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5 de setembro de 2017
Desde que li “Os meninos da rua Paulo”, havia decidido que buscaria ler outros livros do escritor húngaro Ferenc Molnár. Isso porque aquele livro, uma espécie de “ode à infância”, me tocara de uma forma tão profunda, mexeu tanto com minhas emoções, me fez rir, me fez ficar triste, e ainda me fez rememorar os tempos meninos, já por anos perdidos nos “anos mais antigos do passado” (expressão que li numa coletânea de crônicas de Carlos Heitor Cony, outro de meus escritores prediletos).
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Em “O poste de vapor”, numa edição primorosa da — uma pena — finada Cosac Naify, Molnár brinda-nos com uma pequena novela cujo personagem principal, um certo capitão de hussardo, tem sua vida contada por um narrador aspirante a escritor e jornalista, que vai desfiando as desventuras desse falso oficial, que se tornara companheiro dele numa estação de águas termais na Ilha Margarida.
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Embora os atos e inverdades do falso capitão gerem uma leitura um tanto cômica, esse é apenas o aspecto mais superficial das inconsequências de seus atos, que fazem-nos refletir sobre o verdadeiro sentido desse pequeno livro. .
A história foge do estereótipo “e foram felizes para sempre”, mas, apesar de a temática mostrar um falso otimismo, na verdade esta não é uma história que traga em sua consecução alegria, senso de realização, em detrimento do prazer que a leitura gera. É uma leitura sedutora e agradável, dessas tão boas de se ler no friozinho de um sábado qualquer acompanhado de uma fumegante caneca de café.
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A premissa continua: lerei outros livros de Molnár, que não decepcionou mais uma vez. Felizmente.
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