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Avaliações dos clientes

27 de novembro de 2018
Embora o gênero seja ficção científica, os autores vão variar bastante em seu tom, indo desde algo mais humorístico até um tom mais científico com detalhes que vão agradar a todos os gostos. Preciso dizer o quanto eu sempre me surpreendo com a qualidade da editoração da Plutão Livros e este segundo ebook mostra que o primeiro não foi por acaso. Além do que, a curadoria de contos está excelente e só me surpreendi com os temas e a profundidade dos tópicos abordados. No geral, os contos estão muito balanceados e certamente vai ter alguns que vocês vão curtir e outros nem tanto. Vai variar do gosto de cada um. Apresento a seguir uma resenha conto a conto da coletânea. Espero que gostem!

1 - Balé de Almôndegas (Rodrigo van Kampen) (5 estrelas)

Não se deixem levar pela sinopse aparentemente inocente. Aqui temos uma chef alienígena chamada Stoodry que veio até a Terra seguir os parâmetros de genocídio planetário para fazer uma refeição abastada para os grandes membros do conselho intergalático. Para seguir estes parâmetros, ela precisa que um espécime nativo do planeta lhe dê uma "autorização" para que a civilização seja exterminada. Regras, vocês sabem, né? Para o azar de Stoodry, a primeira terráquea que ela encontra é a pequena Annabelle, uma menina que não se surpreende nem um pouco com a aparência de nossa chef alienígena. Para completar, Annabelle se recusa a dar sua "autorização" à chef a menos que Stoodry a ajude a ganhar o concurso de talentos da escola primária. E Annabelle quer fazer uma apresentação de balé. E agora?

Essa sinopse dá a entender que a história é uma comédia boba entre um alienígena e uma humana que se conhecem e estabelecem uma relação de amizade. A narrativa tem um tom muito leve e divertido em que o leitor vai se pegar sorrindo com as tiradas sarcásticas de Stoodry. Não tem como não rir de algumas sacadas do autor. A escrita está excelente, melhor até do que em Trabalho Honesto. Isso se deve ao estilo solto com o qual o Rodrigo compôs a narrativa. Ela é em terceira pessoa, mas observada a partir do ponto de vista de Stoodry.

Temos uma história bonita de aceitação e crescimento da parte da Annabelle. Ela tem dificuldade em entender suas limitações e se importa com o que outras pensam a respeito dela. O bacana aqui é perceber o quanto o lado alien de Stoodry ajuda a pôr em perspectiva noções bobas que nós temos a respeito de situações do cotidiano. É engraçado que os papéis parecem invertidos e Stoodry parece aquela criança que pergunta "por que" para tudo e Annabelle é que precisa se explicar. O momento da apresentação na escola é muito bonitinho e o autor surpreende muito com a delicadeza com a qual ele transpõe determinadas cenas.

2 - Dois ou Um (Jana Bianchi) -- 4 estrelas

Estamos a bordo da Paranauê, uma nave interestelar que possui uma tripulação que já se conhece há bastante tempo. A história é contada em primeira pessoa a partir dos relatos de Ganimedes que vai nos contando os estranhos acontecimentos que se passam dentro de uma estação espacial. Outros tripulantes são o bravo Rafael, a IA Cafuné (que possui a forma de uma preguiça), a capitã Miranda e Horácio. Eles recebem um estranho sinal dessa estação espacial e decidem no dois ou um se vão ou não investigar o lugar. Chegando à estação espacial, tudo começa a acontecer muito rapidamente e a realidade vai dando lugar a uma experiência horrenda que vai testar os limites da sanidade dos tripulantes da Paranauê.

Podemos dividir o conto em duas metades bem claras: na primeira, a Jana usou as páginas para fazer com que o leitor se familiarizasse com os personagens. Conhecesse as suas interações, suas características e personalidades. Em pouco mais de dez páginas, a gente se apega fortemente a eles e é a partir daí que a autora usa a situação na estação espacial para testar a relação destes personagens. O ponto alto da Jana é uma escrita bem precisa, sabendo quando e onde colocar trechos mais descritivos. Provavelmente ela usou esse conto para exercitar sua habilidade para desenvolver personagens em um curto espaço.

