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Avaliações dos clientes

50 PRINCIPAIS AVALIADORES
6 de agosto de 2017
Já havia tentando ler o Zen e a Arte da manutenção de motocicletas uma vez, há muito tempo. O livro me foi emprestado por um colega do trabalho, mas não fui fisgado. Desisti depois de umas 30 ou 40 páginas. Resolvi tentar mais uma vez, talvez influenciado pela morte do Robert Pirsig, o autor.
As primeiras páginas ainda continuaram me parecendo bem áridas, mas resolve insistir. Acho que começou a ficar interessante depois de umas 80 ou 90 páginas, o que é bastante, quase um quinto do total, mas seguindo o próprio conselho do livro, “ A pressa em si mesma é uma atitude venenosa que caracteriza o nosso século. Quando você faz algo com pressa, isso significa que aquilo não lhe importa e que você quer fazer outras coisas.” Uau. Continuei – devagar, mais devagar do que costumo ler, mas fui até o fim. O livro tem coisas bacanas e coisas tediosas. Tem altos e baixos, mas valeu a pena chegar ao final.
Lançado em 1974, depois de ter escrito durante 4 ou 5 anos, acho que é um representante interessante de uma certa maneira de uma certa crise na cultura ocidental na década de 1960 e 1970. “Vivemos numa época de confusão, e acho que o que causa a sensação de confusão é o fato de as antigas formas de pensamento não serem adequadas para lidar com as novas experiências”. Enfim, uma crise entre valores opostos, entre saber se se estava no caminho certo ou não. A dualidade, aliás, é um dos temas presentes na obra e a busca por algo que ligue esses valores que caminham em raias diferentes é um dos objetivos do livro. Há, é claro, a jornada de moto pelos Estados Unidos, de Minesota até a Califórnia, mas isso nem é o mais importante. Há duas dualidades em conflito e a busca do autor para conseguir agrega-las: de um lado a sua visão entre clássico versus romântico e a sua síntese por algo que ele batiza de Qualidade; de outro, o conflito interior, entre o seu velho EU e o novo.
Esse valor que ele chama Qualidade é o agregador entre duas dualidades, entre o clássico e o romântico, o ocidente e o oriente, o sujeito e o objeto, enfim, qualquer coisa. É uma até meio difícil de se compreender porque é algo que existe antes mesmo de nós. A Qualidade é o Buda. A Qualidade é o Tao. Qualidade é o Bom. Qualidade, enfim, é algo que pode ser percebido, sentido, experimentado, mas que não dá para ser definido.
Há muitas passagens que poderia reproduzir aqui, mas gostei de uma em que ele diz “Evidentemente, as aflições nunca acabam. Enquanto estivermos vivos, estaremos fadados a padecer a infelicidade e o sofrimento, mas tenho agora um sentimento que não tinha antes e que não está apenas na superfície das coisas, mas penetra até o fundo: vencemos. Agora, tudo vai melhorar. Dá para sentir essas coisas”.
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4,2 de 5 estrelas
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