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6 de novembro de 2017
A eclipse da reputação de Kipling – ganhador do Nobel de Literatura – começou por volta de 1910, vinte e cinco anos antes de sua morte, e quando ainda tinha somente quarenta e cinco anos. Neste período ele permaneceu, no campo de vendas, um escritor imensamente popular. As crianças ainda leem seus livros; estudantes de literatura ainda leem seus poemas. Mas ele, de certa maneira, foi excluído da moderna literatura. Leitores “sérios” não leem suas obras; os críticos não o consideram. A sensação é que Kipling foi “apagado” da literatura. Mas quem é esse escritor que tanto admiro? O que ele expressa? Qual é a história desse talento notável que lhe deu um lugar, como um artesão da prosa inglesa, entre os poucos mestres genuínos de sua época? Como foi que a arte de suas curtas histórias tornou-se continuamente mais hábil e intensa. Para que as perguntas acima sejam respondidas o leitor terá que ler o prefácio e a introdução do “Livro da Selva”, e, se possível, ler também “Kim” – sua obra-prima (ver resenha).

O livro da selva, na boa versão em português, está, obviamente, ambientado na selva. Mas qual selva? A Sociedade de Kipling coloca o Livro da Selva nas Províncias Centrais da Índia, perto de Seoni. Ao contrário de "Rikki-tikki-tavi", onde o cenário fica um pouco mais confuso em termos de pós-colonialismo, a selva nos capítulos de Mowgli é separada da aldeia nas proximidades, e tanto os animais como as pessoas gostam de mantê-la assim. Na verdade, um dos maiores conflitos é a incompetência de Shere Khan, o tigre, que faz com que o mundo humano e o mundo animal se integrem de forma ruim. Ele tem uma tendência a comer crianças, o que irrita a sociedade local. E quando humanos estão com raiva, incendeiam as coisas; e quando a floresta está em chamas, nenhum animal ganha.

Importante mencionar que parte dos contos também ocorre nas ilhas do mar de Bering, onde a dinâmica entre animais e humanos é diferente. As focas não parecem muito preocupadas com os humanos, mesmo que eles sejam muito mais perigosos que os da selva. A única interação entre humanos e as focas é quando eles as matam e retiram suas peles. Isso fornece a principal motivação para que Kotick tente encontrar uma ilha segura de homens.

Enfim, cada história que compõem o livro é uma fábula sobre crescer de uma forma diferente; como se encaixar em algum lugar. Por exemplo, Rikki-Tikki, o mangusto, é uma figura naturalmente solitária, que tenta se encaixar em uma família humana. Mowgli, por sua vez, é o rei das tentativas de encontrar o seu lugar. Ele é um homem ou um lobo? Nem sua tribo o quer, e, assim, ele tem que encontrar seu próprio caminho no mundo. Lembro que a fábula é uma história que transmite algum tipo de moral ou lição, usando animais como personagens principais. Isso caminha de mãos dadas com o estilo de narração do livro. Nosso narrador é um homem sem nome, e que agora nos transmite as histórias como se fossem verdadeiras. Devemos acreditar que esses contos de selva selvagens realmente aconteceram, como se fossem lendas, e aprender com eles. Boa leitura!

# O livro inspirou inúmeras adaptações cinematográficas, e quando a Disney conseguiu os direitos autorais, criou um belíssimo musical.
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