A QUALIDADE DE VIDA NA INDÚSTRIA MADEIREIRA NA REGIÃO AMAZÔNICA
This
paper discuss the importance of the relation of productive
processes and their influence in the quality of life of the workers in the wood
industry. The accidents in the work are one of the most frequent causes of the
absence at work. And this situation is very close to a poor quality of life. The
brazilian law may help to maintain the work environment, in this kind of
industry, with security and quality of life. Even so,
in this kind of industry, small enterprises as well as big ones, present
a situation, where there is a great number of accidents,
occupational diseases and consequently poor quality of life. The workers
have to deal with heat, noise, dust, chemicals, inadequate positions, and so on.
Depending on the kind of control,
those agents may have great
influence in the worker’s quality
of live. A Quality of Life Program will contribute for a good work
environment, increasing the produtivity and costs reducing.
Keywords:
safety, life quality, wood industry, hygiene conditions.
No comércio internacional, o Brasil participa com 2% de madeira tropical. Desse total, a amazônia contribui com 40% das exportações brasileiras, sendo que 30% , originam-se no Estado do Pará.
O número de indústrias madeireiras na região amazônica, de acordo com os registros do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) é de 3358.
O desmatamento da floresta amazônica é ocasionado por vários motivos, como abertura de estradas, conversão da floresta para atividade de agricultura, atividade de mineração, construção de hidrelétricas dos mais variados portes, exploração da madeira, além de fatores gerados pelo próprio nativo como por exemplo as “queimadas”
Estudos realizados pelo Sindicato dos Madeireiros no Estado do Pará, indicam que para cada emprego de mão-de-obra direta, há a geração de aproximadamente dois ou três indiretos. Para a realização desse trabalho, foram feitas visitas em um grande número de empresas onde constatou-se um mínimo de 06(seis) e um máximo de 700 (setecentos) empregados.
As atividades da indústria madeireira na região Amazônica, como toda atividade econômica que tem seus recursos oriundos da floresta, criam impactos não só diretamente no homem como também na natureza. No caso específico das madeireiras, os agentes ambientais originados por suas atividades englobam todos os grupos de riscos ambientais: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Com isso, pode-se verificar tratar-se de uma atividade que influi na qualidade de vida não só dos seus funcionários, como também da comunicade onde localiza-se a indústria.
2. QUALIDADE DE VIDA NA
INDÚSTRIA
MADEIREIRA
Portanto, devem ser considerados como fatores que influem na qualidade de vida dos trabalhadores além daqueles específicos, levantados e controlados pela higiene industrial, as relações interpessoais, tanto entre os companheiros como com os supervisores; salários; valorização pessoal; desenvolvimento pessoal e profissional; credibilidade; participação nos programas internos da empresa, entre outros.
Para que se possa ter uma informação exata da qualidade de vida dos operários da indústria madeireira da região amazônica, é preciso saber as condições de trabalho enfrentadas pelos mesmos, bem como os fatores motivacionais que estes trabalhadores encontram em seu ambiente laboral.
A indústria madeireira desenvolve seu processo em duas etapas. A primeira, ocorre na fase da coleta de matéria-prima, a derrubada das árvores. Nesta fase, o número de acidentes é bastante elevado e sua gravidade varia desde a amputação de membros até a morte. Um dos principais causadores de acidentes, no caso, é o manuseio inadequado da motosserra. Além disso, os trabalhos não possuem acompanhamento de técnicos especializados e não existem estatísticas oficiais do número de acidentes, pois tal atividade é realizada em plena floresta, sem nenhum acompanhamento técnico e longe de qualquer tipo de controle. Muitas vezes, tal atividade, é executada por pessoas estranhas ao setor e que possuem interesses especulativos. Por sua vez, a natureza ressente-se quando esta derrubada é indiscriminada trazendo como conseqüência, o desaparecimento de determinadas espécies importantes para a preservação da fauna e da flora.
