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Vozes de Tchernóbil: Crônica Do Futuro Capa comum – 19 abril 2016
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- Número de páginas384 páginas
- IdiomaPortuguês
- EditoraCompanhia das Letras
- Data da publicação19 abril 2016
- Dimensões21 x 14 x 2 cm
- ISBN-108535927085
- ISBN-13978-8535927085
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“Destino é a vida de um homem, história é a vida de todos nós. Eu quero narrar a história de forma a não perder de vista o destino de nenhum homem.824 leitores do Kindle destacaram isso
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Da editora
Três vezes Svetlana (excertos de depoimentos ao jornal El País, 8/6/19)
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Sobre a tragédia"Ali eu logo entendi que estávamos em outro mundo. Todas as coisas parecem iguais, mas sobre elas já paira a sombra da morte, e as pessoas estão desorientadas, perdidas, não em um plano anticomunista ou antissoviético, e sim em algo superior, algo distinto. Porque não se trata do ser humano na história, mas do ser humano no cosmo." |
Sobre o livro"Existe uma cultura e uma tradição para a narrativa da guerra, o que permite que o criador tenha certa margem para se mover, talvez explorando-a e ampliando-a no âmbito dessas tradições. Quando escrevi meu livro sobre Chernobyl, porém, não havia um registro cultural para a narração sobre algo tão desconhecido." |
Sobre ela mesma"O que quero não são ideias, não são as superideias que sempre existem na Rússia, como ganhar a guerra ou construir o comunismo. O que quero é escrever sobre as tentativas de ser feliz, sobre as pessoas que querem viver sua própria vida escondendo-se das ideias." |
Conheça todas as obras de Svetlana publicadas pela Companhia das Letras
Por meio de múltiplas vozes — de viúvas, trabalhadores afetados, cientistas ainda debilitados pela experiência, soldados, gente do povo —, Svetlana Aleksiévitch constrói esse livro arrebatador, a um só tempo, relato e testemunho de uma tragédia quase indizível. Cenas terríveis, episódios dramáticos, momentos patéticos, tudo na história de Tchernóbil aparece com a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Eis o relato mais impressionante do pior acidente nuclear da história.
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O povo russo assistiu com espanto à queda do Império Soviético. A política de abertura do governo Gorbatchóv impôs uma mudança drástica da estrutura social, do cotidiano e, sobretudo, da direção ideológica da população. Neste livrro, Svetlana Aleksiévitch examina a vida das pessoas afetadas por essa transformação. Em cada personagem está um pouco da história russa, compondo um painel fantástico de personagens de todas as idades que se movem entre a possibilidade de uma vida diferente e a derrocada da sociedade que conhecem.
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A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Aleksiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência e a sombra onipresente da morte.
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A Segunda Guerra Mundial matou quase 13 milhões de crianças e, em 1945, apenas na Bielorrússia, havia cerca de 27 mil delas em orfanatos, resultado da devastação tremenda causada pelo conflito no país. Entre 1978 e 2004, a jornalista Svetlana Aleksiévitch entrevistou uma centena desses sobreviventes e, a partir de seus testemunhos, criou uma narrativa estupenda e brutal de uma das maiores tragédias da história. Este livro expõe uma dimensão pavorosa do que é viver num tempo de terror constante, cercado de todo tipo de sofrimento.
Vozes de Tchernóbil
O fim do homem soviético
A guerra não tem rosto de mulher
As últimas testemunhas
Leia um trecho do livro, que inspirou a série "Chernobyl", da HBO
Estávamos casados havia pouco tempo. Ainda andávamos na rua de mãos dadas, mesmo quando entrávamos nas lojas. Sempre juntos. Eu dizia a ele “eu te amo”. Mas ainda não sabia o quanto o amava. Nem imaginava… Vivíamos numa residência da unidade dos bombeiros, onde ele servia. No segundo andar. Ali viviam também três famílias jovens, e a cozinha era comunal. Embaixo, no primeiro andar, guardavam os carros, os carros vermelhos do corpo de bombeiros. Esse era o trabalho dele. Eu sempre sabia onde ele estava e o que se passava com ele. No meio da noite, ouvi um barulho. Gritos. Olhei pela janela. Ele me viu: “Feche a persiana e vá se deitar. Há um incêndio na central. Volto logo”. A explosão, propriamente, eu não vi. Apenas as chamas, que iluminavam tudo… O céu inteiro… Chamas altíssimas. Fuligem. Um calor terrível. E ele não voltava. A fuligem se devia à ardência do betume, o teto da central estava coberto de asfalto. As pessoas andavam sobre o teto como se fosse resina, como depois ele me contou. Os colegas sufocavam as chamas, enquanto ele rastejava. Subia até o reator. Arrastavam o grafite ardente com os pés… Foram para lá sem roupa de lona, com a camisa que estavam usando. Não os preveniram, o aviso era de um incêndio comum…
Detalhes do produto
- Editora : Companhia das Letras; 1ª edição (19 abril 2016)
- Idioma : Português
- Capa comum : 384 páginas
- ISBN-10 : 8535927085
- ISBN-13 : 978-8535927085
- Dimensões : 21 x 14 x 2 cm
- Ranking dos mais vendidos: Nº 2,902 em Livros (Conheça o Top 100 na categoria Livros)
- Nº 3 em Rússia História
- Nº 3 em Ex-Repúblicas Soviéticas e Sibéria História
- Nº 2,525 em Literatura e Ficção (Livros)
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Ele chegou bem embalado e chegou rapidinho tbm.
