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Avaliado no Brasil em 31 de maio de 2019
Sou um grande fã do Murakami. Em O assassinato do comendador, no entanto, o autor começa a mostrar sinais de que está se tornando autoindulgente. "O Assassinato" repete muitos temas e situações de Crônica do Pássaro de Corda (um dos melhores livros do autor, em minha opinião). Temos, novamente, um homem divorciado que se devota a uma vida reclusa, abandona a sociedade e começa a experimentar eventos sobrenaturais que, em última instância, são um reflexo das suas próprias inquietudes interiores. É natural esperar alguns temas recorrentes na obra do autor, como referências às revoltas estudantis do Japão de 1960, o whisky cutty sark, gatos pretos misteriosos, jazz e críticas à extrema direita japonesa. No entanto, `o assassinato" exagera na autoreferência e transformas os temas frequentes do autor em clichês. Além disso, se em "crônicas" os elementos sobrenaturais eram intrigantes e aterradores, em "o assassinato", eles beiram o cômico, destoando da narrativa geral. Por outro lado, Murakami continua um mestre na arte de descrever situações cotidianas de maneira envolve, de forma que a obra segue sendo uma leitura agradável. Em resumo, talvez o pior livro do autor mas ainda acima da média.
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4,6 de 5 estrelas
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