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50 PRINCIPAIS AVALIADORES
10 de janeiro de 2016
Sempre gostei dos livros e filmes de ficção científica. Viagens no tempo e no espaço, tecnologias, universos paralelos, acho tudo isso muito interessante. Mas os livros e filmes que mais me conquistam são aqueles que, enquanto descrevem essas situações, ao mesmo tempo valorizam o lado humano dos personagens, de tal forma que as emoções se sobrepõem à futurologia.
Alguns exemplos – Laranja Mecânica, Uma Odisseia no Espaço, O Homem Ilustrado, Crônicas Marcianas, todos os da série Robôs de Asimov, entre outros.
No caso de O Homem do Castelo Alto (1962), o cenário sombrio em que os Aliados perdem a II Guerra após o ataque a Hiroshima, um mundo dividido entre Alemanha nazista e Japão, em que negros continuam escravos e judeus tentam se esconder sob identidades falsas, os dramas de vários personagens são analisados em detalhes. Todos têm conexão entre si e todos, de alguma maneira, convergem para um livro polêmico chamado “O Gafanhoto Torna-se Pesado”. Seu autor vive isolado num castelo no alto de uma colina.
Nesse livro, o autor descreve uma realidade em que a II Guerra não foi perdida pelos Estados Unidos. O tema desperta a atenção das pessoas e o livro acaba sendo proibido.
Outra influência constante na vida dos personagens é o livro I Ching, disseminado após a presença dos japoneses se impor. Alguns personagens não tomam qualquer decisão sem antes consultá-lo. O próprio autor declarou que ele mesmo fez várias consultas enquanto escrevia o livro.
O que há de interessante nesse enredo é um questionamento básico presente em quase toda obra de P. K. Dick: afinal, o que é a Realidade? Será que há uma outra Realidade alternativa a essa em que vivemos? Poderíamos alterar a nossa Realidade?

Recomendo ler e reler (foi o que eu fiz).
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