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Avaliações dos clientes

15 de novembro de 2015
O mp3 não apenas compacta a música, mas elimina uma série de sons que o ouvido humano é incapaz de ouvir. Foi um sistema criado após mais de uma década de pesquisa em cima das imperfeições do nosso sistema auditivo. Os criadores do formato eram rígidos defensores de direitos autorais e ficaram milionários com taxas de licenciamento para que softwares rodassem o formato. A ubiquidade de arquivos digitais de músicas na internet não partiu de milhões de usuários em massa que piratearam a maioria dos álbuns, mas de grupos organizados que pegavam CDs diretamente de dentro das fábricas, antes do lançamento, e competiam para ver quem jogava antes na rede. Temos hoje guardados muitos arquivos que foram pirateados por essas pessoas, e não por usuários comuns. Só que em vez de perseguir os grupos que ela sabia que roubavam CDs das fábricas, a indústria preferiu, deliberadamente, processar cidadãos comuns.

Essas são apenas algumas das revelações do livro, que ainda mostra como, no fim da década de 1990 a indústria fonográfica recebeu dos criadores do MP3 a proposta de criar algo idêntico ao Spotify, uma jukebox digital, e dispensou todo mundo dizendo que não tinha interesse. O ótimo livro joga luz a diversos fatos pouco conhecidos da transição da música do CD para o que temos hoje. Tem o privilégio de ter contado com a colaboração do maior pirata musical que existiu, que passou anos vazando todos os álbuns da fábrica da Universal onde trabalhou. Várias histórias não contadas ou pouco contadas dessa época aparecem aqui amarrando um sentido à desconexa história da música grátis.
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