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10 PRINCIPAIS AVALIADORES
12 de setembro de 2019
Roger Scruton é um conhecido defensor e propagador de ideias conservadoras, cuja filosofia é dedicada a tornar acessível para o grande público esse conjunto de princípios políticos construídos ao longo de muitos séculos. Ou, para uma apresentação mais precisa, expor o conjunto de ideias e práticas que elevam a tradição e os costumes como fonte primordial para o desenvolvimento de normas e orientação de ações.

Logo no primeiro capítulo o autor faz um resgate da pré-história do conservadorismo. Após abordar conceitos e autores fundamentais, Scruton apresenta uma perspectiva essencial para separar conservadores e liberais clássicos. Os primeiros compreendem que a liberdade individual deriva da ordem política, de instituições consolidadas e costumes historicamente verificados. Já os liberais encontram o nascedouro de tudo na liberdade individual.

Tal leitura dos fundamentos da filosofia conservadora e liberal será indispensável para a compreensão do restante da obra.

O segundo capítulo traz de início uma interessante abordagem sobre as diferenças entre a revolução Americana e a revolução Francesa. Da luta pelos direitos inerentes à humanidade, amparados na tradição, ao desenvolvimento de um novo direito ideológico e racionalista, os processos transitórios são sinteticamente analisados pelo autor.

A exaltação do autor das contribuições de Adam Smith e Edmund Burke neste capítulo serão fundamentais para compreender o restante da obra, especialmente, no que concerne à refutação do "contrato social" com base na tradição e na predisposição humana de compor pequenos grupos para subsistir – historicamente mantidos por gerações.

Segue o autor com a abordagem sobre o conservadorismo na Alemanha e na França, merecendo destaque a leitura sobre Hegel e Tocqueville. O autor sustenta a importância da doutrina de ambos para a compreensão do conservadorismo atual.

O capítulo quarto é dedicado aos autores que tentaram um resgate de tradições e propagaram ideias em defesa de uma "cultura conservadora" na Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos. O capítulo é de leitura valiosa para aqueles que buscam autores e obras relevantes nesse campo cultural.

O quinto capítulo denominado "o impacto do socialismo" também poderia ser denominado "a reação do conservadorismo" (no campo cultural). Nesse capítulo o autor apresenta os autores (e obras) que surgiram em meio a ascensão do socialismo e das ideologias totalitários no século XX. Hayek, Eliot, Weil e Ortega y Gasset são apresentados como defensores de uma cultura conservadora.

Finalmente, o último capítulo apresenta o esforço atual (tese) dos conservadores - em aliança com os liberais clássicos - em combater dois inimigos comuns: o politicamente correto e o extremismo religioso. Preservar o ocidente e evitar os esforços em destruir tudo que o ser humano desenvolveu ao longo dos séculos é e deve ser a motivação dos conservadores nos próximos tempos.

O livro é de leitura muito agradável e permite ao leitor o conhecimento sobre as personalidades e obras fundamentais para a compreensão do conservadorismo nos mais diversos microssistemas de estudo e contextos históricos.
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