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16 de outubro de 2018
Essa é uma obra de Balzac antes da "Comédia Humana", mas já mostrando todo o potencial do autor para descrever o ser humano de forma crítica e irônica.

*Não* é uma obra ficcional, mas sim um tratado no qual faz uma taxonomia de todas as formas que um homem de bem (não confunda com a definição atual...) de Paris do século XIX possa ser separado de seu dinheiro. Começa pelos mais óbvios, que são os ladrões (batedores de carteira, ladrões de chapéus, arrombadores), passando pelos arrecadadores de 'contribuições' (igreja, senhoras da sociedade) culminando nos piores dos piores: as instituições da sociedade (tabeliães, advogados, casa de penhores, loterias, cassinos)!

Apesar do foco ser a sociedade parisiense do século XIX, boa parte dos temas tratados continuam bem atuais e válidos. Alguns dos itens perderam o sentido, mas a mera descrição com uma prosa muito agradável de como eram os costumes da época já é algo muito saboroso.

Pode-se até comparar essa obra com "O príncipe" de Maquiavel, só que ao invés de ter um tema tão nobre quanto a manutenção de um Estado / Principado, Balzac escreve sobre um tema mundano: como fazer com que um indivíduo não seja rapinado em uma sociedade cheia de escroques querendo tomar-lhe o dinheiro. Neste sentido, a leitura deste livro no Brasil faz-se muito necessária.

Em suma, um excelente livro que pode servir de ponto de entrada para a obra de Balzac; ou para os que já o conhecem, para ver um outro tipo de escrita dele, tão interessante quanto suas obras da Comédia Humana.
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