Na segunda etapa, objeto deste trabalho, ocorre o beneficiamento da madeira. Algumas indústrias recebem a madeira ainda sob a forma de toras; outras recebem transformada em serrados. Independente da forma original, o produto final é bastante diversificado tais como tábuas, lambris, tacos, compensados, etc. Nesta etapa, o número de acidentes também é bastante elevado e, muitas vezes, de mesma gravidade da primeira fase. Entretanto, o controle das condições de trabalho é mais concreto, pois, dependendo do número de funcionários, algumas indústrias têm Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e, em alguns casos, engenheiro de segurança, médico do trabalho e enfermeiro do trabalho constituindo o SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho).
Beneficiar a madeira, na maioria dos casos significa enfrentar agentes agressivos como altas temperaturas, ruídos, produtos químicos, baixos níveis de iluminação, poeiras, entre outros, bem como os riscos à saúde que estão associados ao estresse e, embora não causem doenças profissionais, aumentam a vulnerabilidade psicológica e certamente contribuem para o enfraquecimento da saúde dos trabalhadores.
O ruído, é o agente que está presente em quase todos os processos do beneficiamento da madeira. A sua origem tanto pode ser proveniente das máquinas como também da própria matéria-prima e até mesmo da atividade. A falta de manutenção e até mesmo de instalações adequadas, aliadas a um layout ineficiente, concorre para o aumento do ruído nos setores das madeireiras. Dependendo do tipo de madeira, dura ou mole, pode-se ter maior ou menor nível de pressão sonora. O desconhecimento e a negligência em relação às práticas seguras são evidenciados em um nível de ruído na indústria madeireira que varia de 90 a 120 decibéis. Em geral, os setores menos ruidosos são os setores de embalagem e armazenagem. Ainda assim, muitas vezes, os operários ao manusearem o produto acabado, em forma de prancha, provocam um ruído de impacto que chega a 95 decibéis.
O calor é um agente que está presente em processos de secagem, prensagem a quente, laminação e cozimento da madeira. Além do calor gerado por tais processos produtivos, a situação é agravada pelas condições climáticas.da região que possui clima de temperatura elevada aliada a uma umidade muito alta, fazendo com que a evaporação do suor, proveniente do processo de transpiração, seja dificultado. Durante os períodos chuvosos, as mudanças bruscas de temperatura, inerentes ao clima, ocasionam problemas de saúde em virtude do choque térmico. A maioria dos processos que ocorrem neste tipo de indústria, são classificados como moderados ou pesados, havendo, com raras exceções, atividades leves que, em geral, são atividades de supervisores. Assim, os limites de IBUTG nas indústrias madeireiras, são da ordem de 34,6ºC, valor este que está bastante acima dos limites estabelecidos por lei.
A concentração de pó é variável, uma vez que depende do processo produtivo. Observa-se uma grande quantidade de pó, mesmo naquelas indústrias que possuem sistema de canalização com ar comprimido. Embora saiba-se, através da literatura técnica, que em alguns tipos de madeira o pó é cancerígeno, não se tem nenhuma informação sobre algum controle em relação a esse dado. O que observou-se é que alguns trabalhadores apresentam rinite alérgica em decorrência da exposição ao pó de madeira.
Dependendo do produto final, alguns processos requerem a utilização de produtos químicos para o tratamento da madeira. Embora tais produtos sejam liberados pelo IBAMA, apresentam alto grau de toxidez, e, em sua maioria, são manuseados com total desconhecimento de seus efeitos sobre o organismo humano, não só por parte do trabalhador, como também por parte do setor de compras da empresa. Muitas vezes, esses produtos químicos provocam reações alérgica, problemas respiratórios e dermatoses. Tais conseqüências, são agravadas pelo efeito sinérgico com outros agentes presentes no ambiente de trabalho, pela suscetibilidade individual e também por fatores climáticos que provocam a evaporação dos mesmos.
