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Avaliações dos clientes

29 de julho de 2017
Quando este ano começou, eu pensava que o livro mais desafiador a ser lido seria "A Montanha Mágica" de Thomas Mann. Aí o maluco do Yuri, do Livrada! sugere a seus seguidores lerem "Vida e Destino". Eu nunca tinha ouvido falar do livro e sequer de seu autor, Vassili Grossman e muito menos que o livro havia sido retido pelo regime soviético. Aceitei o desafio mandatório do Livrada!

Que enorme confusão. Quase que eu desisti, apesar de história me atrair sim. Sou fascinada por romances de guerras - qualquer uma, mas especialmente da segunda. Fui me apegando aos personagens. Mas os cortes contínuos na história me deixaram maluca. Quando eu me apegava a um personagem, o cara cortava pra outro núcleo completamente novo com personagens estranhos. A sensação de estar boiando o tempo todo na história eram apaziguada com a leitura dos trechos reflexivos inseridos propositalmente no meio das quebras da narrativa. Nessas horas eu me sentia encorajada a seguir em frente. Aí personagens do nada surgiam, morriam ou simplesmente desapareciam da narrativa. Eu, que ficava querendo saber o que iria acontecer com o Fulanoviski de Talzof ou a Sikreitcha de Beltranova, não fiquei sabendo...

E daí? E daí que me peguei pensando aquele pensamento que detesto "vou terminar, afinal é um livro importante" com o agravante de que foi preso, precisou ser escondido por não sei quantos anos... Ou seja, me vi numa batalha até que... Até que não teve jeito e eu entendi. O que é o caos da narrativa senão o caos de uma cidade destruída após uma guerra? O que são as quebras senão a quebra que a própria guerra faz com a vida e os destinos das pessoas? Não saber qual o final da história de alguma família é resultado da guerra. Não entender porque o fulano foi preso ou execrado do partido é fruto do poder destruidor da guerra que transforma interesses pessoais em imposições coletivas à sociedade vítima.

Foi difícil, mas terminei e pensarei por muitos anos nas vidas e nos destinos desses personagens, que de tão bem construídos, só podem ter existido de verdade e sofrido tudo o que Vassili Grossman narrou que sofreram.
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