Avaliações dos clientes

13 de julho de 2017
4,7/5 PORQUE SOU CHATA e ele é muito pequenininho..
[A RESENHA COMPLETA ESTÁ NO marcadocomletras . com]
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Eu disse no começo da resenha que acompanho o Vitor há um tempo. Não costumo assistir muitas coisas dele no youtube (porque tenho problemas com o youtube, não tentem entender), e não gosto de rotulá-lo como "youtuber" (nem esse livro como "livro de youtuber" porque aí o preconceito já começa, né), MAS eu sei como o Vitor fala. Sei como o Vitor escreve porque é isso o que leio todo dia pelo twitter, pelo blog, etc. E eu tive uma extrema dificuldade de separar o autor do personagem: o Vitor e o Felipe parecem A MESMA PESSOA. Em certo ponto, não vou saber dizer qual, dá pra diferenciá-los, mas no começo era como se eu estivesse lendo o próprio Vitor! Porque a escrita que ele transpôs pro personagem do Felipe é quase idêntica ao jeito que o Vitor fala de si, fala das coisas da sua vida no twitter, por exemplo. Por um lado isso é péssimo: o livro não é uma auto-biografia (né? Eu acho, apesar das semelhanças com a realidade, digamos) e, apesar de ser muito comum a gente querer transpor pra história do personagem partes da nossa própria história (eu faço isso o tempo todo, às vezes sem perceber), acho que é importante separar as coisas. Ponderar, sabe? Porque, veja bem, se você gostar do Vitor (dele mesmo, como pessoa que você "conheça" através das redes sociais), você vai amar o livro. Mas se você não gostar, pode ser que a leitura não te agrade. E isso não deveria estar atrelado, né? Gostar do autor e gostar do livro dele não deveriam ser coisas "acorrentadas"; posso gostar do livro e não necessariamente da pessoa que o escrever, e vice-versa. Enfim! Deu pra entender o que eu quero dizer? Espero que sim. E só quero deixar claro que isso não é de todo ruim aqui (pra mim) porque eu gosto do Vitor e gostei do Felipe, ponto.

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De certo modo, algumas partes me lembraram o livro do Danilo (Leonardi), "Por que Indiana, João?", que eu também adorei, mas que não fiz resenha aqui (tem no skoob, porém). Aliás, bastante coisa que tem no livro do Danilo tem nesse livro do Vitor também, mas os personagens são completamente diferentes. São maneiras quase que avessas de se abordar o mesmo assunto e ainda assim transmitem um aprendizado valioso no processo.
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E eu espero que não tenha uma continuação, sério, porque estragaria a originalidade do texto.
O livro é muito curtinho, tem pouco mais que 200 páginas. Achei que poderíamos acrescentar, sem pecar no conteúdo ou na fluidez da leitura, umas boas 50 páginas a mais (sério), pra fechar algumas partes que ficaram bastante abertas. Algumas perguntas são deixadas no ar: e os valentões? Como Felipe vai enfrentá-los depois na escola, sozinho? E as crianças da ONG, foi só aquilo e pronto? E os pais do Caio? E como fica o relacionamento dos dois protagonistas? E o Caio terminou ou não de ler As Duas Torres??? (sim, isso é importante pra mim)

Também fiquei um tico decepcionada que a história do flamingo (presente na capa e em tudo quanto é coisa que vejo de divulgação desse livro) é super passageira e rápida e poderia ter sido retomada depois. Mas aí sou só eu sendo perfeccionista mesmo. Mas que cabia, cabia, tá?

MAS o livro me tirou de uma ressaca que durava MESES e ainda me empolgou pra escrever, um bônus que sempre me faz exaltar demais quem consegue isso. E eu chorei de fofura, e chorei lendo os agradecimentos.
Meu novo hobby, inclusive, é chorar nos agradecimentos.

Estou apaixonada.
4 pessoas acharam isso útil
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