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Avaliações dos clientes

50 PRINCIPAIS AVALIADORES
10 de março de 2018
A abertura do livro é sensacional, uma homenagem aos grandes escritores de ficção científica do passado: Edgar Rice Burroughs, Leigh Brackett, Catherine Moore, Ray Bradbury e Roger Zelazny,
Martin faz um pequeno resumo de sua infância e juventude vividas em nova Jersey, numa família da classe operária. Moravam em um conjunto habitacional do governo, não tinham carro, quase nunca saiam de casa e viviam com poucos recursos.
Como era um leitor voraz, viajava sem sair de casa. Devorava quadrinhos, histórias de super-heróis, alguns clássicos juvenis e, mais tarde, livros de bolso baratos. Basicamente histórias de suspense, ficção científica e mistério.
E foi assim que aquele jovem se apaixonou por Marte, o antigo Marte, o velho Marte do título desse livro. Ainda não sabíamos nada sobre o Planeta Vermelho. Nas aventuras que aquele menino lia, Marte era apenas um deserto, seco, frio e vermelho, berço de antigas civilizações, feras estranhas, canais secos e ruínas.
Enfim, um planeta que sempre exerceu um estranho fascínio sobre a humanidade. E assim surgiram romances que se tornaram clássicos: A Guerra dos Mundos (H. G. Wells), Uma Princesa de Marte (Edgar Rice Burroughs), diversos livros de Robert A. Heinlein, As Crônicas Marcianas (Ray Bradbury), Uma Rosa Para Eclesiastes (Roger Zelazny) entre outros.
Até que, nos anos 1960, o Programa Mariner, da NASA, pôs fim aos dias de glória e fama do velho Marte. A Mariner revelou ao mundo que Marte era muito diferente daquele imaginado pelos antigos escritores. Não foram encontrados os vestígios de antigas civilizações, nenhum animal estranho e muito menos marcianos de pele cor de cobre e olhos dourados. No lugar dos canais, havia crateras.
Os leitores se sentiram desiludidos pois aquele não era o planeta que desejavam, o planeta que havia inspirado tantas histórias e aventuras nos anos 1930, 1940 e 1950.
Hoje em dia, as histórias se passam no Novo Marte, ou seja, ele não foi totalmente abandonado. Em vez de marcianos, feras e antigas ruínas, estamos agora procurando por micróbios.
E foi então que os organizadores desse livro tiveram a ideia de convidar alguns escritores para criar 15 histórias inéditas, que se passem no Velho Marte.
Acho o título original mais adequado do que o escolhido para a edição brasileira. A mim, faz lembrar um livro que adoro – As Crônicas Marcianas, de Ray Bradbury. Que por sinal eu acho excelente.
Quanto às histórias, embora tenham sem dúvida qualidade, não me conquistaram. Talvez exatamente porque o Velho Marte já não exista mais, nem na realidade, nem em nossa imaginação. Fica difícil ler até o fim um conto em que um navio (isso mesmo, um veleiro) faz uma viagem pelo espaço. Além disso, as histórias são meio repetitivas, com personagens estereotipados.
Hoje eu espero algo que explore o que a tecnologia desenvolvida por nossa Ciência sabe sobre o Universo, sobre o nosso planeta e seus irmãos do sistema solar. E olha que sabemos muito pouco.
Mas, vale pela curiosidade e pelo saudosismo.
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