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Avaliações dos clientes

1000 PRINCIPAIS AVALIADORES
30 de junho de 2018
Em primeiro lugar, vale destacar que “A poeira da Glória” é um livro grande e, por incrível que pareça, resumido. Nota-se não apenas pelos temas abordados, que são vários, assim como diversos autores, mas pelos comentários a eles. Martim Vasques da Cunha demonstra possuir um nível cultural completamente fora de série, para dizer o mínimo, e certamente poderia elaborar ainda mais seus pontos e não o fez para não tornar o livro desnecessariamente maior (Afinal, estamos falando de 591 páginas antes dos agradecimentos e notas, que são abundantes).
Posto isso, foi uma leitura incrível. Não li todos os livros analisados pelo autor, mas a análise que ele faz destes, combinando elementos de suas respectivas biografias, causa diversos momentos de “Verdade! Nunca tinha pensado sobre isso”.
O esteticismo é uma espécie de guia da crítica do autor, que explica que diversos deles focam nisto em vez de realmente contar uma boa história. Vários deles não trabalham a “imaginação moral”, o que explicaria a nossa situação brasileira atual, com autores que escrevem para agradar seus pares em vez do público. Ponto importantíssimo, que explicaria provavelmente porque brasileiros não praticarem o hábito da leitura.
É muito “politicamente incorreto”, como a própria capa sugere? Na verdade não. São críticas válidas muito bem elaboradas e referenciadas. Um livro desses não poderia ser escrito por qualquer um tanto pela alta exigência intelectual quanto pela coragem. Afinal, criticar os nossos excessivamente glorificados autores e críticos exige coragem, entre eles Antonio Candido e os “criadores” do Modernismo.
Certamente recomendo a leitura, sendo um livro que jamais ficará desatualizado. Além disso, instiga a leitura de diversos livros mencionados na obra, sem a “reverência antecipada”, mas com um olhar crítico e mente aberta.
Obs.: Se estiver em uma livraria, recomendo a leitura do capítulo “A excitação do abismo” (356-362) para ter um feeling do livro, além de um verdadeiro choque de realidade. É, para mim, um dos principais pontos do livro, dando uma ideia do que esperar das outras 600 e tantas páginas.
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