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4 de abril de 2018
"A abolição do homem" de C. S. Lewis é um livro relativamente pequeno (apenas 3 capítulos e um anexo), mas muito denso.
Basicamente é uma defesa da moralidade absoluta e valores universais, contra o relativismo.
O ponto de partida no capítulo 1 é a "agenda oculta" do relativismo introduzida consciente ou inconscientemente por dois autores em um livro de inglês usado nas últimas séries das escolas inglesas, e já dá uma pincelada que a consequência dessa agenda será produzir "homens sem peito".
Achei esse primeiro capítulo o mais difícil de se ler, provavelmente por não ter o contexto da época e ter dificuldade em entender todas as referências. Mas tirando essa estranheza inicial, em diversos momentos tem-se a impressão de que Lewis não está mais se referindo ao "Livro Verde" de 1939, mas sim diretamente a alguns casos recentes que presenciamos no Brasil de "agenda oculta" em episódios relacionados a política, educação, meios de comunicação, artes, etc. Pois é... a história se repete...
No capítulo 2 (O caminho) a leitura começa ficar bem mais interessante e fluída, quando Lewis mostra os absurdos e a inconsistência lógica do relativismo.
No capítulo final, Lewis pinta o quadro de um futuro distópico, expondo as consequências do relativismo. Quando o homem achasse que tivesse conquistado a natureza, na verdade o resultado teria sido a perda da própria humanidade: "a abolição do homem".
Existem outros ataques ao relativismo que são bem mais curtos, simples e claros. Mas nenhum tem a mesma elegância desse livro :)
Recomendo, muito atual!
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