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Avaliações dos clientes

10 PRINCIPAIS AVALIADORES
25 de novembro de 2017
Qual é a melhor versão em português de “A Divina Comédia”? Abaixo, comparei o início do Canto I (Inferno) das diferentes edições disponíveis na Amazon.com.br.

# Xavier Pinheiro
(Editora Nova Fronteira; excelente apresentação em capa dura;
ilustrações de Gustave Doré em folder separado;
introdução de Otto Maria Carpeaux)

Da nossa vida, em meio da jornada,
Achei-me numa selva tenebrosa,
Tendo perdido a verdadeira estrada.
Dizer qual era é cousa tão penosa,
Desta brava espessura a asperidade,
Que a memória a relembra inda cuidosa.
Na morte há pouco mais de acerbidade;
Mas para o bem narrar lá deparado
De outras cousas que vi, direi verdade.
Contar não posso como tinha entrado;
Tanto o sono os sentidos me tomara,
Quando hei o bom caminho abandonado.
Depois que a uma colina me cercara,
Onde ia o vale escuro terminando,
Que pavor tão profundo me causara.
Ao alto olhei, e já, de luz banhando,
Vi-lhe estar às espaldas o planeta,
Que, certo, em toda parte vai guiando.
Então o assombro um tanto se aquieta,
Que do peito no lago perdurava,
Naquela noite atribulada, inquieta.
E como quem o anélito esgotava
Sobre as ondas, já salvo, inda medroso
Olha o mar perigoso em que lutava,
O meu ânimo assim, que treme ansioso,
Volveu-se a remirar vencido o espaço
Que homem vivo jamais passou ditoso.

# João Trentino Ziller.
Editora Ateliê, 2011
A meia idade da terrena vida,
perdido achei-me numa selva escura,
a senda certa estando já perdida.
Quanto, dizer qual era, é cousa dura,
esta selva selvagem rude e forte,
que medo infunde à mente mais segura!
Acre é tanto que pouco mais é morte.
Porém das outras cousas falarei,
e o bem direi que nela achei por sorte.
Ignoro como na floresta entrei:
com tanto sono estava em meu roteiro,
que o rumo certo e reto abandonei.
Logo, porém, que ao pé cheguei do outeiro,
onde se acaba o triste vale escuro
que de medo me enchera por inteiro,
a vista ergui e o vi do raio puro
da luz coberto do planeta lindo
que a todos guia com poder seguro.
Do coração o medo ia sumindo,
que pela noite adentro me vencera
e fora minhas forças consumindo.
Qual náufrago, depois de luta fera,
tendo alcançado a suspirada meta,
o mar revolto incerto considera,
assim minh’alma, pensativa, inquieta,
a contemplar virou-se o rude passo
que não deixou jamais pessoa ereta

# Vasco Graça Moura.
Editora Landmark, 2005
No meio do caminho em nossa vida,
eu me encontrei por uma selva escura
porque a direita via era perdida.
Ah, só dizer o que era é cousa dura
esta selva selvagem, aspra e forte,
que de temor renova à mente a agrura!
Tão amarga é, que pouco mais é morte;
mas, por tratar do bem que eu nela achei,
direi mais cousas vistas de tal sorte.
Nem saberei dizer como é que entrei,
tão grande era o meu sono no momento
em que a via veraz abandonei.
Mas indo ao pé de um monte com assento
lá onde terminava aquele val’
que o coração me enchera de tormento,
alto lhe vi nos ombros o cendal
vestido já dos raios do planeta
que leva à recta via cada qual.
Então o medo um pouco já se aquieta
que no lago do peito me durava
a noite que passei de pena inquieta.
E como quem a respirar arfava,
escapando do pélago à deriva,
e as águas perigosas remirava,
assim minh’alma, ainda fugitiva,
volveu a olhar atrás aquele passo
em que pessoa alguma ficou viva.

# Italo Eugenio Maro.
Editora 34
A meio caminhar de nossa vida
fui me encontrar em uma selva escura:
estava a reta minha via perdida.
Ah! que a tarefa de narrar é dura
essa selva selvagem, rude e forte,
que volve o medo à mente que a figura.
De tão amarga, pouco mais lhe é a morte,
mas, pra tratar do bem que enfim lá achei,
direi do mais que me guardava a sorte.
Como lá fui parar dizer não sei;
tão tolhido de sono me encontrava,
que a verdadeira via abandonei.
Mas quando ao pé de um monte eu já chegava,
tendo o fim desse vale à minha frente,
que o coração de medo me cerrava,
olhei pra o alto e vi a sua vertente
vestida já dos raios do planeta
que certo guia por toda estrada a gente.
Tornou-se a minha angústia então mais quieta
que no lago do coração guardava
toda essa noite de pavor repleta.
E como aquele que ofegando vara
o mar bravio e, da praia atingida,
volta-se à onda perigosa, e a encara,
minha mente, nem bem de lá fugida,
voltou-se a remirar o horrendo passo
que pessoa alguma já deixou com vida.

Boa escolha!
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Detalhes do produto

4,4 de 5 estrelas
93
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