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Avaliações dos clientes

10 PRINCIPAIS AVALIADORES
25 de setembro de 2018
O esperado livro de Bruno Garschagen cumpre a tarefa de continuar com um projeto iniciado com "Pare de acreditar no Governo". O conhecido estilo do autor continua evidente em toda a obra. Mesmo assim, creio que uma análise dedicada a cada parte deste livro revelará as possibilidades da obra, enquanto instrumento para instigar a busca por conhecimento e fomentar o debate, com as devidas críticas e ponderações sobre o conteúdo.

A primeira parte da obra pretende descrever a evolução - no sentido de mudança - do Direito a partir da assimilação de diretrizes que absorveram um racionalismo dogmático e abandonaram as bases no direito natural.

Em outras palavras: a aposta na razão humana fez com que o conhecimento a partir da experiência, a leitura da realidade e o respeito à moralidade fossem relativizadas em favor de uma nova concepção de direito.

A narrativa do autor é interessante, mas não tão fundamentada quanto nas demais partes do livro. Os mais críticos constatarão certo conteúdo panfletário nessa parte inicial da obra. Mas, com a devida justiça à proposta do autor, trata-se de uma introdução daquilo que será apresentado nas próximas partes.

A parte 2 da obra, na minha opinião, vale por todo o livro. Uma crítica direta e amparada em diversos artigos e notícias sobre os privilégios que são previstos em lei e concedidos a uma classe privilegiada de políticos e servidores públicos. Vale o esclarecimento ao público e a compilação das informações.

Precisamente o capítulo dedicado aos abusos de remuneração - privilégios revestidos de outras formas jurídicas - do Poder Judiciário é muito elucidativo e rico em dados.

A parte 3 é dedicada aos privilégios previstos na legislação e concedidos para determinadas pessoas, grupos, entidades e etc. Sem dúvidas, a parte mais polêmica da obra que suscitará o debate sobre a visão do autor; a concordância com alguns pontos e a discordância em outros.

Por fim, a parte 4 traz a exposição acerca dos privilégios e os efeitos sobre o Estado, a incapacidade de desenvolvimento da sociedade e do indivíduo (no campo da responsabilidade individual) e o problema da cultura que se estabelece a partir da previsão de privilégios para várias pessoas e a impossibilidade das normas jurídicas de adimplirem com tantas promessas.

Esse livro não é um trabalho técnico jurídico. Também não reproduz uma proposta de medição da eficácia social das normas que estabelecem privilégios. Trata-se de um livro de fácil leitura que pretende fomentar o debate sobre o problema da manutenção dos privilégios e a corrosão dos pilares de uma sociedade responsável e duradoura.
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