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3 de agosto de 2019
As Vinhas da Ira conta a história da família Joad, simplórios camponeses, que vivem um mar de reviravoltas e infortúnios quando são expulsos da terra que lhes pertencia desde as gerações dos antepassados.
Assim como milhares de pessoas, nasciam, eram criados, plantavam, cultivavam, alimentavam-se e, sobretudo, amavam a terra. No entanto, no contexto histórico da Grande Depressão, os bancos e as grandes companhias foram os que, mesmo sem ao menos conhecer a terra, apropriaram-se dela, inexoravelmente, desprezando todos que a tinham como seu único meio de subsistência.
Entrementes, uma miríade de famílias mudam-se para a Califórnia em função de panfletos distribuídos por todo o país, os quais apresentavam diversas oportunidades de trabalho. Todavia, os planos dos refugiados tornam-se frustrados, os impelindo a viverem como nômades, sempre procurando um local no qual possam se estabelecer e ter uma vida digna.
A família Joad e os outros imigrantes lidam com o desemprego, a miséria, exploração, morte, opressão policial, discriminação e uma sucessão de percalços infindáveis.
Um fator a ser destacado é a insensilidade e a falta de escrúpulo dos empregadores que exploram até a última gota de suor para pagar uma ninharia aos trabalhadores rurais. Portanto, há uma forte crítica ao capitalismo que estava incipiente na América.
Nesta obra, ainda, conheci uma das personagens femininas mais extraordinárias da literatura universal: a mãe Joad, a coluna da família. Que mulher, que força, que garra!
Indubitavelmente, é uma obra excepcional e marcante.
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