A segunda metade coloca as nossas expectativas em outro patamar. Porque, se a primeira parte, tinha um tom mais descontraído abordando as relações entre os personagens, de uma hora para outra a autora vira a narrativa e ela adota um tom obscuro que chega a assustar. É quase como se a Jana virasse a chave subitamente. Tem alguns momentos bem gore neste trecho que se encaminha para o final e a nossa capacidade de prestar atenção no que ela diz nas linhas acaba sendo testada. Uma das melhores estratégias de uma narrativa de suspense/terror é convencer o leitor de que aquilo que está acontecendo não é fruto de sua imaginação. O terror precisa ser real. E é isso o que ela faz nas páginas. O que eu não curti tanto foi a própria atmosfera em si. Provavelmente é o meu hábito de ler histórias de fantasia da Jana.

3 - O Fantasma Veio para a Festa (Bárbara Moraes) -- 4 estrelas

A Yucatán é uma nave de pesquisa que é considerada a pior nave para alguém trabalhar. Sério, vários acidentes, pessoas enlouquecendo, desistências. Roberto é um membro da tripulação responsável por tudo aquilo que não respeita as regras de conduta da nave: ele arranja birita, equipamentos não tão legais entre outras coisinhas. Já Verônica integra a equipe de pesquisa, mas ainda não pode entrar na sala de pesquisas mais sensíveis por ainda não possuir muita experiência. Entretanto, é responsável e está conquistando a confiança de todos, inclusive do capitão. Já Lilian Kobayashi é uma assistente de navegação que sempre acaba quebrando o galho dos outros e sempre assumindo o trabalho duro. Quando o capitão precisa resolver alguns problemas e deixa a nave a cargo de Lilian, Roberto e Verônica por alguns dias, tudo vai explodir magnificamente. E, dessa vez, o responsável não é Roberto.

Se a Jana embarcou em uma narrativa mais voltada para o terror, Bárbara optou por uma história mais investigativa. A ideia é entender por que tem um fantasma a bordo da Yucatán. E ela vai aos poucos desvendando o mistério por trás dessa "assombração". Se trata de um fantasma mesmo, será uma IA, alguma substância entorpecente que eles tomaram sem querer? Ficamos com essa dúvida ao longo das páginas. E a autora vai nos apresentando as coisas camada por camada e somos nós que vamos juntando as peças.

Eu senti que a narrativa se estendeu um pouco demais. Talvez desse para reduzir umas três ou cinco páginas que a mensagem que a autora queria passar ia se manter a mesma. Nesse tipo de história, mais voltada para o investigativo, muitas vezes o autor se preocupa muito em tomar conta dos preparativos necessários para causar o impacto correto no leitor. Onde deixar as informações sutis, os easter eggs, colocar que personagem aonde e em que momento. São as características peculiares do gênero em específico. Gostei muito quando a autora se focou mais nos personagens e em como eles reagiam a determinadas situações. Isso ajudava a construir a tensão e o estranhamento. Mas, mais para a frente, a história se voltou mais para o mistério dentro da nave e os personagens acabaram sendo deixados muito para trás. Quase não vimos a Lilian da metade para o final e ela era uma das personagens mais importantes nesse sentido por ter tido contato desde o começo com o fantasma.

4 - O Barqueiro (Alliah) -- 4 estrelas

Para quem não está acostumado com a escrita de Alliah, O Barqueiro certamente vai ser uma experiência bem diferente. Ele emprega uma escrita que se situa no gênero da weird fiction, o que pode confundir muita gente. Milo é um alienígena estudioso da fauna e flora do espaço. Após a busca pelo lendário O Barqueiro, ele se encontra na Terra contando suas experiências para Jaqueline que serve como ouvinte. A história de Milo é repleto de idas e vindas, e sua situação vai ficando cada vez mais estranha. Mas, o que os leitores ainda não se deram conta é de que Jaqueline está ali por algum motivo. O que será que ela deseja e que Milo não gostaria de dar a ela?

