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Avaliado no Brasil em 20 de julho de 2020
A estória de "Todas as cores do céu" começa como se fosse um romance, uma daquelas novelas indianas tendendo para o dramalhão e exagero.
Mas logo se transforma em um "quase suspense" bastante interessante.
O livro conta o drama de Mukta, nascida em uma aldeia do interior, filha de uma mãe solteira e de uma casta "designada" pelos deuses à prostituição.
Ainda na pré-adolescência, ela perde a mãe e vai morar em Bombaim com uma família relativamente importante, cuja filha, Tara, um pouco mais nova do que ela, se torna uma espécie de melhor amiga e "irmã de criação". É a oportunidade que ela tem de se livrar do karma da prostituição.
Mas em um país pobre, desigual, corrupto e misógino, o calvário da menina não tem fim. Um dia, e sem nenhuma explicação razoável, ela é levada de dentro de casa, e cabe a Tara, muitos anos depois, descobrir qual foi o destino da amiga.
Apesar das pitadas de pieguice, o livro prende a atenção. Vale a leitura, principalmente pela descrição (quase denúncia) da crueldade do regime de castas e do absurdo do tráfico de mulheres, mesmo nas grandes cidades indianas e em pleno século XXI.
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