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Avaliado no Brasil em 1 de julho de 2017
Quem acreditava que o Steampunk estava extinto aqui no Brasil se enganou de forma magnânima. A. Z. Cordenonsi mostra que o gênero está vivo e ainda pode gerar excelentes obras e com ambientes variados. Se você não acredita, aperte o cinto, abra a mente e vamos viajar diretamente para Paris, no começo do século XX.

Paris está bem diferente do que você imagina. É apenas o início do século, mas a cidade está repleta de tecnologias movidas a vapor. Temos armas poderosas, barcos potentes, alguns robôs, mãos mecânicas, drozdes – animais mecânicos capazes de alguns truques – e um grande problema: a Exposição Universal do ano, que ocorrerá na França, está seriamente ameaçada. Motivo? Interesses econômicos e bélicos.

A Exposição Universal é o arroto de ego das potências mundiais. Lá é onde os grandes países apresentam seus avanços tecnológicos, suas armas mais poderosas e sua força intimidadora. E essa edição, em especial, há outro ingrediente: existe uma tensão no ar por causa da expansão territorial germânica. Ou seja: armas + promessas de guerra + disputas de egos = confusão.

Para evitar que tudo dê errado e para fortalecer a França, o imperador Napoleão III mobilizou o espião Le Chevalier e seu fiel escudeiro, o legionário Persa. O objetivo deles é simples: descobrir qualquer possibilidade de sabotagem e evitá-la. Porém, ambos não imaginavam que poderiam ter tanto trabalho.

A. Z. Cordenonsi construiu o livro com uma habilidade incrível, demonstrando uma narrativa madura e uma escrita envolvente. A tecnologia a base de vapor funciona bem e sem grandes problemas. Contudo, para explicá-la corretamente, algumas vezes recorre a descrições mais longas, o que pode incomodar a alguns leitores.

Os personagens, por sua vez, são bons e bem desenvolvidos. Persa, apesar de não ser o grande protagonista, é quem rouba a cena, mostrando-se divertido e cativante. Seu amigo e “chefe”, Le Chevalier, mostra-se menos envolvente. Apesar de ter uma inteligência incrível, seu carisma não convence o leitor por completo e não o torna inesquecível. Entretanto, isso não impede uma boa leitura.

Além do bom conteúdo, a editora AVEC caprichou na parte visual da obra. A capa é bonita e em perfeita sintonia com o conteúdo do livro. Além disso, no final há ilustração dos principais personagens, o que faz mais vívida a experiência literária. Além disso, a revisão está boa: encontrei pouquíssimos erros, o que torna a leitura ainda mais rápida.

De uma maneira geral, apesar de não ser perfeita, Le Chevalier e a Exposição Universal é uma excelente leitura e que possui tudo para agradar a quem adquirir a obra. Sem falar que há potencial para melhorar ainda mais nas possíveis sequências. Leitura recomendada!
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4,4 de 5 estrelas
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