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Avaliações dos clientes

500 PRINCIPAIS AVALIADORES
9 de junho de 2019
Serial killers sempre foram objeto do meu interesse. Pessoas diferentes, comportamentos estranhos, coisas bizarras me interessam. Portanto, este livro me interessou muito. Assim como Wonder Women, de Sam Maggs, mulheres esquecidas pela História - essencialmente contada por homens - renasceram.

No posfácio a autora explica que preferiu ater-se a casos antigos, mas nesta edição a DarkSide colocou uma espécie de lista complementar, citando brevemente outros casos de serial killers femininas, inclusive da atualidade. Aliás... essa DarkSide, bonitinha mas ordinária e seus erros de revisão: amiga, deixa de ser muquirana e paga por bons revisores, pela deusa! Tá feio isso. Erros primários de gênero, personagens que surgem do nada... afe! Tanto empenho na parte gráfica e tanto descaso com o texto!

“Lady Killers” é o primeiro livro de Tori Telfer, tentei não ser muito exigente. Porém, acho que em algumas partes ela tentou ver graça em coisas que não tinham graça nenhuma; o curioso é que Sam Maggs faz o mesmo em Wonder Women, de forma mais irritante. Parecendo ler meus pensamentos, Tori meio que pede desculpas no posfácio caso tenha feito isso. Desculpei, mas não gostei.

Como as histórias são muito antigas (a assassina serial mais recente do livro viveu nos anos 50 se não me engano*), alguns dados são imprecisos, há muitas conjecturas. No caso da “Condessa Sangrenta” Elizabeth Báthory, por exemplo, uma das mais famosas, os rumores de que tinha a prática de banhar-se em sangue para reter a juventude provavelmente são falsos, mas a transformaram numa lenda.

Há questões muito interessantes no livro:
1. O fato de que, ainda que tenham provocado horror em suas épocas, a maioria destas mulheres foi esquecida, embora algumas delas tenham matado tanto ou mais que alguns homens que continuam sendo lembrados, como, por exemplo, Jack, O Estripador;
2. A questão de que, em pelo menos dois dos casos retratados neste livro, mulheres bem sucedidas, ricas e independentes eram uma afronta social e alvo de intrigas, mexericos e, provavelmente, de falsas alegações;
3. A comparação do tratamento dado pelo judiciário de Chicago dos anos 20 a mulheres belas. Beulah Annan e Belva Gaertner, as belas - retratadas no musical Chicago como Roxie Hart e Velma Kelly - foram inocentadas de assassinato na mesma época em que Tillie Klimek foi condenada à prisão perpétua por seus crimes. Tillie era polonesa e mal falava inglês, mesmo tendo chegado criança aos Estados Unidos; também era considerada feia e desprovida de charme. Ao contrário de Beulah e Belva.

Em resumo, gostei com ressalvas. Aguçou meu interesse, mas eu procuraria outras fontes para maiores detalhes. De qualquer forma, foi uma leitura envolvente.

*Me desculpem, infelizmente passei o livro à frente antes de escrever sobre ele e agora não tenho como consultá-lo.

Nota: Esta edição tem um extra bem bacana com recomendações de filmes que eu simplesmente adorei! Ponto positivo.
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4,8 de 5 estrelas
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