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Avaliações dos clientes

10 PRINCIPAIS AVALIADORES
30 de abril de 2017
Se é verdade que toda arte aspira a “status” de música, a abertura de Macbeth se aproxima da perfeição, assim como a tradução de Manuel Bandeira – minha favorita em português. A contenção dos elementos e as batalhas dos homens são os temas do colóquio das bruxas. Mas suas linhas são mais abertura do que cena, e o drama tem uma segunda abertura dada pela conquista de Macbeth contra os rebeldes. A passagem é como uma mancha de sangue em toda a primeira página da peça. Esta dupla abertura é o que define precisamente o que o leitor pode esperar: um trabalho que não é dedicado somente ao supernatural e nem ao sangue, mas uma relação entre os dois chamada paixão. Paixão originalmente significa a capacidade de ser afetado por agentes externos. Neste sentido, Macbeth é uma peça sobre a paixão humana. “A guerra ara o solo; quem ganha não é o que conta; o que conta são as sementes plantadas; é o que determina o futuro”. Macbeth é, no fundo, um homem de nobres intenções que dá forma a seus apetites. E quem em um momento ou outro não foi esse homem? Quem, olhando para trás ao longo de sua vida, não pode perceber alguma catástrofe moral que escapou por polegadas? Ou não escapou. Macbeth revela quão perto podemos estar do precipício. Assim, alguns leitores podem sentir um certo grau de identificação com Macbeth, como o fazem com Hamlet. Não esperamos ser tentado a matar ninguém, mas conhecemos bem o que é ter uma alma dividida. Se Hamlet e Macbeth são irmãos imaginativos, a diferença é que Macbeth começa mais ou menos onde Hamlet patina: “Atos são os únicos anestésicos para os medos, mas seu defeito como medicamento é o fato de que a dose precisa ser aumentada com uma rapidez alarmante”. A principal característica da peça é a sua brevidade: não tem começo nem meio, no sentido aristotélico; é principalmente fim. Quando vista no contexto de outros trabalhos de Shakespeare, Macbeth simboliza a descida de Shakespeare ao inferno, como as novelas psico-religiosas de Dostoievsky. Em suma, Macbeth é um marco na exploração do homem precisamente naquilo que nossa cultura chama de inconsciente. Nietzsche em “O Berço da Tragédia” escreve que os sonhos e dramas saem de uma raiz comum. Ás vezes nos sonhos pessoas que têm sido deliberadamente cruéis podem obter um vislumbre do que fizeram, e que companheiros agora elas têm. Este é precisamente o horror que Macbeth encontra após conquistar o desejado. Boa leitura.
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