Eu preciso aplaudir a criatividade do autor. Alliah tem uma mente criativa única capaz de atravessar convenções comuns como gênero ou forma. Para ele, criar uma criatura capaz de atravessar dimensões enquanto deixa um rastro de membros pseudópodes para trás é tão comum quanto tomar um sorvete enquanto passeia pela praia. É como se as convenções normais fossem uma lista telefônica passível de ser rasgada e alterada da maneira como ele deseja. A capacidade que Alliah tem de causar o estranhamento e tirar o leitor do lugar comum é enorme.

Algo que eu gostei muito também foi na habilidade de Alliah de alternar entre duas formas distintas de contar sua história: uma narrativa em primeira pessoa quando é Milo quem está contando o seu relato e uma narrativa em terceira pessoa quando somos colocados no quarto de Jaqueline. Isso muda muito a perspectiva que temos acerca da história. Quando a narrativa é colocada do ponto de vista de Milo, ela é mais íntima e pessoal. Somos capazes de enxergar o universo através de olhos completamente diferentes dos de um humano. Enxergar um mundo novo. Já quando voltamos ao quarto de Jaqueline é como se uma câmera estivesse nos mostrando os acontecimentos do alto e seus desdobramentos em uma maneira mais física.

5 - Um Dia Não Anoiteceu Mais (André Caniato) -- 5 estrelas

A capacidade de envolver o leitor em uma narrativa é algo que nem sempre é conquistado por um autor. Muitos fatores entram nessa equação: as condições certas, o humor certo, o rumo certo, o gosto certo. Tudo interfere em o quanto eu, leitor, sou capaz de fruir de um determinado universo. André Caniato me colocou ao lado de Tarsila e eu suei junto com a personagem, tentando entender o que estava acontecendo naquela cidadezinha estranha.

Tarsila quer uma matéria bem inusitada para o seu trabalho de TCC. Ela deseja uma reportagem que chame a atenção e lhe dê uma nota muito boa em seu projeto final. Por isso, ela pega o seu irmão Ícaro e vai até uma cidadezinha do interior de São Paulo para resolver um velho mistério de família: algumas pessoas que desapareceram, vítimas de um "lobisomem" ou alguma criatura não identificada. As histórias são muito contraditórias e Tarsila deseja ir até lá para colocar tudo a limpo antes que as últimas testemunhas desapareçam. Mas, a realidade pode ser mais assustadora do que ela imagina.

O foco da história é na relação entre os irmãos. Em como, apesar das briguinhas do cotidiano, Tarsila e Ícaro se amam e em como esta relação é a base para os dois. Existe um paralelo feito mais tarde com o mistério na narrativa, e o final é surpreendente. Me lembrou aquelas histórias do Além da Imaginação em que somente o leitor sabe o que realmente aconteceu. O desespero de Tarsila mais para a metade final do conto nos deixa preocupados com o que pode acontecer a ela e a seu irmão. Quando Tarsila sai do hotel para investigar o caso, a gente já sabe que alguma coisa não vai dar certo.

6 - Entre as Gotas de Chuva, Encruzilhada (Cirilo S. Lemos) -- 5 estrelas

De todas as histórias da coletânea essa é aquela com um tom mais cinza e pés no chão. Fica até o recado de que temos cenas de violência nesta narrativa, que ajuda a ela a ter um tom mais realista. Se é que podemos citar realista em um conto de ficção científica. Mas, é aquele conto que te dá um soco no estômago. Onde o autor nos coloca em uma situação desconfortável para nos contar uma bonita história. Somos apresentados a Marcelina e Alvinho, um casal de meninos de rua que vivem entre seus colegas cheirando cola, roubando pedestres e sem ter esperanças na vida. Sua história é a mesma de milhões de meninos de rua que vemos todos os dias. Mas, e se sua existência fosse assim por conta de alguma força externa? Quando uma estranha mulher oferece uma chance para salvação, Marcelina é a única que acredita nessa possibilidade.