Alguns aspectos relativos a layout, iluminação, ventilação, postos de trabalho e outros, não são, na maioria dos casos, levados em consideração. Em geral, as indústrias madeireiras têm início com poucas atividades. Entretanto, à medida que o número de atividades aumenta as mesmas vão sendo agregadas ao processo já existente e isso gera um ambiente de trabalho inadequado, ou seja, um arranjo físico deficiente, uma vez que não há obediência aos princípios fundamentais do layout. Portanto, na maioria dos casos, não existe um estudo de layout e conseqüentemente ocorrem cruzamentos e retornos que contribuem não só para o aumento das distâncias percorridas como também para um custo final adicional e aumento de riscos de acidentes.
O piso é irregular, e, em alguns casos, inexistente. Se irregular, faz com que a sinalização de piso seja deficiente, não havendo área específica de circulação de pedestres e conseqüentemente o fluxo de homens, máquinas e materiais ocorrem no mesmo espaço físico, aumentando com isso os riscos de acidentes.
Na maioria das empresas existe sinalização aérea; entretanto, em alguns casos isolados essa sinalização fica a uma altura bem superior ao campo visual, não cumprindo assim, o seu objetivo primordial que é o de alertar e orientar os funcionários quanto aos riscos e advertências de segurança, respectivamente.
O tipo de layout é por processo, não havendo divisão física entre os setores, na maioria dos casos. Somente os setores de apoio como oficinas e casa de caldeira, são, em geral, isolados dos demais.
A iluminação, em geral, é mista (natural e artificial) uma vez que, as madeireiras possuem seus processos em grande galpões com aberturas laterais. Entretanto, em alguns casos, foi observado um baixo nível de iluminação em virtude da presença de divisórias internas, e de armazenamento de produtos acabados, que impedem a difusão da iluminação. Foram constatadas situações em que o nível de iluminamento encontra-se em torno de 55 lux.
Aliado a todas as condições adversas desse tipo de atividade, encontra-se a dificuldade de utilização de equipamento de proteção individual, pois o mesmo, além de ser projetado para uma biotipologia diferente da biotipologia amazônica, torna-se desconfortável em conseqüência do clima muito quente e com umidade relativa alta. Além dos risco gerados pelas atividades intrínsecas do setor, muitos dos empregados da indústria madeireira não são especializados o que contribui para um grande número de absenteísmo, falta de interesse profissional e também desconhecimento dos riscos a que estão expostos, além de negligência em relação às atitudes de segurança.
Existem ainda outros riscos, que, são provenientes das atividades de suporte para o beneficiamento da madeira, como por exemplo a radiação infravermelha a que estão expostos os operadores de caldeira, a radiação ultravioleta proveniente dos processos de soldagem que são utilizados na manutenção das ferramentas, além de agentes biológicos que em geral estão presentes no setor produtivo, uma vez que as madeireiras, pela própria característica da matéria-prima devem ter seus galpões com aberturas bastante grandes para facilitar a entrada e saída de material.
Em relação aos aspectos motivacionais, foram verificados não só as atitudes individuais, como também as atitudes em relação ao trabalho.
Foram observados, entre outros, a opinião e/ou reação dos funcionários em relação a itens tais como: objetivos da tarefa, produtividade, habilidades, treinamentos, relacionamentos interpessoais, produtos, execução das tarefas, comunicação interna, esforço pessoal, reconhecimento, segurança e ambiente físico.
Em relação aos objetivos da tarefa, a maioria dos funcionários deste setor sabe o que faz, como faz e porque faz. Os mesmos aceitam as tarefas de forma “normal” sendo conscientes do que a empresa espera deles e vice-versa. Em geral possuem senso de independência, ou seja, têm liberdade de realizar as tarefas sem ter que consultar outra pessoa e grande parte sabe o papel que desempenha dentro da empresa.
Em relação à eficácia e à produtividade, menos da metade foi julgado em nível excelente pelos outros departamentos de sua empresa. Uma metade afirmou ter problemas com atrasos e a outra afirmou ser comum a existência de erros na tarefa.
Mais da metade dos entrevistados, afirmou ter achado um absurdo determinadas ordens dadas pelo supervisor ou chefe e a maioria acha que as ordens não possuem informações suficientes. Entretanto, o número de supervisores é suficiente.
