma dieta que a evolução formulou para nossos cães.

A Dieta - A nutrição dos nossos bichos de estimação é um assunto bastante discutido e as opiniões são pessoais e muito fortes. Não existe “UM” método certo. Para ter sucesso, uma dieta deve deixar tanto o dono como o animal felizes....
Não vamos aqui discutir se um cão pode ser mantido em boa saúde com refeições preparadas em casa porque o cão existe como nosso companheiro há mais de 14,000 anos e as rações comercias há mais o menos 60 anos, e o simples fato de que os cães continuam existindo ao nosso lado prova que as pessoas conseguiam preparar a alimentação de seus animais e mantê-los em saúde.
Na realidade, preparar refeições seu cãozinho é muito mais simples do que muita gente imagina. mas requer que mudemos nossa forma de pensar. Precisamos reprogramar nosso cérebro e assim parar de pensar em porcentagens.
As pessoas que alimentam seus animais com sacos e latas de ração se acostumaram em alimentá-los porcentagens. Os animais selvagens não comem assim – nem aqueles em zoológicos – nós não comemos assim nem os nossos filhos. Você não vai num restaurante e pede ao garçom: “22% de proteínas, 10% de gordura, 25% de fibra e 40% de umidade” !!! E na hora da refeição, não PENSAMOS: “Eu preciso comer exatamente 3 taças de purê, 3 colheres de sopa de molho, meia taça de legumes e 150 gramas de carne”. As dietas recomendadas são sempre baseadas em GRUPOS ALIMENTARES e EQUILÍBRIO. É evidente que as proporções gerais de alimentos são importantes, mas não devem ser seguidas como torturas.
O Modelo de Caça e Presa
A forma mais fácil e simples em balancear as proporções gerais das refeições do seu animal é visualizar aquilo que o lobo come: coelho, ave, rato, etc. Esse cardápio poderia ser resumido como: um monte de carne, ossos crus, uma quantidade menor de miúdos crus, um pouco de conteúdo do estômago e alguns extras como ovos de vez em quando, plantas, insetos, etc. Assim sendo a pirâmide dos grupos alimentares dos nossos animais de estimação são os seguintes:



É importante lembrar que quantidades e proporções variam bastante com exercícios, clima, temperamento, crescimento, predisposição e outros fatores – igualzinho como seres humanos e por isso não existe uma receita pronta ou uma receita certa e outra errada. Variedade num médio prazo é o mais importante.

Grupos Alimentares - O conceito dos grupos alimentares é o método mais popular para entender o balanceamento coreto durante as refeições. Os grupos alimentares básicos para seu cão são os seguintes:

Carne Crua - inclui proteínas de boi, peixe, frango, ovelha e coelho. Inclui tanto carne de músculo como de miúdos. Proporcionalmente, deve se dar mais carne de músculo do que carne de miúdos. Na vida selvagem, se o animal come ou não os miúdos e o estômago depende em seu status dentro da matilha e de suas preferências. Miúdos são extremamente ricos em nutrientes, e em excesso podem desbalancear a dieta do animal (Vitamina A e Vitamina D principalmente). Neste temos ainda ovos (crus e com casca) que podem ser dados algumas vezes por semana.
Sempre devemos usar carne para consumo humano. Se a bactéria que pode estar nas carnes cruas assusta, é bom lembrar que os cães possuem sistemas digestivos que evoluíram durante milhões de anos para assegurar-se de obter todos os nutrientes necessários através de carne crua. Seu sistema digestivo é curto e muito ácido, perfeito para combater bactérias. Este grupo fornece os seguintes nutrientes: aminoácidos e proteínas, antioxidantes, vitaminas A, C, D, E, K, B1, B2, B5, B6, e B12, biotina, colina, acido folico, inositol, iodina, acido pantotenico, PABA, cálcio, fósforo, magnésio, potássio, crômio, cobre, manganês, selênio, sódio, enxofre, vanádio, zinco, coenzyma Q10, “iron", "fatty acids".

