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5 de maio de 2019
Será, sem dúvida, uma pena quando esta edição da Cosac Naify se esgotar e ficarmos sem traduções disponíveis das obras de Elio Vittorini. Um dos escritores centrais da literatura italiana da primeira metade do século XX, junto de Primo Levi e do nobel Salvatore Quasimodo - de quem Elio foi cunhado -, Vittorini foi ativo combatente anti-fascista na Itália dos anos 40, tendo sido preso diversas vezes por sua atividade política.

Dentre as principais obras do autor, que além desta se encaixaria Conversa na Sicília, "Homens e não" é uma obra politicamente engajada, que narra a história dos Partigiani, membros da resistência italiana contra a invasão/interferência da Alemanha Nazista. O livro narra o cotidiano destes agentes, sua vida comum aliada a organização de atentados contra os alemães ou italianos simpatizantes do governo nazifascista.

Elio Vittorini trabalhou ao longo de anos como tradutor de obras do inglês para o italiano, notadamente obras de Ernest Hemingway, de quem é inegável a influência sofrida por Vittorini: obras diretas, com poucas descrições e com ampla utilização de diálogos. Além disto, Vittorini utilizou-se da interferência de um narrador pouco onisciente, que ao longo dos capítulos dedicados a sua participação, serviu mais por incluir dúvidas do que para explicar o desenvolvimento da narrativa.

Das obras de Hemingway, sem dúvida "Por Quem os Sinos Dobram", publicado em 1940, 04 anos antes da obra de Vittorini, seria a obra mais próxima a "Homens e Não", sendo ambas as obras focadas em civis que combatem a influência - externa - do Nazismo em seus países.
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