A escrita de Cirilo é bem crua e direta. Ele não afaga nos golpes dados no leitor. Não à toa ele avisa lá no começo sobre a existência de violência na narrativa. Ele vai empilhando as situações apresentando de fato um caminho sem volta para aqueles meninos. A existência da mulher é quase como um aspecto onírico dentro do que ele se propõe a fazer. A escrita segue um tom bem simples e os personagens são muito verossímeis, o que é de fato muito assustador. Gostei muito da interpretação que ele deu ao tema de contato imediato; de fato é algo bem particular.

A narrativa de Cirilo começa violenta e desesperançosa e adota um outro tom seguindo mais para o final. Quando há o desaparecimento do lagarto no ombro de Marcelina, vamos acompanhar uma bonita cena onde o autor nos mostra todas as possibilidades que aqueles meninos poderiam ter tido. É a demonstração máxima de o quanto há uma escolha para eles, caso esta tivesse sido ofertada. Todos os jovens tem a capacidade de alcançar um futuro brilhante; basta que os caminhos surjam diante de seus olhos. Gostei demais de como o autor se apossou do tema e criou algo inesperado em cima disso. Parabéns!

7 – O Regresso (Clara Madrigano) – 4 estrelas

A ligação entre irmãos gêmeos é sempre algo a ser discutido. Muitas vezes representa uma conexão que vai além do depender uma da outra para alcançar algo quase metafísico. Leila e Clem são companheiras desde pequenas. Uma sempre apoiou a outra ao longo de toda a sua infância e parte da adolescência. Clem sempre foi a sombra enquanto Leila era a mais ativa. Mas, um dado dia, Leila desapareceu. Sem muitas explicações. Equipes de busca foram enviadas para tentar encontrá-la, mas isso nunca aconteceu. Desde então, Clem precisou se adaptar a uma vida sem aquela na qual ela se apoiava. E os anos se passaram, Clem se formou, se casou e teve toda uma nova existência. Mas, quando Clem acaba optando por voltar a morar na casa de seus pais, tudo muda. 

A escrita da Clara é carregada de uma emotividade marcante. Ela consegue colocar nas linhas o que os personagens estão sentindo: tensão, alegria, alívio, felicidade, depressão. Essa é a forma como a autora se conecta ao leitor. Sua narrativa começa de trás para frente com Clem saindo do presente para comentar sua conexão com Leila no passado. Apesar de que no começo não entendemos muito aonde ela se encontra e o que está acontecendo. Isso vai sendo revelado aos poucos quando o leitor começa a juntar as peças da trama. No final, ela retoma a narrativa de onde parou e o status quo segue até ser rompido por um acontecimento diferente. A história tem uma divisão bem clara entre os setores do que está sendo contado. Só achei o final um pouco previsível diante daquilo que acontece mais para a frente. Isso porque o instinto de proteção da Clem é muito forte e isso conduz o leitor a pensar no sacrifício propriamente dito. 

Clara adota também o não mostrar. Eu gosto de quando um autor brinca com as nossas percepções. Em nenhum momento a gente sabe aonde se encontra o alienígena na história. Dá até para ter uma certa desconfiança acerca do regresso em si. A gente fica com um pé atrás, se aquele que regressou é o mesmo que desapareceu. O leitor fica com aquela impressão de olhar por cima do ombro e observar todas ações nos seus mínimos detalhes.

8 – O Morango de Itaipu (Mayra Sigwalt) – 4 estrelas

Acompanhamos Nat, Mare e sua avó que foram convocados pelo governo para investigar uma estranha espaçonave que foi parar em Itaipu. Ao que parece não foram encontrados alienígenas dentro da nave o que leva o governo a acreditar que os seres teriam morrido na queda. A avó de Nat tem o poder de falar com os espíritos, então a ideia era falar com os espíritos dos alienígenas para tentar travar um contato com eles. Mas, as coisas começam a dar errado assim que elas entram na nave para iniciar a sessão. 