As histórias contadas são muito fortes assim como as pessoas que as contaram (incluindo crianças!) porque descreveram em detalhes como perderam seus cônjuges, seus filhos, sua casa e... a esperança.
Por exemplo: “O corpo ficou coberto de furúnculos. Quando ele virava a cabeça, caíam chumaços de cabelo”. P. 24 Pedaços de pele grudavam nas minhas mãos. P. 27 Saiam pela boca pedacinhos do pulmão, do fígado. P. 29
E os liquidadores, responsáveis por “limpar” a área, muitos eram voluntários e foram liquidados literalmente por não utilizarem os EPIs adequados nem dosímetros.
Inadmissível foi a atuação ineficiente das autoridades públicas que insistiam em inverdades (incluindo carimbos de “ultrassecreto”) sobre as consequências do desastre até muitos anos depois. A radiação provocou morte, câncer, deficiências mentais, mutações genéticas, traumas, perdas de bens, expatriação.
Alguns depoentes dizem que era como se estivessem em guerra, até porque já tinham passado por isso e agora... 2022 mais uma.
Curioso também como se parece com a situação da pandemia de Covid-19: cientistas que não explicam bem os efeitos do desastre; o silêncio/o descaso das autoridades públicas; as chacotas de mau gosto; a polarização de opiniões; a ideia de conspiração e sabotagem.
Na passagem: “É possível ver na sala do reator, com a luz apagada, colunas de luz que caem do teto.” P. 8 Lembrei-me da música da Legião Urbana “Angra dos Reis”, nossa usina nuclear, diz: “quando as estrelas começarem a cair... me diz... me diz... quando é que a gente vai fugir.” Renato Russo trata desse assunto espinhoso que é o paradoxo de ter uma fonte de energia potente e os estragos que ela pode causar para o meio ambiente. O que me deixa assustada? “Isso é passado ou futuro”?
“O que se passou aqui é algo desconhecido. É outro tipo de horror. Não se vê, não se ouve, não tem cheiro nem cor, no entanto, nós mudamos física e psicologicamente. Alterou-se a fórmula do sangue, o código genético, a paisagem. Quando você vive aqui, percebe que nada disso e ficção científica, nada disso é arte, que é vida, minha vida. O nosso capital mais importante é o sofrimento, não é o petróleo nem gás, é o sofrimento. É a única coisa constante que nós obtemos”.
Avaliado no Brasil em 26 de julho de 2023
“O que se passou aqui é algo desconhecido. É outro tipo de horror. Não se vê, não se ouve, não tem cheiro nem cor, no entanto, nós mudamos física e psicologicamente. Alterou-se a fórmula do sangue, o código genético, a paisagem. Quando você vive aqui, percebe que nada disso e ficção científica, nada disso é arte, que é vida, minha vida. O nosso capital mais importante é o sofrimento, não é o petróleo nem gás, é o sofrimento. É a única coisa constante que nós obtemos”.
Neste Vozes de Tchernóbil, vemos de diferentes ângulos a história do desastre. Mas estes não são ângulos frios, como os que um historiador profissional usaria; ao contrário, cada voz a partir da qual acompanhamos a história vibra de emoção, geralmente nostalgia, dor, às vezes ódio.
Mas engana-se quem pensa que o objetivo do livro é procurar culpados, apontar como as coisas deveriam ter sido feitas para evitar a calamidade etc. Uma vez que a tragédia existe, deve-se antes de mais nada tratar dela mesma e de suas implicações. E estas são inumeráveis. Assim, uma das dimensões que o livro acaba assumindo é a filosófica, tanto pelo insólito do fato, quanto pelo pendor natural do povo eslavo às divagações metafísicas. Ouvimos vozes que, mesmo muitos anos depois do acontecido, ainda estão desnorteadas e não sabem explicar Tchernóbil. O único termo de comparação que encontram é a guerra, mas mesmo esta ainda fica aquém do horror que vivenciaram. A guerra dura alguns anos, enquanto os radionuclídeos espalhados pela explosão do reator 4 permanecerão na atmosfera por "cinquenta, cem, 200 mil anos" (p. 39). Na guerra, apesar de ser sempre algo terrível, a morte é mais ou menos comum, toma-se um tiro de fuzil, pisa-se numa mina, ou uma bomba explode. Mas a morte provocada pela radiação ionizante é algo nunca antes visto, assim como os novos ritos de passagem que ela determina. À Liudmila Ignátienko, esposa do bombeiro Vassíli Ignátienko, que queria a todo custo abraçar o marido hospitalizado, as enfermeiras dizem que Vassíli não é mais um homem, mas um reator nuclear que precisa ser desativado.
Aquelas pessoas estavam acostumadas a ver a morte em outras formas, todas visíveis e palpáveis. Como é que agora a morte se apresentava de forma invisível, sem cheiro, sem gosto? Absurdo. Não pode ser...
O acidente de Tchernóbil não estava previsto na ficção do mais engenhoso dos escritores, mas, alterando profundamente o modo de ver o mundo, ele também altera o modo de pensar em literatura. Como Adorno disse em certa ocasião que depois da Segunda Guerra era imoral escrever poemas, depois de Tchernóbil a literatura, mais uma vez, passa a ser questionada. "Agora, em lugar das frases habituais de consolo, o médico diz à esposa sobre o marido moribundo: 'Não se aproxime, você não deve beijá-lo! Não deve acariciá-lo! Ele não é a pessoa amada, mas um elemento que deve ser desativado.' Aqui, até Shakespeare emudece. E também o grande Dante" (p. 50)



