Osso Cru - nossos cães e gatos comem ossos como uma fonte de nutrientes superior há milhões de anos. É só pensar quantos ossos estão presentes no corpo de uma presa. Se você é dono de um cão que caça por si próprio é bem provável que ele já tenha catado e consumido um passarinho ou um ratinho – os dois com seus ossos... Sortudo. !!! O mais importante deste grupo alimentar é de SEMPRE dar os ossos crus. Ossos cozidos tem sua estrutura molecular alterada deixando os muito quebradiços, pontiagudos e comportando-se como farpas. Ossos cozidos são também muito dificilmente digeridos. OSSOS COZIDOS SÃO PERIGOSOS – por isso NUNCA sirva ossos desta forma para seu animalzinho...
Ossos crus além de oferecer uma excelente nutrição, promovem exercícios para as mandíbulas e também para as funções intestinais, e, aliado a um pH corporal correto obtido através de comida crua e natural, ajudam a deixar os dentes brancos. Ossos crus comestíveis são os ossos que seus animal pode totalmente consumir. Por exemplo, joelhos de boi são parcialmente consumidos: oferecem muito divertimento para seu peludo mas somente com parte do seu valor nutricional. Ossos crus de aves com um pouco de carne é um alimento muito apropriado. É isto mesmo !!!! Ossos de frango MAS DESDE QUE SEJA CRU !!!! Mesmo que todas as partes de uma ave possam ser dadas a seu cão, é bom começar com pescoços de galinhas ou peru que são cheios de cartilagens – a mesma cartilagem que se encontra em medicamentos nos veterinários – mas de forma natural e barata!!!

Legumes Crus - Este grupo inclui legumes e plantas que crescem por cima e debaixo da terra. Por cima da terra são: aspargos, agrião, espinafre, brócolis, repolho, couve-flor, salsão, coentro, salsinha, etc. Por baixo da terra são: batata – cuidado de não dar aquelas que já germinaram - batata doce, mandioquinha, cenoura, etc. Ervas também podem ser incluídas neste grupo. Um bom guia de referencia sobre ervas é importante para ter certeza que estas são seguras para seu animal.
Alho fresco é excelente em pequenas quantidade. Um pouco de gengibre também. É importante que haja sempre uma variação semanal dos legumes.
Certos legumes devem ser dados com cuidado. Alface não tem grande valor nutritivo e a cebola também não é muito boa. Brotos somente com moderação. Legumes com muito ácido oxalico (espinafre por exemplo) podem interferir com a absorção de cálcio.
Consumo em excesso de legumes cruciferos podem interferir com o funcionamento da tiróide (repolho, brócolis). Você não está alimentando um herbívoro.
Para os nossos cães e gatos poderão aproveitar o máximo possível estes nutrientes, estes legumes devem ser oferecidos numa forma que o cão poderá os digerir – do mesmo jeito que estes se apresentariam na natureza no estômago de uma presa.
Por tanto os legumes devem ser colocados num processador, liquidificar, ou outro tipo de maquina afim de fazer um purê deste legumes
Legumes crus fornecem os seguintes nutrientes: proteínas, antioxidantes, beta-carotene, carbohidratos, fibra, vitamina A, B1, B2, B3, B5, B6, C, D, E e K, boro, colina, acido folico, inositol, iodina, PABA, acido pantotenico, cálcio, cromo, cobre, iodina, magnésio, manganês, fósforo, potássio, silicone, sódio, enxofre, selênio.

