Avaliações dos clientes

100 PRINCIPAIS AVALIADORES
22 de janeiro de 2019
O título refere-se à proposta moral básica que o cristão deveria assumir: imitar Cristo. A “Imitação”, como se costuma chamar esta obra escrita no início do século XV, é composta de quatro livros: (i) Avisos úteis para a vida espiritual; (ii) Exortações à vida interior; (iii) Da consolação interior; e (iv) Do sacramento do altar. O mais longo deles é o terceiro.

Cada livro é subdividido em capítulos de tamanhos parecidos, ideais para a leitura devocional diária. Cada capítulo é composto de itens numerados e contém, ao final, uma seção de “reflexões”, que no e-book vem em fonte de tamanho menor; normalmente o trecho final das “reflexões” é escrito em forma de pedido, como se fosse uma oração. {{Nota: pelo que pesquisei, as reflexões não são do texto original, mas acrescidas por um padre francês.}}

A ordem das palavras e a sintaxe desta tradução são, em diversas frases, pouco usuais — corretas, mas como que latinizadas ou antigas. Há erros de digitação também, mas são em menor número do que o início faz supor. Alguns trechos exigem releitura para a compreensão exatamente por conta do estilo usado na composição das frases.

Ao longo do livro, muitos temas são abordados, alguns deles sendo retomados em mais de um ponto, o que faz com que a leitura curta e diária seja proveitosa.
Vou copiar algumas passagens que destaquei:

— “O humilde conhecimento de si mesmo é mais curto caminho para Deus que as investigações profundas da ciência” (I.3);
— Todo o capítulo 20 do livro I, que versa sobre a solidão e o silêncio;
— “Não há criatura tão pequena e tão vil que não represente a vontade de Deus” (II.4);
— “Se queres levar com ânimo a tua cruz, não te inquietes de seu peso; ele se tornará leve pela total conformidade com a vontade de Deus” (II.9 - Reflexões);
— “Não é ilusão seres tu, algumas vezes, arrebatado a êxtase repentino e caíres depois nas fraquezas habituais do coração” (III.6);
— “O que mais impede a consolação celeste é que somente tarde recorres à oração” (III.30);
— “[Cristo,] Concedei que eu rejeite e despreze, prontamente, as imagens do vício” (III.48);
— “[Cristo,] Perdoai-me e usai comigo de misericórdia, todas as vezes que, na oração, eu pense em alguma coisa fora de vós. Porquanto, em verdade, confesso que me acostumei a estar nela muito distraído” (III.48);
— “Sem a vossa graça, Senhor, nada valem, diante de vós, as artes, as riquezas, a beleza e a força, o talento e a eloquência” (III.55);
— “[É preciso] pedir com solicitude a graça da devoção” (IV.15).

CONCLUSÃO: é um bom livro; vou tirar uma estrela apenas porque há alguns erros de digitação e de formatação no e-book, e porque em alguns pontos a tradução poderia ter simplificado um pouco mais — sem perder a correção gramatical por que sem dúvida prima. Recomendo a leitura.
7 pessoas acharam isso útil
22 comentários Informar abuso Link permanente

Detalhes do produto

4,8 de 5 estrelas
102 classificações de cliente
R$15,23