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14 de outubro de 2018
O narrador da história é Ismael, um jovem com experiência na marinha mercante, que decide que sua próxima viagem será em um navio baleeiro. Igualmente se convence de que deve ir a Nantucket, Massachussets, ilha famosa por sua indústria baleeira. Antes de alcançar seu destino, Ismael conhece o experiente arpoador polinésio Queequeg, com quem começa a estabelecer uma estreita amizade, apesar da aparência de Queequeg o ter assustado num primeiro momento. Ismael ingressa no baleeiro Pequod, com uma tripulação formada pelas mais diversas nacionalidades e etnias; seus arpoadores são: o “canibal” Queequeg, o “pele vermelha” Tashtego e o “negro selvagem” Dagoo. O Pequod é dirigido pelo misterioso e autoritário capitão Ahab, um velho lobo do mar com uma perna postiça feita da mandíbula de uma baleia cachalote. Ahab revelará a sua tripulação que o objetivo principal da viajem, além da caça de baleias em geral, é a perseguição e captura de Moby Dick, a baleia que lhe arrancou a perna e que diziam ter causado estragos a cada um dos baleeiros que um dia tentaram caçá-la.

“Bebei, arpoadores! Bebei e jurai, homens que tomais lugar à proa da baleeira vingadora – Morte a Moby Dick! Que Deus nos cace, se não caçarmos Moby Dick até a morte”! Os longos e afiados cálices de metal foram erguidos; e, proferindo gritos e maldições contra a baleia branca, o álcool lhes desceu pela garganta ao mesmo tempo com um sibilo”.

A história segue com o relato dessa longa viagem, da qual Ismael será o único sobrevivente.

Moby Dick fala dos limites do conhecimento. Nas páginas de abertura, ao apresentar uma coleção de trechos literários que citam baleias, Ismael descobre que, ao longo da história, a baleia tem assumido uma incrível multiplicidade de significados.

À primeira vista, o Pequod parece ser uma ilha de igualdade e comunhão no meio de um mundo racista hierarquicamente estruturado. A tripulação do navio inclui homens de todos os cantos do globo e todas as etnias que parecem conviver harmoniosamente. Ismael sente-se inicialmente desconfortável ao encontrar Queequeg, mas ele rapidamente percebe que é melhor ter um “canibal sóbrio do que um cristão bêbado” como companheiro. Além disso, as condições de trabalho a bordo do Pequod parecem promover um determinado tipo de igualitarismo, já que os homens são promovidos e pagos de acordo com sua habilidade. No entanto, o trabalho de caça às baleias é paralelo à mineração de ouro e ao comércio desleal com os povos indígenas que caracteriza a expansão imperialista. Além disso, os não-brancos executam a maioria das tarefas sujas ou perigosas a bordo do navio.
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