Extras - Os extras servem para complementar certos nutrientes que não são mais encontrados ou, são encontrados em quantidades menores devido ao uso de agrotóxicos, depredação da terra cultivada, etc. Os suplementos ajudam também a fornecer nutrientes existentes na natureza selvagem e também ajudam os nossos animais a combater toxinas ambientais e outros estresses do nosso mundo moderno.
Fuccus e Alfafa. A combinação deste dois itens é muito importante devido a sua lista de micro-nutrientes e outros benefícios. Contém diversas vitaminas e minerais, reduzindo a perda de pêlo, além de terem propriedades anti-cancer, anti-reumático, anti-artrite, etc. A qualidade é extremamente importante. Mistura os dois 50/50 e deixa numa jarra bem fechada longe do sol e da umidade.
Acidos Graxos Essenciais. Todas as células do seu animal precisa de ácidos graxos essenciais para produzir pele, pelo, articulações e corações saudáveis. Boas fontes de ácidos graxos essências são peixe, óleos de peixe, frango, óleos de legumes, ovos, nozes cruas, e sementes. O mais importante é lembrar que a qualidade dos óleos é importantíssima. Estes óleos devem ser de primeira pressão a frio, devem estar dentro de sua validade, devem ser estocados em recipientes escuros a prova de luz. Óleos de peixe devem ser testados para qualidade.
Vitamina C. É uma das vitaminas que o cão e o gato produzem sozinhos, mas devido ao nível de poluição, toxinas e estresse com os quais os nossos animais convivem diariamente, devemos ajudá-los fornecendo suplementos de vitamina C, que atua fortalecendo o sistema imunológico e o colágeno. A vitamina C é também anti-inflamatoria, antioxidante, e antistaminica. Cada animal é um indivíduo e terá necessidades individuais de vitamina C.
É muito importante que todos os ingredientes sejam de primeira qualidade. Quanto melhor a qualidade maior será a bio-disponibilidade dos alimentos. A bio-disponibilidade é uma forma de medir o quanto o animal consegue aproveitar os nutrientes que lhe são oferecidos. Por exemplo, a carne vermelha crua contém um alto teor de proteínas e possui uma alta bio-disponibilidade: o que entra não sai Por outro lado, um sapato de couro contendo também um alto teor de proteínas possui um bio-disponibilidade muito baixa: do jeito que entrou vai sair...

Modelo de Dieta - O modelo a seguir é apenas um exemplo MUITO básico e devemos lembrar que cada cão é um indivíduo particular e que nem sempre o é suficiente para um é suficiente para todos. Estes modelos de dieta devem servir como referência ou ponto inicial de partida. Outro possível ponto de partida é mantendo as proporções da pirâmide alimentar do cão, oferecer de 2 a 3% de seu peso corporal em refeições diárias. Ou seja se o cão pesa 10 quilos, dar-lhe de 200 gramas a 300 gramas por dia de comida. Parece muito ? Lembre-se que a ração contém alguma coisa em torno de 15% de unidade enquanto a alimentação natural é de quase 90% !!!

Cães e Gatos - +/- 5 quilos Cães e Gatos - +/- 25 quilos Cães e Gatos - +/- 45 quilos
Carne Crua: 75 - 125 ml de músculo moído mais miúdos ou ovo
Ossos Crus: 1 a 2 pescoços de galinha
Legumes: 1/2 a 1 colher a sopa
Fuccus /Alfafa: 1/2 a 1 colher de chá
Óleo de Fígado de Bacalhau: 1/4 colher de chá
Óleo de Linhaça: 1/2 colher de chá
Vitamina C: 500 a 1500 mg Carne Crua: 175 - 250 ml de músculo moído mais miúdos ou ovo
Ossos Crus: 4 a 6 pescoços de galinha
Legumes: 3 colheres a sopa
Fuccus /Alfafa: 2 colheres de chá
Óleo de Fígado de Bacalhau: 1 colher de chá
Óleo de Linhaça: 2 colheres de chá
Vitamina C: 3000 a 6000 mg Carne Crua: 325 - 500 ml de músculo moído mais miúdos ou ovo
Ossos Crus: 12 a 18 pescoços de galinha
Legumes: 6 colheres a sopa
Fuccus/Alfafa: 1 colheres de sopa
Óleo de Fígado de Bacalhau: 2 colheres de chá
Óleo de Linhaça: 1.5 colheres de sopa
Vitamina C: 6000 a 7500 mg
Com a prática cada dono irá perceber aquilo que seu cão precisar e ir assim adaptando a dieta. Mas nunca é demais lembrar: o mais importante é a variedade.

