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Avaliado no Brasil em 17 de agosto de 2018
Não conheço muito da doutrina católica, e decidi ler este opúsculo aos poucos, antes da leitura bíblica diária, para aprender um pouco mais sobre a Igreja Romana.

No início do livro temos a apresentação das virtudes necessárias ao cristão; é um capítulo que escolhe como interlocutor o jovem. Essa toada continua no segundo capítulo, onde há alguns ensinamentos sobre como resistir aos vícios, perseverando nos hábitos virtuosos. Em seguida, há meditações para cada dia da semana, e depois algumas boas práticas relacionadas à assistência das Missas, à confissão e à comunhão. O quinto e último capítulo é composto de "perguntas e respostas" sobre a Igreja e algumas de suas doutrinas (especialmente a Infalibilidade Papal), e também sobre as seitas heréticas, onde Dom Bosco inclui os protestantes e também a doutrina maometana.

Na página 16, o autor recomenda as seguintes obras: A Imitação de Cristo; Filoteia — Introdução à vida devota; biografias de santos em geral; o Catecismo da Igreja; as cartas pastorais, encíclicas e demais documentos oficiais expedidos pela Igreja. Segundo Dom Bosco, trabalhar sempre é uma forma excelente de evitar as tentações (p.19, v. tb. p.27); e temos de reconhecer que há muita verdade nisso. Também digno de note é que, logo no primeiro capítulo, há algumas páginas sobre o tema da "vocação", relevantes a quem se interessa por esse tema em específico.

Quanto aos aspectos físicos do livro, é uma edição de bolso da Ecclesiae, medindo um palmo de diagonal (ligeiramente maior que os populares livros da editora L&PM). O papel é agradável, a letra é um pouquinho menor que o normal, como costuma ser nos livros de bolso; às margens do texto vêm frequentemente as indicações das passagens bíblicas aludidas, o que valoriza a edição.

Menciono, por fim, alguns problemas com o texto:
(1) Há pelo menos uma dúzia de gralhas, algumas grossas; é uma falha que está sendo habitual nos livros desse conjunto de editoras (CEDET), que parece ter diagnosticado com precisão a urgência em publicar alguns títulos até hoje excluídos da vida intelectual do país, mas que anda sacrificando um pouco a revisão em nome dessa pressa.
(2) Dispensa-se um tratamento ambíguo às notas. Algumas são assinaladas como "N.T.", o que me levaria a crer que as demais, sem o "N.T.", são do próprio autor; ocorre, porém, que uma das notas trata Dom Bosco na terceira pessoa, sendo provavelmente do editor. Então são todas as outras do editor? Por que não marcadas com "N.E."? É um detalhe, mas não custa ser mais claro.

Apesar das imperfeições apresentadas, o livro vale seu preço. A leitura não é maçante e contém proveitosos ensinamentos.
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