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20 de outubro de 2018
Amor. Ingenuidade. Força. Coragem. E, esperança. A Guerra Que Salvou Minha Vida, escrito por Kimberly Brubaker Bradley, é o um dos que podem ser chamados de “livro preferido”.

Por meio de uma narrativa leve e tranquila, logo descobrimos como é a vida da menina Ada e de seu irmão mais novo, Jamie. Ada não sabe quantos anos tem, não sabe nada que esteja além da pequena janela de seu apartamento, onde vive presa e exposta a diversos abusos físicos e verbais vindos de sua mãe.

Ao contrário dela, que tem um pé torto e traz vergonha à mãe, Jamie pode ir à escola e brincar na rua com outras crianças, além de poder usar o banheiro normalmente e comer o mesmo que a mãe. A vida da família é precária, mas Ada mal sabe o que é precário e um lar é mais um dos significados que não fazem parte do vocabulário da menina.

Com a Segunda Guerra Mundial em plena ascensão e a ameaça constante de Londres ser bombardeada, Ada arruma forças para aprender a andar e poder fugir com o seu irmão durante a evacuação das crianças. O plano funciona com dificuldades e, por fim, com alguns empurrões, a dupla se encontra aos cuidados da Sra. Susan Smith, uma mulher de meia idade solitária e depressiva que não se sentia apta para cuidar daquelas crianças sujas e desnutridas, mas que logo se vê fazendo tudo que pode por eles, o que, para Ada, é algo absurdo e fora do comum.

"A Alice perseguia um coelho que usava roupas e um relógio de bolso. Ele descia pela toca, como os coelhos que eu via nos passeios com o Manteiga. A Alice ia atrás dele e caía num lugar ao qual não pertencia, um lugar onde nada fazia sentido.
Éramos nós, pensei. O James e eu havíamos caído na toca de um coelho, na casa da Susan, onde nada mais fazia sentido." (Pág.: 165)

A jornada de Ada e Jamie, assim como de Susan, é repleta de autoconhecimento e aprendizagem, um novo mundo e novos significados é apresentado à eles, onde entendemos que a guerra citada, não se trata apenas da Segunda Guerra Mundial, mas também das pequenas e grandes guerras internas que enfrentamos todos os dias.

"Enfim compreendi qual era a minha luta e por que eu guerreava. A Mãe não fazia ideia da forte combatente que eu havia me tornado."  (Pág.: 220)

Um livro para ser apreciado com lágrimas nos olhos e sorriso nos lábios. Uma história capaz de mexer com o coração dos leitores de maneira intensa e extraordinária.

Nota: 5/5 🌟
Páginas: 240.
Editora: DarkSide Books
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