Avaliações dos clientes

22 de janeiro de 2018
O próprio autor do livro disse que a trilogia conjurador é baseada em obras como Senhor dos Anéis, Harry Potter e Pokémon, quando eu li Conjurador: Aprendiz, percebi o porquê de ele ter dito isso. Porém, a forma como o autor usou tais elementos de outras obras foi bem criativa e interessante, algo que eu nunca tinha visto, ele criou um novo universo. O primeiro livro foi o que mais gostei, com um enredo bacana e um final que me deixou curioso para ler os outros livros. O segundo livro, denominado a Inquisição, possui um enredo bastante enrolado, abordando bastante intrigas políticas, e um final previsível. Apesar disso, ele deixa a impressão de que o último livro será o melhor da série, com questões respondidas e bastante ação no desfecho da jornada de Fletcher.
Enfim, eu achei o terceiro livro ruim, um enredo muito fraco e previsível, partes descritivas exageradas, clichês e nada de surpreendente. Tem batalhas interessantes, mas o motivo para que elas ocorram são justificações muito sem graças. O autor focou em deixar as batalhas legais, e isso funcionou, mas a história ficou muito óbvia. Acho que ele tinha vários elementos para criar mistérios e deixar tudo mais interessante, mas não o fez. Decepcionante. Não recomendado!

ATENÇÂO: SÓ LEIA SE JÁ TIVER LIDO O LIVRO
O livro começa com o protagonista no éter, em uma corrida contra o tempo para sair do local. Depois de um tempo, Fletcher encontra o Orc branco, o líder dos orcs. Esse vilão é bem clichê "Mwhahaha vou dominar o mundo e transformá-lo em trevas", mas enfim, esse nem é um problema plausível, já que muitos vilões são assim. Depois que Fletcher volta para o seu mundo, começa a parte das intrigas políticas entre anões e homens, mas esse assunto já deu o que tinha que dar, o autor estende isso por muito tempo, fica chato, e também tem o baile com os nobres malvados dando risada de vilão. Depois disso, Fletcher e seus amigos vão para Raleighshire e começam a reconstruir o local (muito enrolada essa parte, dá sono), então descobrem que os orcs vão atacar com o exército inteiro ao mesmo tempo em ambas as passagens para o reino (muito estratégico, não?). A batalha começa e se estende até o final do livro, com os dragões batalhando, é a melhor parte, tudo bem descrito.
O Fletcher é um personagem muito perfeito, todo mundo gosta dele, e é meio irritante que ele não tenha nenhum problema, o herói clichê dos livros de aventura. Não preciso nem falar do romance entre ele e Sylva, amor proibido, mais clichê impossível, quer dizer, tem a parte dos velhos se sacrificando também. E a mãe do Fletcher, a parte que ela fala no final é tão sem emoção, também, depois dos professores casando pareceu final de novela. Só gostei das batalhas que foram bem descritas, mas não recomendo a saga Conjurador, pois o primeiro livro propõe algo que não se concretiza nos outros livros: algo criativo, com ação e enredo bem construído na dose certa.
A magia poderia ser mais explorada, mistérios em relação aos Orcs poderiam ter sido criados, enfim, qualquer coisa para dar mais emoção no fim da trilogia, não somente uma batalha com a estratégia de atacar com força total e fim. Mais uma vez: Decepcionante. Não recomendado!
3 pessoas acharam isso útil
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4,6 de 5 estrelas
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