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Avaliado no Brasil em 21 de maio de 2020
"A mulher na janela" foi escrito pelo autor A. J. Finn e publicado em 2018 pela editora Arqueiro.

A história vai acompanhar a cabeça e memórias da Dra. Anna Fox, uma psicóloga infantil que sofre de agorafobia; transtorno psiquiátrico em que a pessoa apresenta um medo absurdo de se expor em ambientes abertos.

Há cerca de 11 meses presa dentro de casa, recém separada de seu marido, Ed e da sua filha, Olívia, a personagem leva uma vida monótona e repetitiva entre as paredes de sua enorme casa: filmes antigos e clássicos, muito vinho (Merlot), acessos ao Ágora (rede social específica para portadores da doença), remédios, terapia, fisioterapia, aulas de francês e seu hobby preferido; invadir a privacidade e espiar os vizinhos através de sua câmera Nikon com uma excelente lente.

Em determinado dia, novos vizinhos recém-chegados de Boston mudam-se para uma casa em frente a sua, o que aguça sua curiosidade em “conhece-los”: Jane, Alister e Etan; mãe, pai e filho. Por uma determinada situação, Anna termina conhecendo Jane e estas passam a ser amigas, com confidências e trocando taças e taças de vinho. Porém, em uma determinada noite Anna presencia algo, que vai colocar em prova sua sanidade mental.

O livro é narrado em 1ª pessoa logo, podemos “sentir” muito bem todos os anseios, dúvidas e temores da personagem. Há muitos fluxos de pensamentos e regressão em sua história, para entendermos algumas consequências no presente. Uma coisa bem retratada na narrativa é o desacreditamento da nossa personagem pelo fato de ser alcoólatra e portadora de transtorno psiquiátrico, o que faz pensarmos (e os outros personagens também) quão confiável será sua “realidade” ou a distorção dela. Alguns momentos de “gaslighting” são colocados no livro como forma de ratificar essa dúvida.

Os capítulos iniciais têm um ritmo mais lento, mas após os acontecimentos chaves, a leitura torna-se mais rápida e fixante. Ao longo da narrativa, o leitor irá confabular bastante, suspeitar de todos os personagens e criar teorias. A solução para o problema principal foi inteligente, sendo bem coeso com o restante da narrativa; contudo senti que o final poderia ser melhor trabalhado, me deu a impressão que a resolução aconteceu como uma “luzinha que se acende”.

Vale a leitura, é um Thriller que prende a atenção, com uma leitura fácil e rápida. :)
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