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3 de dezembro de 2018
O início do livro, o reinado de Aegon I e suas irmãs, apesar de muitas informações repetidas consegue nos prender a leitura pelo estilo de narração do Arquimeistre Gyldayn, que é satírico e faz questão de nos contar dois, três, quantos lados existirem da mesma história. Duelos como o de Balerion do Rei Maegor contra a Mercúrio de seu sobrinho Aegon, o Sem Coroa, sob o Olho de Deus, tornam o livro épico e nos inspiram a continuar a leitura. Alysanne e Jaehaerys não tenho nem palavras para a união desses dois, apesar de toda dificuldade que enfrentaram, a oposição ferrenha da Mãe Alyssa e do padrasto que foi Mão do Rei, além das acusações de incesto que vinham do Septo Estrelado de Vilavelha e que derrubaram o reinado de seu pai. Apesar de tantos contratempos é bonito ver como enfrentaram tudo com inteligência e perspicácia. O livro está cheio de heróis e vilões, e de heróis que se tornam vilões e vilões que se tornam heróis, recheado de mortes surpreendentes, revelações inéditas como o roubo de 3 ovos de dragão em Pedra do Dragão em 54DC, ovos esses que viajaram o continente de Essos para serem dados à Daenerys quase 250 anos mais tarde.
Talvez o único ponto que deixe a desejar seja a tradução de alguns nomes que não deveriam ter sido traduzidos, logo notados no início da história: traduções das espadas como Fogonegro (Blackfyre), Irmã Sombria e o próprio lema da família Martell de Dorne ficam estranhos para quem está habituado a ler a tanto tempo de um jeito, mas não comprometem a leitura de maneira nenhuma.
Uma obra que nos mostra a raridade e genialidade da escrita de George Martin, colocando pingos nos is, amarrando a história como só ele sabe fazer.
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