Em relação à habilidade, a grande maioria, em torno de setenta e cinco por cento, acha que tem habilidade para a atividade que desempenha.
Apesar de algumas empresas promoverem o treinamento dos funcionários, parte dos operários do setor madeireiro afirma que executam tarefas diferentes daquelas para as quais foram treinados.
São poucas as atividades isoladas no setor madeireiro. A maioria das atividades são realizadas em conjunto. O que se observa ainda, é que existe uma troca muito grande de informações, a respeito das atividades laborais. Embora, de acordo com as informações obtidas, as reuniões não dêem resultados, a troca de informações é feita de maneira adequada. Um fato bastante interessante, é que a maioria sabe informar onde os outros podem ser encontrados em caso de necessidade de comunicação urgente, entretanto os mesmos não costumam encontrar-se fora do horário de trabalho. A maioria afirma se divertir quando estão trabalhando juntos e que têm prazer de ir para o trabalho todos os dias. Gostam de se ajudarem e encorajarem-se mutuamente. Mas, apesar de afirmarem que a comunicação é aberta e honesta, um pouco mais da metade não confia nos colegas, profissionalmente.
De maneira geral, os funcionários têm bom relacionamento com os outros setores da empresa, sabem para onde vai a peça que estão produzindo e têm consciência da importância de seu trabalho. Além disso, as informações fluem de maneira correta entre os setores.
Em relação às tarefas, na maioria das vezes, são realizadas a contento desde a primeira vez e os operários têm consciência da importância da execução correta das mesmas. Avaliam seus trabalhos e procuram fazê-lo bem para não dar problemas ao próximo setor. Aliás, em sua maioria, os funcionários exigem tarefas bem feitas dos outros setores.
A maioria não está informada do que acontece na empresa, mas estão dispostos a aceitarem mudanças que possam vir a ocorrer.
Quase noventa por cento procura fazer o melhor que pode e cumpre seus acordos. Metade dos funcionários estão dispostos a fazer um esforço extra quando a situação exigir.
Um pouco mais de dez por cento afirma ter recebido elogios pelo trabalho e somente trinta por cento foi recompensado ao produzir resultados excelentes. Mas todos têm esperança de que se fizerem um bom trabalho serão elogiados e recompensados. O mesmo número de funcionários, ao ser chamado pelo chefe, em geral espera ser elogiado ou criticado. Apesar de tudo, esses funcionários são encorajados a se desenvolverem.
Metade dos funcionários do setor madeireiro se sentem seguros no emprego. A outra metade se sente inseguro.
A maioria achou péssimas as condições do ambiente de trabalho, no que diz respeito a iluminação, ruído e demais condições, de modo geral.
Foram verificados também outros aspectos que são de importância fundamental para a qualidade de vida no trabalho. O grupo de fumantes é alto e não existe um programa de grupo de apoio. A fonte de maior informação é a televisão e o rádio. Embora de maneira muito velada, observa-se a presença de alcoólatras entre os funcionários, os quais têm dificuldade de assumir a condição de alcoólatra. A maioria não pratica nenhum tipo de atividade física, limitando-se muitas vezes a participar dos times de futebol da empresa, que em geral joga nos fins-de-semana; um grupo reduzido gosta de dançar nos fins-de-semana. Sua fonte de diversão na empresa, geral são jogos de salão, que jogam durante o intervalo para as refeições. Alguns acham que o ambiente na empresa poderia ser melhorado a fim de facilitar o desempenho de suas funções. Em geral não gostam das palestras de segurança do trabalho, porque, com raras exceções as consideram maçantes. Entretanto, gostam de participar das atividades da Semana Interna de Prevenção de Acidentes.
