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Avaliações dos clientes

50 PRINCIPAIS AVALIADORES
9 de agosto de 2018
A história do livro era inicialmente um conto, publicado em 1959 na revista The Magazine of Fantasy & Science Fiction. O autor ampliou o conto até convertê-lo num romance, publicado em 1966. A obra recebeu os prêmios Hugo e Nebula, além de ganhar uma adaptação para o cinema – Os Dois Mundos de Charlie – rendendo um Oscar de Melhor Ator para Cliff Robertson.
A história é contada na forma de relatos, como um diário, do personagem principal, Charlie Gordon, de 32 anos de idade, mas com um QI de 68, ou seja, um deficiente mental. Charlie é escolhido para uma cirurgia experimental que em cobaias resultaram em melhora significativa nos resultados dos testes de inteligência.
Outro personagem fundamental é Algernon. Um rato de laboratório que serve de parâmetro para Charlie. Algernon havia passado pela mesma cirurgia de Charlie e era o único animal a apresentar uma incrível melhora da inteligência. E a permanecer inteligente por mais tempo.
A originalidade do livro é a forma como a história é contada. Nos primeiros capítulos, a escrita de Charlie é horrível, cheia de erros, infantil e reveladora de uma pessoa com deficiência mental.
Após a cirurgia, seu texto vai melhorando nitidamente. Além disso, seus interesses e sua capacidade de aprender se transformam de tal forma que ele passa a orientar os cientistas que antes o estudavam. E não era apenas a inteligência que melhorava. Ele também apresentou mudanças emocionais: antes ele era como uma criança; agora era um homem que questionava o mundo e as pessoas. E fazia uma análise de sua própria vida, seus traumas de infância, sua difícil convivência com a mãe e a irmã.
“Estranho como, quando estou na cafeteria da universidade e ouço os estudantes discutindo história ou política ou religião, tudo parece tão infantil”.
O texto consegue comover sem ser piegas, sobretudo porque toda a narrativa é feita do ponto de vista de Charlie, da forma como ele sente sua transformação e a reação que provoca nos que o cercam.
“Essa inteligência tinha gerado uma cisão entre mim e todas as pessoas que conhecia... Agora, estou mais sozinho que nunca. Eu me pergunto o que aconteceria se colocassem Algernon de volta na gaiola grande com alguns dos outros ratos. Eles se voltariam contra ele? ”

Gostei muito do livro e recomendo a leitura deste clássico da literatura norte-americana.
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97
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