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500 PRINCIPAIS AVALIADORES
19 de outubro de 2018
Discussões acerca da aumento da aptidão humana não são tão novas assim na ficção científica, mas uma de suas maiores abordagens na literatura está em Flores para Algernon, do Daniel Keyes. Acompanha-se nessa história a evolução de Charlie Gordon, um deficiente intelectual que foi submetido a uma cirurgia revolucionária, dantes testadas com sucesso no rato Algernon, que aumenta sua inteligência inserindo-lhe no mundo. Contado em primeira pessoa, mostrando o desenvolvimento da escrita do protagonista, dantes cheia de erros, e depois com diversas reflexões filosóficas e existencialistas, Flores para Algernon é, em primeiro lugar, um estudo sobre a mudança de percepção da realidade, em segundo uma discussão sobre os paradoxos da busca por conhecimento, e em último plano um livro sobre minoria. Há a questão do bullying, a dificuldade da família de Charlie em aceitá-lo, e a vergonha de se expor publicamente, e mesmo após adquirir um intelecto muito mais avançado do que de todos com quem convive Charlie se depara com a mesma rejeição: a hostilidade e inveja de seus colegas devido sua "superioridade", e a reprimenda dos cientistas por trás da cirurgia em permitir que sua criatura seja maior que os criadores. Daniel Keyes deixa questões como por que buscar inteligência e com que finalidade ao leitor. Oferecer inteligência sem dar também afeto não significa que se tirará disso resultados positivos, mas também pode gerar arrogância, isolamento e pessoas autocentradas. Não é à toa que esse livro é referência nas escolas estadunidenses e ganhador do prêmio Nebula.
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