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11 de dezembro de 2017
Como sempre Dalrymple esclarece, de forma objetiva, as atuais inquietações cotidianas. Neste livro ele explica as causas do porquê da Geração Flocos de Neve ser tão sentimental e ao mesmo tempo violenta.

Sua tese é enriquecida por pesquisas de órgãos pedagógicos britânicos, onde os mesmos apresentam explicações diferentes das dele sobre as estatísticas. Inclusive comenta sobre uma carta enviada ao Professor Steven Pinker e que sua resposta leva o autor a crer na falta de convicção ou na besteira escrita por Pinker.

A tese do livre esta baseada na vivência e realidade como psiquiatra em áreas pobres e a "racionalização" nos relatórios pedagógicos. Contudo essa "racionalização" é cheia de cultos ao sentimentalismo devido a presença forte do romantismo. Comenta sobre o relatório Spens que enfatiza a exploração das experiências e atitudes nas classe primárias e deixa brechas para que tais fatores sejam explorados nas classe superiores, ou seja, as crianças não possuem conhecimento nenhum adquirido, pois tudo estará baseado nas suas vontades materializadas em experiência.

Em uma de suas histórias ele diz tratar de um paciente bastante atlético, mas que estava com restrições médicas, de caráter físico, porém contrastavam com a realidade. Perguntou ao ortopedista o porquê de não apresentar alta do paciente, o médico ortopedista respondeu que já tinha sofrido violência por contrariar pacientes com quadros clínicos saudáveis porém não conseguiam enxergar seu aspecto saudável ou agiam por puro desprezo ao dever, seja do trabalho ou com a sociedade. Em outra história ele pergunta para uma paciente o que ela estava aprendendo na faculdade de história, ela responde que estavam "vendo" o genocídio em Ruanda, porém não sabia nada sobre as raízes do conflito, que Ruanda e Burundi eram colônias belgas e afirma, com certeza, que a mesma não saberia a cronologia das revoluções inglesa, americana, francesa e russa.

Diz que atualmente a história aprendida não esta mais baseada em fatos, mas em opressor e oprimido, assim "só aprendem" sobre holocausto e escravidão no Atlântico, mas que não sabem apontar onde fica a África no mapa ou onde foi e as causas do holocausto. Diante dessa dicotomia entre opressor e oprimido diz que as referências pedagógicas sugerem que, por exemplo, as crianças aprendam gramática com a experiência, sem nenhum conhecimento regrado, pois consideram que as regras, assim como o simples ato de cumprir leis, é coisa de opressor e oprimido, assim quem tentar impor regra gramatical é opressor, portanto se torna conveniente para alguns professores não corrigir regras gramaticais (com desculpa sobre mudanças da língua ou até dizer que a matéria ministrada não precisa das regras gramaticais, já que muito alunos escrevem do mesmo jeito, errado, e que a linguagem deveria absorver o jeito errado) ou até assumirem textos como músicas e blogs para ensinar e retiram Shakespeare, Dickens, Eliot, etc. do currículo.

Para Dalrymple essas referências estão erradas e é por causa desse sentimento, somado as diferentes formas de desenvolvimento da civilização e as camadas sociais que são geradas em diferentes países, o culto romântico ao sentimentalismo é construído e os professores que aderem a tal forma de ensinar, ou seja de forma moralista sentimental, fomentam a violência contra eles, pois o aluno que não se sentir confortável ao tirar uma nota ruim assumirá a forma de oprimido e terá atitude baseada em sentimento.
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