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Avaliado no Brasil em 3 de outubro de 2013
O conto se passa na época do Império Romano, uma grande máquina de guerra, que destruía os povos mais fracos por onde passava. Nessa história, eles chegam à ilha de Britannia, onde seu povo nativo resiste, mesmo em menor número, mas com muita bravura. O conto já começa dinâmico, logo antes da batalha, quando os ânimos dos guerreiros estão aflorados. Os dois lados são exibidos para o leitor, de maneira que você não sabe para qual lado torcer - e nem acho que seja a ideia escolher um lado, apesar de eu ter me afeiçoado mais aos celtas, que lutavam por sua liberdade.

Já aqui se percebe o cuidado do autor com a pesquisa e a veracidade histórica, apesar de ser uma ficção. É interessante notar que há sim descrição, mas nenhuma é desnecessária ou enfadonha: pelo contrário, o autor delineia uma situação e permite que a imaginação do leitor viaje por espaços demarcados em seu texto. A batalha, as lutas corpo-a-corpo, todo o cenário, são extremamente verossímeis. É um trabalho que vai além da escrita e da imaginação.

Mas o que realmente me surpreendeu positivamente nesse conto foi o elemento sobrenatural que foi nele inserido, na figura da rainha de Britannia, Buddug - e vale lembrar que ela também é uma figura histórica. Há algo de fantástico aqui e até mesmo um toque aterrorizante, que muito me agradou. Para mim, a inserção dessa personagem deu um toque exótico e especial ao conto, uma quebra naquele clima de homens, batalhas e exércitos, mas de maneira extremamente positiva. Foi o que mais me agradou na história e algo que deu um brilho incrível na conclusão sangrenta desse ótimo conto.
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