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26 de outubro de 2015
Não é por acaso que "Tonio Kroger" e "Morte em Venexa", duas novelas de Thomas Mann, aparecem reunidas numa mesma edição. Enquanto a primeira apresenta a formação de um escritor, a segunda retrata o ocaso.

Publicada em 1903 e com fortes traços autobiográficos, "Tonio Kroger" narra o amadurecimento de um poeta em busca da consagração. Um homem que abdica da vida mundana, passando a ser prisioneiro de seu ofício e que, curiosamente, sua genialidade reside nas contradições em adaptar-se a esse modelo.

Filho de um rico comerciante e de uma mãe com alma de artista, são seus vínculos afetivos que dominam boa parte da narrativa como sua paixão por Han Hanssen, um colega de escola, e pela bela Inge Holm que acabam sendo trocadas pela amizade com a pintora Lisavieta Ivanova.

Por sinal, o ponto alto da novela são suas reflexões filosóficas ao lado da amiga como uma carta endereçada a ela, enquanto Kroger passa uma temporada isolado num pequeno balneário no interior da Dinamarca.

Lançada em 1912, "Morte em Veneza" é considerada a obra-prima de Thomas Mann. Com cerca de cem páginas, ela gira em torno da forte atração que um famoso escritor, Gustave Aschenbach, desenvolve pela beleza de um jovem, Tadzio, durante a recuperação de uma estafa em Veneza.

Apesar da simplicidade do enredo, sua leitura permite distintas interpretações. A mais frequente, concerne ao conteúdo homoerótico. Nas páginas finais, o protagonista chega a evocar um pretenso diálogo à maneira socrática para justificar seu desejo, aliás, esse é um dos trechos mais conhecidos do autor.

Outra interpretação possível trata dos dilemas filosóficos de Aschenbach sob a influência do pensamento apolíneo-dionisíaco de Nietzsche, de quem Mann era confesso admirador. No entanto, o desenrolar dos acontecimentos também aponta para decadência e morte, dois assuntos constantes em seus livros. Como o próprio título indica, a novela é o canto do cisne de um homem em sua jornada rumo ao autoconhecimento.

Também vale mencionar a semelhança entre a mãe de Tonio Kroger, Consuelo, com Júlia da Silva Brunhs, mãe Thomas Mann, de naturalidade brasileira e sangue indígena, cuja importância foi fundamental na formação do escritor.

Finalmente, com um impecável trabalho de edição, merece destaque a tradução de Herbert Caro e Mário Luis Frugillo assim como os ensaios de Anatol Rosenfeld.
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