Apesar da existência de varios fatores ambientais, específicos da indústria madeireira, os trabalhadores procuram fazer o melhor de si e tentar desenvolver suas habilidades dentro de suas limitações, ajudando a empresa sempre que necessário. Não foram analisadas as causas que levam a um comportamento julgado ideal, mesmo em um ambiente de trabalho onde as condições não ajudam tal atitude. Talvez, isso esteja relacionado ao medo de perda do emprego, pois no item relativo à “segurança”, verificou-se que metade tem medo de ser dispensado. Observa-se ainda, que a grande maioria é insatisfeita com os seus chefes imediatos. Como sabemos, uma chefia inadequada, gera problemas e insatisfação. Um outro fator que de certo modo está relacionado à supervisão é o fator “reconhecimento”. Na maioria das vezes o bom trabalho não é reconhecido pelo chefe e isso faz com que haja essa insatisfação. Sabemos que uma chefia onde prevaleça a valorização pessoal e a liderança concorre, e muito, para que o ambiente de trabalho seja agradável, independentemente dos agentes adversos presentes.
Verifica-se ainda que mais importante para os trabalhadores são os fatores motivacionais, pois, mesmo com um ambiente de trabalho onde as atividades são classificadas, em sua maioria, como moderadas e pesadas, os mesmos sentem muito mais a falta de elogio do que a falta de uma iluminação adequada, por exemplo. Isso nos leva a repensar o motivo pelo qual, a maioria dos trabalhadores rejeita a utilização do EPI. Talvez a causa não seja apenas de ajuste ou de ambiente de trabalho, mas sim um fator de motivação e interesse por parte dos dirigentes da empresa e chefias imediatos.
Um programa de qualidade de vida, aliado a um programa de saúde ocupacional, viria melhorar consideravelmente as condições de vida do trabalhador da indústria madeireira nesta região. Através dele, poder-se-ia reduzir grande parte dos problemas existentes na indústria madeireira, principalmente aqueles de responsabilidade direta dos funcionários. Para isso, é preciso que as pessoas envolvidas na elaboração e implementação do programa, o faça de maneira globalizada, envolvendo os setores de segurança e saúde do trabalhador na empresa, bem como conscientizarem-se que a qualidade de vida é fundamental para o bom desempenho do funcionário, e não apenas um simples modismo.
É necessário que o funcionário participe do programa de maneira ativa e não apenas como um simples recebedor de informações. Um Programa de Qualidade de Vida bem elaborado deve incentivar a participação dos trabalhadores, contemplando, principalmente aqueles que podem repassar conhecimentos e experiências. Dessa maneira haverá comprometimento por parte dos mesmos, pois não existe comprometimento sem participação.
O programa não deve contemplar a solução de riscos ambientais simplesmente através de medidas técnicas; muito menos, ser um programa de solução de conflitos individuais. Torna-se necessário, que tal programa possua atividades que envolvam treinamentos, cursos, palestras, campanhas e outras medidas que além de contribuir para o êxito do programa, contribuam também para a motivação dos trabalhadores, promovendo qualidade na produção e, conseqüentemente, contribuindo para o rendimento econômico da empresa. A melhoria dos hábitos e atitudes dos funcionários e das condições do ambiente laboral, levará a uma melhor qualidade de vida. Torna-se necessário, que o programa contemple também populações específicas tais como fumantes, alcoólatras, funcionários recém-admitidos, mulheres, trabalhadores jovens e outras.
Finalmente, o êxito do programa depende da forma como serão utilizados os recursos humanos e materiais disponíveis e de como serão motivados e integrados os trabalhadores, para mudanças de atitudes, cooperação mútua, trabalhos em equipe, reciclagens , entre outros. Negligenciar a qualidade de vida do trabalho acarreta custos elevados e também cria o sofrimento humano. Por sua vez, um investimento nessa área representa um retorno garantido não só em termos de produtividade mas também, proteção ao meio ambiente e competitividade.
FERNANDES, Eda. Qualidade de
Vida no Trabalho. Salvador: Casa da Qualidade, 1996.
LEAL, Maria de Fatima Mendes. Aspectos da Segurança do Trabalho na Indústria Madeireira na Região Amazônica. In: 2O. Encontro Científico e de Desenvolvimento Tecnológico da Amazônia. Manaus, 1992.
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