O conto é repleto de boas ideias. Temos as personagens com poderes, alienígenas, uma conspiração governamental, diálogos divertidos... Mas, eu senti que foi muita coisa jogada em um pequeno espaço. O conto possui uma área muito limitada na qual o autor pode inserir suas ideias. Quando colocamos coisas demais, tudo se torna confuso, estranho ou fora de lugar. Eu estava conformado só com a ideia da vovó médium... Não havia necessidade de colocar poderes psíquicos nas duas meninas. A história começa como uma investigação com ares bem leves e vai se tornar um confronto entre seres muito poderosos. No final temos explosões, tornados, eletricidade. Acho que não havia necessidade para isso porque as dez primeiras páginas são muito divertidas e entregam tudo o que a gente precisa saber. 

O ponto forte é a química entre as personagens. Mayra criou uma ligação intrínseca entre elas e a gente acaba curtindo-as. Queremos saber o que vai vir a seguir. A importância que cada uma tem na vida da outra ou o fato de elas serem complementares ajuda a criar essa impressão. Os diálogos descontraídos ajudam também a criar essa empatia. A narrativa é em primeira pessoa, contada pela Nat, o que acaba por reforçar isso. Gostei dos diálogo e as descrições acabam sendo bem dinâmicas e não seguram tanto a história. O final é deixado em um cliffhanger, com alguns elementos que a autora pode trazer em futuras histórias sobre estes personagens. 

9 – Estrela Cadente (Vitor Martins) – 5 estrelas

Esse conto transborda gentileza, afetuosidade e carinho. Se somos capazes de sentir as emoções de um autor ao escrever uma história, Vitor Martins transportou seus sentimentos em luzes de neon. A cada parágrafo o leitor era capaz de sentir essa positividade vindo dos personagens e da narrativa. Das nove histórias presentes nessa narrativa, a primeira e a última foram as que tocaram o meu coração, as que me fizeram derramar aquela pequena lágrima no canto do olho. Se tivermos que reduzir a narrativa a uma temática simples é a de Mika conhecendo a si mesma através de Manu. Desde o começo da narrativa vemos que Mika está travada no aspecto pessoal. Ela não sabe o que está fazendo de sua vida, não sabe o motivo de estar fazendo o que está fazendo. Ela captura emoções porque seus pais pediram que ela fizesse; não se tratava de um desejo pessoal dela. Manu desperta em Mika a vontade de seguir em frente, de buscar a si mesma. A protagonista vai amadurecendo com o desenvolvimento da história, fazendo perguntas mais complexas porque seu interior começava a gritar por respostas diferentes. 

Trata-se de uma narrativa em primeira pessoa do ponto de vista da Mika, e o autor emprega construções frasais muito boas. Uma coisa que a gente é capaz de perceber é o quanto a narrativa nunca fica arrastada. Ele alterna bem momentos em que a personagem está mais reflexiva e momentos de diálogo onde ela relaciona com outros personagens. A riqueza da história está também no fato de que não há indivíduos jogados aleatoriamente, mas pessoas com muita importância para tudo o que está acontecendo ao redor de Mika. Sejam os pais, seja Adão ou Manuela. O autor teve uma boa sensação de início, meio e fim e não ficam pontas soltas. A gente chega a ficar um pouco triste no fim da história, mas era isto e ponto final. 

A relação entre Manu e Mika, apesar de curta é muito significativa. Sem apelações, apenas sentimentos entre duas pessoas que precisavam uma da outra em um momento específico de suas existências. Pelo que eu pude acompanhar na história, Manu encontrou o conforto que buscava na Mika, e Mika encontrou em Manu a vontade de seguir adiante. Formar ou não um casal não é o mais importante ali. E isso podemos aplicar para a vida. Determinadas relações podem não ser para todo o sempre, ou ser o final feliz. Algumas pessoas estão de passagem por nossas vidas, mas deixam suas marcas em nossos corações. Somos formados por vários tijolinhos de sentimentos que vão formando uma imensa estrutura que será o grande prédio que representa a nós mesmos. Ou seja, somos formados por todas as nossas experiências pregressas. 
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