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24 de outubro de 2016
Esta foi uma das últimas obras deixadas por Carl Gustav Jung (pronuncia-se "Iung"). Escrito junto a colaboradores, no final de sua vida, este livro é uma porta de entrada ao pensamento de Jung e foi escrito de forma acessível e com clareza, pois se destina ao público leigo. O primeiro capítulo é uma exposição de Jung sobre os principais conceitos presentes na sua "psicologia analítica", tais como o de "personalidade extrovertida e introvertida", "arquétipos", "anima (feminino)" e "animus (masculino)", "complexo" e "inconsciente coletivo". Filho de um pastor, Jung afastou-se da religião ao estudar os símbolos e a mitologia. Seus trabalhos foram tão importantes que influenciaram, além das áreas da psiquiatria e da psicologia, também na antropologia, sociologia, arte, mitologia, religião e literatura. Jung foi amigo de Freud, com quem trabalhou, embora apresentassem diferenças. Jung não aceitava a pulsão de morte de que falava Freud, e este não admitia o interesse de Jung sobre fenômenos espirituais, motivos pelos quais romperam. Importante ressaltar o lado místico de Jung é justamente aquele trazido pelos estudiosos da mitologia e da história das religiões, tais como Joseph Campbell e Karen Armstrong, que veem a importância da mitologia para que o homem se situe nas suas tradições culturais. Jung cita o erudito Joseph Campbell neste livro, mas foi Campbell quem teve grande influência de Jung nos seus estudos sobre a mitologia, que o levaram a escrever livros como "O herói de mil faces" e outras obras em que ele se debruça sobre a função dos símbolos na mitologia e na religião. Para Jung, a mente não é uma “folha em branco”, mas sim um reservatório de imagens coletivas que o homem acumulou desde eras primitivas quando a psique do homem e do animal andavam juntas e o irracional ainda existe no homem de hoje, tanto que ele é assombrado nos sonhos por arquétipos de longínguas eras, muitos deles explicados neste livro, que também traz cerca de 500 imagens elucidativas. Jung fazia uma crítica ao culto exclusivo da razão, uma vez que a formação humana passa por outros fenômenos que escapam à racionalidade, tais como o controle sobre as funções internas e o nosso inconsciente. É por isso que Jung fala, neste livro, que o homem moderno, ao abandonar a mitologia e fazer culto exclusivo da razão, tornou-se um pobre coitado, despojado de sua tradição e cultor de um outro mito, o da autossuficiência da razão. Vale a pena ler este livro, que apresenta muitas análises sobre os símbolos, sobre sua manifestação nos sonhos e na cultura, na mitologia, nas religiões, na literatura e, inclusive, na música. O escritor alemão Hermann Hesse, vencedor do Nobel de 1946, escreveu o livro "Demian", que é um romance baseado nos estudos de Jung. Mais recentemente, entre nós, o cantor Ritchie já expressou a importância deste livro "O homem e seus símbolos" em sua vida, declarou que a música "Menina Veneno" foi inspirada nele, sendo que a donzela venenosa é uma manifestação da anima, da alma feminina presente no homem, receptiva ao irracional e à capacidade de amar. Por essas e outras a gente não pode deixar de ler este fantástico livro! Esta é a terceira edição brasileira da obra. O conteúdo é o mesmo, e foi adaptado às novas regras da reforma ortográfica. Como complemento a esta obra, indico o recém lançado livro "Memórias, Sonhos e Reflexões", que é uma espécie de autobiografia de Jung.
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