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8 de maio de 2017
O Universo em que se ambienta a história é muito parecido com o nosso, séculos atrás, onde o principal sustento daquele povo provinha do mar, famílias simples que serviam ao Imperador, onde os homens praticamente moravam ao mar em navios ‘honestos’ e navios ‘piratas’

Muito do conhecimento que nos é passado de como funciona aquela sociedade é através dos ensinamentos à Coral, que nada entende da vida na terra, e por isso o livro torna-se tão brilhante, já que a protagonista não foi corrompida com a malícia e os costumes daquele povo. Ela levanta questionamentos sobre tudo, mas principalmente sobre o papel das mulheres ali que são extremamente oprimidas pelos homens, uma sociedade machista que acredita que as mulheres deve ser castas e cuidar do lar quando os homens podem conhecer o mundo em busca de aventuras e possuir quantas mulheres desejassem.

Inúmeros são esses questionamentos de Coral, que podem parecer bobos às vezes, mas que se analisados com outros olhos, com um olhar mais puro vemos que são perfeitamente relevantes e podem serem vistos como uma crítica à nossa sociedade, que tenta complicar coisas que são extremamente obvias, como por exemplo que muitos homens não entendem que Não é não, e por isso as mulheres é que devem se proteger deles.

A história também nos apresenta outros povos, seres mágicos que tiram seu poder de cristais da terra, e que muitas vezes são vistos com tamanho preconceito por aqueles que se consideram ‘normais’ (vejo outra metáfora aí para preconceitos com raças, etnias, opções sexuais? Pois é, é para pensar…) O mundo deles é completamente lindo, as descrições daquele lugar encanta os olhos do leitor e nos faz perguntar porque a magia deles é tão temida por todos, mesmo sendo na sua forma mais pura. Entre os seres mágicos descritos nessa história há magos, tigres gigantes que falam e pensam, bruxas do mar, humanos meio dragões (que podem se transformar a hora que desejarem), são tantos seres que só deixam o leitor ainda mais curioso e surpreso com o que mais pode acontecer na história.

Sobre os personagens, não dá para citar um ou dois que me conquistaram, todos que aparecem de alguma maneira nessa jornada vão encantar o leitor de uma maneira diferente e equilibrar toda a equipe. Mas Simon e Coral precisam de seu trecho especial nessa resenha, Simon apesar de ter um bom coração é extremamente lerdo (todos os personagens reparam nisso e é motivo de piada nas conversas) essa lerdeza irrita a todos, mas também faz com que a sua inocência cega equilibre seus pensamentos e sua evolução como personagem até o final da história.

Coral é extremamente doce desde a primeira página, desde o começa ela é tratada como criança, mas possui seus momentos de empoderamento, deixando o leitor com vontade de gritar e aplaudir quando ela mostra que não era uma boba e precisa ser interada do assunto, que podia entender e até mesmo ajudar. Sua evolução é gradual, e quando chega ao meio da jornada ela está super badass, mostrando a todos que fugir não é uma opção enquanto os pescadores estiverem vivos e estuprando suas irmãs sereias em busca de poder.

Acho que essa resenha fica por aqui, sinto como se tivesse falado, falado e não tivesse dito nem 10% do necessário para convencer vocês a lerem.

O Pescador de Sereias é uma fantasia erótica incrível, uma jornada super completa e bem escrita, que vai levar o leitor a embarcar junto com esses personagens de uma maneira muito real, e pensar nas críticas à sociedade impregnadas em cada linha. Não é um livro para ser lido ‘em uma sentada’ e sim degustado e apreciado, digerindo e teorizando cada novo acontecimento. Para quem gosta de sereias, personagens femininas empoderadas, uma jornada épica e muitos outros seres mágicos, esse livro é mais que recomendado.
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