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Avaliações dos clientes

1000 PRINCIPAIS AVALIADORES
15 de julho de 2014
O livro tem duas partes (a primeira originalmente era o livro inteiro, a segunda foi adicionada posteriormente):

1ª - O autor narra suas percepções acerca da psicologia dos prisioneiros de campos de concentração nazista. O próprio autor foi prisioneiro e sobrevivente de campos de concentração, então os relatos dizem respeito tanto às suas próprias reações quanto às de seus colegas.

2ª - Apresentação breve da logoterapia, modelo de clí­nica terapêutica que começou a ser desenvolvido por Viktor Frankl antes da ascensão do Nazismo na Alemanha, interrompido durante a prisão do autor em campos de concentração e retomado após sua libertação. Como o tí­tulo do livro dá a entender, a logoterapia tem como principal pressuposto a noção de que é a realização de um ou mais sentidos que confere a um indiví­duo uma boa saúde mental e uma vida que vale a pena ser vivida (em contraste às buscas pelo prazer e pela felicidade, por exemplo).

A resenha:

A primeira parte é muito boa e merece 5 estrelas. O autor se expressa de forma bastante cientí­fica e nada melodramática (o livro não é de forma alguma um tipo dramalhão de auto-ajuda). Além disso, escreve bem - muitos conseguirão ler toda essa parte do livro em apenas uma sentada e sem perder em momento algum o interesse. A mensagem dessa parte do livro que mais me marcou: mesmo em condições muito adversas, as pessoas ainda têm a liberdade de escolha. P. ex.: um prisioneiro de Auschwitz podia não ter a opção de comer bem, descansar em um leito confortável etc., mas nada nem ninguém podia tirar-lhe a liberdade de escolher como reagir à sua difí­cil situação. Essas convicções que o autor já desenvolvia antes de ser preso o ajudaram imensamente a sobreviver aos horrores dos campos de concentração. Recomendo fortemente essa leitura tanto a profissionais da saúde mental quanto ao público em geral.

A segunda parte - princípios básicos da Logoterapia - me levou a não pontuar o livro com 5 estrelas.
Após ler a parte 1, é natural que o leitor queira saber mais sobre a escola prática de terapia criada por Viktor Frankl, então a adição da segunda parte em edições mais modernas fez bastante sentido.
Entretanto, a logoterapia é apresentada de uma forma demasiadamente simples. Isso até que é compreensí­vel, uma vez que o objetivo do autor era mesmo fazer uma breve apresentação.
Ainda assim, me incomodou a forma como ele apresenta casos de curas quase milagrosas de pacientes com problemas de longa data.
Não duvido desses relatos, na verdade acredito neles. Bons terapeutas provavelmente se depararão com sucessos similares umas poucas vezes ao longo de suas carreiras, mas a apresentação selecionada induz à crença de que a logoterapia é milagrosa.
A argumentação em favor da importância do sentido da vida por meio desses casos soa um pouco pobre, mesmo sendo o pressuposto muito interessante. Tenho fé que outros livros do mesmo autor elucidam melhor sua escola terapêutica.
Posto isto, gostei de ler sobre a logoterapia e me interessei por saber mais a respeito.
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4,6 de 5 estrelas
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