Preparação da Refeição - Qualquer coisa nova requer tempo e repetição para virar rotina. Preparar a nova refeição do seu animal pode ser muito esquisito nos primeiros tempos mas depois vira rotina. O melhor jeito é de fazer uma planilha e de prendê-la aonde você irá preparar a refeição. Nos primeiros dias, você irá olhar muitas vezes para verificar as quantidades e os ingredientes, mas logo não vai precisar mais nem olhar.
Misture bem todos os ingredientes (na temperatura ambiente, uma vez que comida fria pode causar dores de estômago e é digerida mais lentamente) numa tigela e sirva.
Os ossos podem ser servidos de duas formas: junto com os outros ingredientes na tigela ou separados como sobremesa. Para a maioria dos cães os ossos são a parte preferida da refeições e devemos evitar que eles comam somente os ossos deixando o resto de lado. Por isso muitas pessoas preferem dar os ossos como sobremesa e manter a regra que se comerem todo não irá ter sobremesa !!!
A Mudança
É fundamental que qualquer mudança de dieta seja feita com carinho e confiança. É normal encontrar um instinto de relutância em provar uma coisa nova. Na natureza, “mamãe cachorro” mostra a seus filhotes o que pode e não deve se comer. Certos animais domésticos continuam com um certo nível deste instinto. Se você apresentar uma tigela de comida na qual você mesmo não deposita confiança, o animal é bem capaz de rejeitá-la. Alguns cães mudam seus hábitos alimentares de um dia para o outro enquanto outros demoram mais tempo.
Você pode optar em fazer a troca de alimentação de um dia para o outro ou preferir fazer a troca de forma gradual num período de 7 a 10 dias. Durante este período vai aumentando a cada dia a proporção da alimentação natural. Nesta etapa de transição é bom triturar todos os ossos afim de poder misturar os alimentos naturais mais facilmente com a ração.
Não se recomenda continuar com a mistura de alimentação natural junto com alimentação comercial por mais tempo que necessário porque essa mistura pode causar desbalanceamentos nutricionais. Normalmente 5 a 10 dias é período mais que suficiente para a transição.
Adotada a dieta natural você irá perceber algumas mudanças imediatas. Uma das primeiras mudanças pode ser um grande entusiasmo e apetite na hora das refeições. O mais provável é que seu animal esteja tentando compensar uma deficiência nutricional prévia e que assim que essa deficiência foi sanada, o consumo vai cair. Outra mudança pode ser justamente perceber uma diminuição da quantidade de comida que ele come. Isto se deve ao fato que de alimentos natural são muito mais ricos em nutrientes e portanto uma quantidade menor é necessária para satisfazer seu animal.
Outra grande mudança é no volume de fezes e na sua consistência. A alta bio-disponibilidade de nutrientes da alimentação natural faz com que a quantidade de fezes seja extremamente pequena, além de mais duras e quase sem cheiro. Outros beneficio é que as fezes da alimentação natural são mais rapidamente degradadas. Se você achar que as fezes do seu animal são duras demais ou que o cão esta constipado, você pode ajustar a proporção de ingredientes que endurecem as fezes ao ingredientes que amolecem as fezes. Em regra geral, ossos e legumes que crescem debaixo da terra endurecem as fezes, enquanto que os legumes que crescem acima da terra, óleos e gorduras, vitamina C amolecem as fezes.
É importante dizer que após a troca da alimentação comercial pela alimentação natural, pode acontecer o que se chama de desintoxicação, que é um período de adaptação no qual o corpo tenta se regenerar e sarar. Alguns animais nunca apresentaram sinais de desintoxicação. Mas caso o seu apresente, você precisa reconhecer os sinais: que incluem coceiras, espinhas, fezes muito moles e com mucosas, bafo terrível, orelhas mais sujas que de costume, odor corporal, etc. Alguns antigos problemas podem voltar a surgir como uma velha alergia. Quanto mais “lixo” o seu animal tem dentro, quanto mais intensa a desintoxicação.
A duração de uma desintoxicação normalmente varia de 1 dia até uns 10 dias.

Perguntas Freqüentes

 

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