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11 de setembro de 2018
Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano conta, sob a perspectiva de John Douglas, o surgimento da Unidade de Apoio do FBI. O autor é também um dos personagens principais do livro, tendo em vista que foi o fundador e, durante muitos anos, chefe desta seção especial do Federal Bureau of Investigation (FBI). Mindhunter, escrito em parceria com Mark Olshaker, de certa maneira, acaba também cumprindo uma função de autobiografia de Douglas.

John Douglas foi um dos primeiros a aceitar a junção entre criminosos e psicologia, desenvolvendo, juntamente com outras pessoas, métodos para a elaboração de perfis psicológicos que possibilitariam a identificação de um suspeito. O autor está vivo, mas se aposentou do FBI depois de 25 anos de trabalho. Douglas tem formação em sociologia, educação física e recreação pela Eastern New Mexico University e mestrado em psicologia e orientação e aconselhamento pela University of Wisconsin-Milwaukee.

Com sua experiência em campo, John foi transferido para a Unidade de Ciência Comportamental do FBI, onde começou a ensinar negociação de reféns e psicologia criminal aplicada. Douglas costumava viajar a trabalho, dando palestras a departamentos de polícia locais sobre esses tópicos, dessa maneira, aproveitou o tempo na estrada para visitar cadeias e entrevistar assassinos e agressores sexuais famosos. O resultado dessas conversas foi publicado no livro “Sexual Homicides: Patterns and Motives” e, posteriormente, no seu Manual de Classificação Criminal. John Douglas recebeu dois prêmios Thomas Jefferson pela Universidade da Virgínia por sua excelência acadêmica nos estudos da psicologia criminal.

Mindhunter, com seu caráter autobiográfico, acaba demorando um pouco para dar o que o leitor busca. O livro inicia com experiências pessoais de John Douglas e se atém menos do que o esperado na descrição das entrevistas com assassinos famosos, como Ted Bundy e Charles Manson. Como relato da inovação no estudo da psicologia criminal, até então rodeada de preconceitos do FBI, e da criação da Unidade de Apoio do FBI, o livro parece fidedigno. É nesse contexto que a famosa expressão “serial killer” é criada por Robert Ressler, que foi tão participante quanto Douglas da criação da seção especial e no estudo dos assassinos em série. A Dra. Ann Burgess é outra personagem importante. Professora na Universidade de Boston, ela foi pioneira no tratamento do trauma em vítimas de estupro. Sua grande contribuição para o FBI foi seu trabalho como consultora de John Douglas e Robert Ressler no desenvolvimento das teorias para o desenvolvimento dos conceitos e processos do perfil psicológico de assassinos em série.

A obra sacia a curiosidade de muitos em relação ao que é licença poética e o que é realidade em muitas séries, filmes e livros policiais que tratam de perfis psicológicos. Enquanto muitos acreditam no milagre de perfilar criminosos a fim de encontrá-los, Mindhunter vem para mostrar que não há nenhuma mágica. É necessário um trabalho longo, exaustivo e dedicado que, muitas vezes, pode apenas servir de confirmação para um suspeito já existente ou, até mesmo, não levar a lugar nenhum.

Muitos filmes e seriados já se basearam em John Douglas para criar seus personagens, dentre eles, vale destacar Jack Crowford, em O Silêncio dos Inocentes, e Jason Gideon e David Rossi, em Criminal Minds. Esta última série, inclusive, utiliza do método de criar perfis psicológicos na caçada a assassinos em série. A publicação do livro no Brasil, inclusive, pegou carona no lançamento da série homônima pela Netflix.

Mindhunter não é um livro de ficção, mas consegue satisfazer a necessidade de um leitor acostumado com romances policiais recheados. É claro que seria muito bom não encontrar tantos detalhes da vida pessoal de John Douglas, mas a obra tem um valor histórico tão grande para os amantes da literatura policial que se torna possível passar por cima dessa questão. Jonathan Demme, diretor de O Silêncio dos Inocentes, disse que “John Douglas sabe mais de assassinos em série do que qualquer outra pessoa no mundo”. Isso ficou bem claro em Mindhunter.
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