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11 de julho de 2019
Comentários bíblicos são muitas vezes assustadores, seja pelo tamanho, seja pela tecnicidade e analiticidade do conteúdo, de modo que os adquirimos (quando fazemos) apenas para consultas pontuais de uma passagem ou um versículo, quando estamos preparando algum estudo ou sermão. Mas não se assuste com John Murray: a leitura é fluida, agradável, e as discussões exegéticas mais demoradas parecem restritas aos casos em que realmente isso é necessário, e são feitas com moderação, sem tornar a leitura enfadonha.

Lembre-se que John Murray era um teólogo sistemático, primariamente, e isso (em minha opinião; mas claro que o livro de Romanos em si já ajuda!) faz com que ele imprima ao comentário um caráter orgânico, parecendo um livro "normal": é ótimo lê-lo todo, como se fosse um livro sobre teologia sistemática no qual um assunto leva ao seguinte de forma bem natural.

Mas, como vivemos em tempos de desprezo da teologia sistemática - desprezo esse, claro, vindo de quem não entendeu bem as coisas, ou de quem só teve acesso às más teolgias sistemáticas -, é importante esclarecer que Murray se mostrou um notável exegeta e teólogo bíblico também, e esse comentário certamente é a maior prova disso. Na verdade, o autor está naquela longa linha de eruditos reformados que desmontam essa dicotomia rígida "teologia bíblica/teologia sistemática" (ou a tricotomia "exegese/teologia bíblica/teologia sistemática"), que é cara à pós-modernidade.

Duvida? Prove.
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