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5 de novembro de 2016
O livro foi muito bem escrito por Morano, que apresenta os dois lados: o de Freud, que não acreditava na questão religiosa e o de Pfister, que apesar de ter encontrado muitas verdades na psicanálise, nunca deixou de ser um pastor e de crer em Deus. O livro mostra a importância de respeitar as crenças de cada um e principalmente, ao psicanalista, o desafio de aceitar a religiosidade de seus pacientes e abrir um canal para que os mesmos possam expor as suas crenças, sem serem censurados. Se para Freud (1927) a religião é uma ilusão, para Pfister (1928) a ilusão pode coexistir com pensamentos perfeitamente adaptados a realidade. E o próprio desejo pode se metamorfosear no seio das representações religiosas. Sendo que ‘Um desejo, pois, dever-se-ia dizer, que sabe estruturar-se e organizar-se atendendo às demandas e exigências da realidade”. (apud MORANO, 2008, p. 161). Para Pfister, a religião pode ser o fundamento de uma critica da cultura, das condições sociais existentes e assim, auxiliar a humanidade a encontrar o seu ideal de convivência e de equilíbrio. De Freud apud Morano (2008, p. 181): “A psicanálise em si mesma não é nem religiosa nem antirreligiosa, mas um instrumento neutro do qual podem servir-se tanto o religioso como o leigo (der Geistliche wie der Laie), desde que utilizada para a libertação dos que sofrem”.
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