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Avaliado no Brasil em 5 de junho de 2017
Tradução: São XIII livros, com notas de rodapé, vertidos diretamente do latim por Lorenzo Mammi, livre-docente de filosofia da Universidade de São Paulo, e revisados por Moacyr Novaes, também professor. Agostinho divide as “Confissões” em duas partes aparentemente heterogêneas, a saber, uma primeira parte que versaria sobre ele mesmo (Livros I-X) e uma segunda parte sobre a Sagrada Escritura (XI-XIII). “Confissões”, como um todo fazem parte do grupo de livros difíceis; assim, para facilitar a vida do leitor Mammi escreveu um prefácio onde ele mostra Agostinho como o criador da sapiência cristã.

Sinopse:
As religiões do mundo não surgiram da noite para o dia. Muitos fatores tiveram que ser trabalhados antes; por exemplo, o fato de as pessoas não aceitarem automaticamente a ideia de um Deus que não era realmente feito de matéria; que estava em todos os lugares ao mesmo tempo. Poder-se-á dizer que “Confissões” não fez todo o trabalho sozinha, mas com certeza contribuiu para a edificação do que chamamos hoje de religião. Agostinho viveu na África do Norte, por volta dos anos 300 – período em que os bárbaros aterrorizavam sua terra, sob o comando do Imperador Constantino. “Confissões” são exatamente o que elas soam: confissões de um sujeito. E ele era um cara particularmente ruim? Na verdade não. Agostinho basicamente narra a história de sua vida até o ponto em que, aos trinta e três anos, ele se converte ao cristianismo. Seu livro é tanto uma admissão de seus pecados a Deus e um exemplo para que outras pessoas possam aprender. No livro, Agostinho questiona suas dúvidas sobre a existência de Deus; a influência de Deus sobre outras religiões; seu amor ao orgulho e ao sexo (especialmente sexo); e quão mal ele queria saber da verdade. (Como, você está aí, Deus? Sou eu, Santo Agostinho!). Mas não se preocupe, “Confissões” não é uma lista de lavanderia de cada pecado estúpido que um indivíduo já cometeu. Agostinho é apenas um sujeito que quer realmente saber como o universo funciona e como ele deve viver sua vida conforme as regras. Mas o caminho para sua conversão é bastante rochoso. Ele trava uma batalha consigo mesmo, pois não quer desistir de sua amante, e, mais do que tudo, ele quer ser conhecido como a pessoa mais inteligente da cidade. Assim, ele tem dificuldades em chegar a um acordo com suas novas ideias, com a imaterialidade de Deus, e de onde vem o mal na teologia cristã. Muitas pessoas aceitam estes conceitos hoje facilmente, mas Agostinho acreditava que tinha que trabalhar todas essas "tecnicalidades" antes de se privar definitivamente de sexo. Em suma, os escritos de Agostinho tiveram um impacto enorme, não apenas no cristianismo, mas em toda a filosofia europeia. Encontrar-se-á posteriormente ecos de seus pensamentos sobre a criação do universo, a imutabilidade de Deus, e o livre-arbítrio, nas obras de Dante, Milton e T.S. Eliot -- todos grandes nomes da literatura.
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