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14 de dezembro de 2017
O livro é narrado por Kambili, uma adolescente de 15 anos que vem de uma família muito bem-sucedida financeiramente. Ela vive com o pai Eugene (a quem chama de Papa), a mãe Beatrice (chamada de Mama) e o irmão mais velho (conhecido como Jaja) na cidade de Enugu, na Nigéria.

Papa é dono de várias empresas, entre elas um jornal progressista que, mesmo sob ameaças, não deixa de publicar críticas ao governo quando o país sofre um golpe de Estado. Contudo, é um católico extremista que não aceita as tradições primitivas do povo nigeriano e pune a família com castigos severos sempre que eles supostamente desrespeitam as leis da sua religião. Por outro lado, ele é visto como o benfeitor dos pobres, pois ajuda a sua comunidade com recursos financeiros.

Papa tem uma irmã, a tia Ifeoma, uma professora universitária que é viúva e mãe de três filhos. Eles moram na cidade de Nsukka, onde vivem em condições muito precárias. Diferentemente da família de Kambili, na casa de Ifeoma o que impera é a liberdade e o respeito. Por isso, toda a vida da protagonista muda quando ela e o irmão passam alguns dias com os primos e a tia, abrindo seus horizontes para novos valores e novos caminhos.

Ao contar a história de Kambili, a autora também nos apresenta um retrato da Nigéria atual e as influências da colonização britânica no país. Nesse contexto, passamos a entender muitas das atitudes do Papa – sua devoção a uma religiosidade “branca” ou sua necessidade de falar inglês em vez de igbo, a língua nativa de Enugu. Assim, o livro é importante porque apresenta muitos aspectos históricos e sociais que nos permitem entender uma sociedade e uma cultura diferente da nossa. Além disso, a autora consegue descrever situações difíceis de forma leve e até poética, tornando a leitura muito fácil e prazerosa.
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